Respostas

Você tem curiosidade sobre Astronomia? Envie sua pergunta a um astrônomo profissional através do formulário. As perguntas respondidas podem ser consultadas abaixo:

Envio: 04/03/2021

Nome: Bruna

Cidade: São Paulo

Resposta:
Ela continuará a ser a Terra! Um eventual aquecimento exagerado da atmosfera apenas vai alterar as condições de habitabilidade do planeta. Em consequência disso, algumas espécies provavelmente irão desaparecer, como já aconteceu muitas vezes no passado. No final da última era glacial por exemplo, desapareceram animais como os mamutes e as preguiças gigantes. Note que o aquecimento não influi em nada no planeta em si, apenas em sua atmosfera.

Envio: 25/02/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
As ejeções coronais de massa pelo Sol, que provocam as chamadas tempestades geomagnéticas, ocorrem com bastante frequência. Elas são consequência do ciclo normal de atividade solar. Elas são relativamente comuns e apenas os eventos extremos implicam em risco de problemas. Em casos de tempestades extremas poderia haver danos na rede de distribuição de energia e nas comunicações via satélite. A internet, por outro lado, é quase toda baseada em cabos submarinos de fibra óptica e não seria muito afetada. A partir de registros históricos, não existem casos de eventos catastróficos ligados a tempestades solares, só efeitos localizados e todos relacionados a problemas com comunicações e distribuição de energia. A título de curiosidade, veja no link a seguir uma lista das últimas tempestades solares extremas:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_solar_storms

Envio: 26/01/2021

Nome: Gisele Botelho

Cidade: Manaus

Resposta:
A rotação da Terra não é absolutamente regular, ela tem pequenas variações com origens diversas. A variação mais importante é causada pelas marés, que são provocadas pela Lua e pelo Sol. O efeito das marés é lentamente desacelerar a rotação de nosso planeta, numa taxa de milésimos de segundo por século. Outras possíveis causas de variação na velocidade de rotação de nosso planeta são os grandes terremotos ou variações climáticas muito intensas. O resultado de tudo isso é que percebem-se irregularidades no período de rotação quando a duração do dia, medida pela rotação da Terra, é comparada com o tempo registrado pelos relógios atômicos, que são extremamente precisos.
A notícia que circulou recentemente foi que no ano de 2020 as diferenças detectadas foram um pouco maiores que a média, chegando a um máximo de 1,46 milésimos de segundo a mais em relação à duração do dia solar médio. Essas oscilações são normais e são completamente insignificantes para nós ou para qualquer forma de vida. Elas só são importantes para o sincronismo dos relógios atômicos que definem a hora oficial. A maneira de compensar essa diferença é incluir ou subtrair um segundo no Tempo Universal, caso isso seja necessário para sincronizar a hora definida pelos relógios atômicos com a hora definida pela rotação da Terra.

Envio: 20/12/2020

Nome: Jose Edimar Da Silva

Cidade: Boa Vista Da Aparecida

Resposta:
A Terra carrega sua própria atmosfera enquanto de desloca, portanto não é possível observar seu deslocamento pelo espaço a partir de um experimento simples. A maneira mais simples de constatar esse deslocamento é observar as estrelas ao longo do ano. Se observarmos o céu sempre numa mesma hora, as 22 horas por exemplo, veremos que as estrelas mudam de posição ao longo das semanas e meses. Isso ocorre em consequência do movimento da Terra em torno do Sol. A medida da velocidade deste deslocamento é mais complexa pois requer a determinação da distância Terra-Sol. Não há um experimento caseiro para isso. A título de curiosidade, a velocidade orbital média da Terra em torno do Sol é de 107.200 km/h.

Envio: 20/12/2020

Nome: Jose Edimar Da Silva

Cidade: Boa Vista Da Aparecida

Resposta:
A Terra de fato se desloca com grande velocidade em torno do Sol, e o sistema solar como um todo também se desloca, girando em torno do centro da nossa galáxia. Não sentimos esse deslocamento na nossa experiência diária simplesmente porque a Terra carrega sua atmosfera junto. Você poderia se perguntar por que não sentimos a própria rotação da Terra, já que um observador na linha do equador se desloca com velocidade de aproximadamente 1600 km/h. A resposta é a mesma: em seu movimento, a Terra carrega nossa atmosfera junto.

Envio: 19/12/2020

Nome: Daniel Maciel

Cidade: São Bernardo Do Campo

Resposta:
Essa possibilidade não existe. O único "freio" para a rotação da Terra são as forças de maré provocadas pelas pela Lua e pelo Sol e que resultam nos deslocamentos das massas de água dos oceanos de leste para oeste ou vice-versa, ou seja, as marés. Em função disso, a rotação da Terra lentamente desacelera. Há cerca de 100 milhões de anos o dia durava aproximadamente 23,5 horas por exemplo. Mas isso não quer dizer que no futuro a Terra irá parar de girar, apenas sua rotação ficará um pouco mais lenta. Nos cerca de 5 bilhões de anos que nosso planeta ainda tem antes que o Sol vire uma estrela do tipo gigante vermelha e ele desapareça, algumas horas a mais serão acrescentadas no dia, mas sem que a Terra pare.

Envio: 30/10/2020

Nome: Arícia Eleonor Moreira

Cidade: Belo Horizonte

Resposta:
De fato, conforme a fase da Lua, é possível vê-la no céu diurno junto com o Sol. Se a gente observar a Lua com cuidado, verá que a cada dia ela nasce no horizonte leste cerca de uma hora mais tarde em relação ao dia anterior. Isso acontece porque o ciclo das fases da lua dura 29,5 dias, ou seja, nesse tempo ela dá uma volta em torno da Terra. Se num certo momento nós aqui no Brasil estamos vendo o Sol e a Lua juntos no céu durante o dia, um observador no Japão (ou na China ou na Austrália) estará no período noturno e não verá nenhum deles. Mas algumas horas mais tarde, quando o Sol e a Lua já tiverem baixado no horizonte oeste para um observador no Brasil, ambos serão vistos por aquele observador no Japão. E obviamente, a fase da lua é a mesma vista por qualquer observador no mundo.

Envio: 04/05/2020

Nome: Marcos

Cidade: Lagoa Formosa, Mg

Resposta:
Sim, é verdade. O plano da trajetória da Lua em torno da Terra é inclinado de 5,2 graus em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. Essa diferença é pequena mas, se não existisse, a cada ciclo das fases da Lua teríamos sempre dois eclipses. A cada Lua Nova, a mesma se colocaria exatamente entre o Sol e a Terra e teríamos um eclipse solar. E a cada Lua Cheia a Terra se colocaria exatamente entre o Sol e a Lua e teríamos um eclipse lunar. Em outras palavras, a cada mês lunar, que é o ciclo das fases da lua, teríamos sempre dois eclipses. Devido a essa pequena diferença, os eclipses ocorrem apenas poucas vezes por ano, mas todos os anos eles ocorrem! Somando os eclipses solares e lunares, a cada ano ocorrem de 2 a 7 eclipses. Vale a pena lembrar também que o ciclo dos eclipses é conhecido há muito tempo, eles não ocorrem ao acaso.

Envio: 03/04/2020

Nome: Marcela Monges Silva

Cidade: Guarulhos/Sp

Resposta:
O que define o ciclo das estações do ano é a posição do Sol em relação ao equador terrestre. Quando o mesmo está exatamente sobre o equador, passando do hemisfério sul para o norte, inicia o outono para o hemisfério sul e a primavera para o hemisfério norte. Da mesma forma, quando o Sol incide verticalmente sobre o trópico de Câncer, inicia-se o verão para o hemisfério norte e o inverno para o sul. E analogamente, quando o Sol incide diretamente sobre o trópico de Capricórnio, começa o verão no hemisfério sul e o inverno no norte. Note que tudo se refere à posição do Sol, apenas chamamos de um modo em cada hemisfério da Terra, mas obviamente o tempo de cada estação, bem como os dias e horários em que iniciam e terminam, são os mesmos para os dois hemisférios.

Envio: 13/11/2019

Nome: William Zanete

Cidade: Chapecó

Resposta:
É exatamente isso. A partir de sua formação as estrelas começam a consumir o hidrogênio do núcleo, que aos poucos é transformado em hélio, para a produção de energia. Ao longo do tempo esse processo vai mudando as condições físicas do núcleo solar, em particular a densidade e a pressão. Essas alterações vão aos poucos alterando a taxa de fusão nuclear e a luminosidade vai aumentando. Em consequência desse processo contínuo, as condições para abrigar a vida como a conhecemos terão desaparecido daqui a cerca de 2 bilhões de anos.

Envio: 02/11/2019

Nome: Espedito Rabelo Dasilva

Cidade: São Paulo

Resposta:
Esse resultado requer cálculo diferencial, não temos como fazer aqui. Ele se baseia na ação da força gravitacional, ou seja, na lei de Newton. O resultado é aproximadamente 65 dias.

Envio: 23/10/2019

Nome: Gabriela Martins

Cidade: Brusque-Sc

Resposta:
Nos polos terrestres a visibilidade da Lua acompanha a do Sol. Tome a Lua Nova por exemplo, ela está sempre próxima ao Sol, por isso nós não a vemos nessa fase. No inverno polar, quando o Sol não é visível, a Lua também não será. O mesmo raciocínio vale, evidentemente, para os polos norte e sul.

Envio: 21/10/2019

Nome: Gabriela Martins

Cidade: Brusque-Sc

Resposta:
Vista da Terra, a Lua tem aproximadamente 30 minutos de arco de diâmetro angular. A Terra vista da Lua é 4 vezes maior e portanto levará 4 vezes mais tempo para "nascer" quando vista por um observador que estiver lá. Ou seja, aproximadamente 8 minutos.

Envio: 21/10/2019

Nome: Isabela Batista Quirino

Cidade: Itaquera, Sp

Resposta:
Nosso Sol não pertence a nenhuma constelação. As constelações são apenas "figuras" que delimitam regiões do céu que vemos daqui da Terra. As estrelas que formam uma certa constelação estão numa certa direção no céu, mas umas podem estar bem mais longe de nós do que as outras. Sendo assim, as constelações não formam grupos de estrelas fisicamente próximas umas das outras e o Sol, que está aqui bem junto de nós, não pertence a nenhuma delas. Ao contrário, ao longo do ano vemos o Sol na direção de diferentes constelações à medida que a Terra percorre sua órbita anual em torno dele. Essas constelações sobre as quais o Sol passa têm o nome tradicional de constelações zodiacais.

Envio: 14/10/2019

Nome: Jeferson Oliveira Da Silva

Cidade: Francisco Morato, Sp

Resposta:
Chama-se zênite solar o instante em que o Sol está exatamente na vertical em um dado local. Em todos os locais da Terra situados entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio, haverá duas vezes no ano em que o Sol estará exatamente na vertical, uma vez quando ele estiver se deslocando do hemisfério celeste sul para o norte e outra quando estiver indo do norte para o sul. Em cada latitude o zênite ocorrerá em dias diferentes do ano. Sobre a linha do equador por exemplo o sol estará no zênite exatamente nos dias dos equinócios da primavera e do outono. A hora do dia em que o zênite ocorre depende da longitude do lugar. Vale a pena notar que essas diferenças no dia em que ocorre o zênite para diferentes latitudes e na hora em que ele ocorre para diferentes longitudes são consequências naturais do fato da Terra ser redonda.

Envio: 02/03/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
Não existe uma data marcada. O dia exato dependerá dos testes pós-pouso que estão sendo feitos atualmente. O cronograma da NASA informa que ele iniciará a se mover entre 10 e 60 dias após o pouso, dependendo dos resultados dos testes. Quando começar a se mover, a velocidade será de 100 metros por dia.

Envio: 22/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A Terra é azul vista do espaço porque os oceanos refletem principalmente a faixa azul do espectro de cores da luz solar. Os continentes vistos de fora têm tons de marrom e os polos e nuvens são brancos, mas a área do planeta coberta por oceanos é muito maior que a cobertura de nuvens e continentes, por isso a cor azul predomina. Assim como para os outros planetas, uma mudança de cor só aconteceria se as condições da atmosfera e da superfície mudassem drasticamente. A Terra por exemplo deixaria de ser azul quando vista do espaço se oceanos evaporassem. Apesar do cenário parecer irreal, em princípio isso poderia acontecer se a temperatura da superfície do Sol aumentasse. Na verdade, isso irá acontecer dentro de aproximadamente um bilhão de anos, devido ao "amadurecimento" do Sol. Quando isso ocorrer, provavelmente o planeta será permanentemente envolto em nuvens como atualmente é o caso de Vênus, só que enquanto este tem cor amarelada pois as nuvens são predominantemente de dióxido de carbono, a Terra ficará branca vista do espaço, pois as nuvens de vapor d'água são brancas quando refletem a sul do Sol. Para os demais planetas, vale a mesma regra: apenas uma mudança muito drástica nas condições da atmosfera e da superfície mudariam a cor do planeta.

Envio: 12/02/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Existe atualmente um grande interesse no estudo de Marte, e a busca da resposta para esta pergunta é um dos motivos mais importantes para a sua exploração. Do ponto de vista teórico, é possível sim que já tenha existido vida em Marte e as sondas que já estão já ou que vão chegar em breve têm grande interesse em procurar traços de vida fossilizada. O que se sabe é que as condições físicas da atmosfera marciana mudaram muito no último bilhão de anos: toda a água que existia livre na superfície desapareceu por exemplo. As razões para essa perda ainda são tema de discussão, mas provavelmente estão ligadas à pouca massa do planeta, que resulta num campo gravitacional bem menor que o da Terra e portanto torna mais fácil com que as moléculas de água escapem do planeta, ou então que sejam destruídas pela radiação solar em função da atmosfera muito tênue.

Envio: 12/02/2021

Nome: Eu

Cidade: Poços De Caldas

Resposta:
Assim como os demais planetas do sistema solar, a Terra como conhecemos agora irá acabar quando o Sol esgotar o hidrogênio do seu núcleo e se transformar numa estrela do tipo gigante vermelha. Quando isso acontecer, daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, o Sol vai "inchar" e os planetas internos, Mercúrio, Vênus e a Terra, desaparecerão. Os demais vão sobreviver por estarem bem mais longe, mas as condições físicas dos mesmos vão mudar totalmente. Antes que alguém pergunte "e nós para onde vamos quando acontecer isso?", vale a pena lembrar que o tempo para isso acontecer, 5 bilhões de anos, é muito maior que o tempo de evolução biológica. Nenhuma das espécies que hoje existem provavelmente existirá por tanto tempo.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, todos os planetas gasosos têm núcleos sólidos e com alta temperatura. Na verdade, altas temperaturas nos núcleos planetários não são exclusividade dos planetas gasosos. A temperatura do núcleo da Terra é estimada variar entre 5400 e 5700 K, o que é bem próximo da temperatura da superfície do Sol. Outros modelos estimam esta temperatura em cerca de 6200 K. Quanto aos planetas gasosos, como suas pressões internas são ainda maiores, as temperaturas nas regiões centrais sobem ainda mais. Estima-se que a temperatura do núcleo de Júpiter seja de aproximadamente 24.000 K. Outros modelos estimam que seja um pouco mais baixa, ao redor de 20.000 K, mas ainda assim, bem mais alta do que a temperatura da superfície do Sol. Para Saturno, a estimativa da temperatura do núcleo é de 11.700 K.

Envio: 09/02/2021

Nome: Rafael Augusto

Cidade: Sorocaba-Sp

Resposta:
Os especialista em astrobiologia desenvolveram o conceito de "zona habitável". Trata-se de uma faixa de distâncias em torno de uma estrela, na qual planetas podem ter água na forma líquida na superfície. As dimensões dessa zona dependem do tamanho e da luminosidade de cada estrela e claro que existe aí a pressuposição de que a vida requer água na forma líquida para se desenvolver, como foi no caso da Terra. No caso do Sol, a Terra está evidentemente na Zona Habitável, mas Marte também está, perto do limite externo da mesma. Como existem evidências fotográficas de que já houve rios em Marte há bilhões de anos atrás, não está descartada a possibilidade de que tenha existido alguma forma de vida lá, essa é uma questão ainda em aberto. Os demais planetas estão fora da zona habitável, Mercúrio e Vênus são muito quentes e os demais são muito frios.

Envio: 09/01/2021

Nome: Jaime Magalhães Morais

Cidade: Feira De Santana

Resposta:
Vista de longe, a Terra é um pequeno ponto azulado. Como seu brilho aparente é muito pequeno comparado com o Sol, ela só seria vista de distâncias relativamente próximas de nós. Nosso planeta nunca foi fotografado de fora do sistema solar, mas de grandes distâncias dentro do mesmo, já foi. Veja a foto no link abaixo que mostra a Terra vista de Saturno, a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros: https://www.nasa.gov/image-feature/cassini-earth-and-saturn-the-day-earth-smiled
Vista de distâncias maiores, esse pontinho azulado seria cada vez mais fraco e estaria mais perto do Sol.

Envio: 29/05/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
A produção de energia no Sol se dá no seu núcleo e não em todo o volume. A energia que vemos sendo emitida na superfície solar na forma de luz, ou seja, de fótons, se deslocou do núcleo até a superfície. O espectro do Sol apresenta realmente linhas de todos os elementos químicos, mas este é espectro da superfície solar, da fotosfera. Isso acontece porque a composição química do Sol reflete tudo o que existia na nebulosa protossolar de onde ele se formou: todos os elementos químicos que existem no Sol atualmente, bem como na Terra e nos demais corpos do sistema solar, já existiam na nebulosa protossolar antes dele se formar, por isso eles são detectados na superfície do Sol quando os fótons vindos do interior solar interagem com os átomos da fotosfera.

Envio: 19/05/2020

Nome: Ariel Inocêncio

Cidade: Campinas

Resposta:
Planetas, satélites e até as estrelas têm forma quase esférica, mas não exatamente. A razão para essa diferença não é apenas a rotação diferencial. Apenas os corpos gasosos como as estrelas e os planetas gigantes têm essa diferença por conta de existir rotação diferencial, ou seja, do equador girar um pouco mais rápido que os polos. Tais diferenças existem também em corpos rochosos como a Terra, cujo diâmetro equatorial é um pouco maior que o diâmetro polar, e esses corpos evidentemente não têm rotação diferencial, nesse caso a diferença está associada à formação do próprio corpo: quaisquer corpos em rotação que tenham uma certa viscosidade, como é o caso dos planetas em formação, tendem a aumentar seu diâmetro de forma ortogonal ao eixo de rotação, essa é uma propriedade da dinâmica dos corpos.

Envio: 07/05/2020

Nome: Fernanda Tinti

Cidade: Praia Grande -Sp

Resposta:
Existem no mundo alguns serviços de monitoramento de asteroides. O mais ativo e mais conhecido é o CNEOS (Center for Near Earth Object Studies) da NASA, que tem como objetivos procurar, traçar as órbitas e descrever os asteroides que possam vir a significar risco para a Terra. Existe também uma colaboração internacional com o mesmo objetivo chamada "International Asteroid Warning Network". O que se faz nesses projetos é observação e monitoramento de objetos pequenos do sistema solar, procurando identificar aqueles que possam potencialmente se tornar riscos. Em termos específicos, esse tipo de pesquisa é feita através de imagens de campo largo sucessivas do céu. Comparando imagens da mesma região, objetos móveis destacam-se por "moverem-se" quando as imagens são superpostas. Assim que eles são detectados.

Envio: 26/04/2020

Nome: Carlos Mario F. Neto

Cidade: Rio De Janeiro, Rj.

Resposta:
Os planetas jovianos, que em nosso sistema solar são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, de fato não têm superfície sólida. Uma sonda que se aproxime de um deles (como a sonda Galileo fez em Júpiter) verá a pressão atmosférica aumentando de forma contínua, até que o gás passe a se comportar como um líquido, depois um líquido denso, depois um sólido. Por convenção, a "superfície" destes planetas é definida como a altitude em que a pressão atmosférica é de um bar, ou 101 kPa, ou seja, a mesma pressão atmosférica da Terra ao nível do mar. Em Júpiter a sonda Galileo conseguiu transmitir dados até descer cerca de 146 km abaixo do nível de 1 bar até ser destruída pela pressão. O último valor de pressão medido foi de 22 bars, com temperatura de 153 C.

Envio: 11/04/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não existe uma correlação direta entre a intensidade do campo magnético e a atmosfera de um planeta. Tome os casos de Vênus e Marte por exemplo: enquanto Marte tem uma atmosfera muito tênue, com menos de 1% da pressão atmosférica terrestre, Vênus tem atmosfera muito espessa, com cerca de 93 vezes a pressão atmosférica da Terra. E os dois planetas têm baixíssimo campo magnético. Estima-se que a espessa atmosfera de Vênus originou-se a partir de uma atmosfera similar à da Terra na origem, gerada por degasagem das rochas que formaram o planeta. Mas como ele está bem mais próximo do Sol, o dióxido de carbono na atmosfera deve ter gerado um efeito-estufa descontrolado, que aqueceu ainda mais a atmosfera e por sua vez provocou a liberação de ainda mais gases a partir das rochas, chegando na situação que se encontra hoje. A temperatura na superfície de Vênus é tão quente (cerca de 467 C) que não existem diferenças entre inverno e verão, nem dos polos para o equador do planeta.

Envio: 19/03/2020

Nome: Antonio Lins Rolim Junior

Cidade: Recife

Resposta:
Não, esta possibilidade não existe porque as duas órbitas estão em ressonância. Este é um termo da mecânica celeste e indica que as órbitas são múltiplos uma da outra. Plutão e Netuno estão em ressonância 2:3, o que significa que a cada 2 órbitas de Plutão em torno do Sol, Netuno dá 3. A consequência desta propriedade é que as posições relativas dos planetas se repetem e eles nunca chegarão a colidir.

Envio: 19/03/2020

Nome: Antonio Lins Rolim Junior

Cidade: Recife

Resposta:
Não, as evidências observacionais de que o sistema solar tem o Sol e não a Terra no centro vieram historicamente de outras origens. O modelo heliocêntrico de Copérnico, formulado no começo do século 16, usava como argumento principal a simplicidade do novo modelo, que explicava de forma natural os movimentos dos planetas, tais como o movimento retrógrado dos mesmos no céu. Esse modelo não foi formulado a partir de observações astronômicas e sim das leituras e cálculos do autor sobre o movimento dos corpos celestes. As observações de Galileo mostrando o ciclo das fases de Vênus são outro bom exemplo, elas não podem ser explicadas através do modelo geocêntrico. Quanto ao movimento de precessão, ele pode ser usado para demonstrar que a Terra não é estática, seu eixo precessiona com período de 25.800 anos.

Envio: 10/03/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
O que define um planeta ser rochoso ou gasoso é a sua composição química e não a distância ao Sol. Nada impede que um planeta rochoso, de tipo terrestre, estivesse na mesma distância que Netuno está, que é aproximadamente 30 vezes maior que a distância Terra-Sol. Existem especulações de que talvez exista pelo menos um planeta de tipo terrestre além da órbita de Plutão Este corpo hipotético é chamado de Planeta X ou Planeta 9, mas sua existência ainda não foi comprovada. Dependendo da composição dos gases, um planeta assim poderia ter atmosfera, porém muito rarefeita e baixa, junto à superfície.

Envio: 03/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros supermassivos existem apenas no centro das galáxias de tamanho médio ou grande. No centro de nossa galáxia, a Via Láctea, tem um com massa equivalente a 3,3 milhões de vezes a do Sol. O mecanismo de formação destes objetos ainda não é bem conhecido. Em linhas gerais, sabe-se que eles devem se formar logo no início da formação das galáxias, por um processo de colisão de buracos negros menores. Estes por sua vez são originados pela rápida evolução das estrelas de massa muito alta que se formam logo no início da existência das galáxias. Tais estrelas têm altíssima massa e tempo de existência muito curto, da ordem do milhão de anos ou menos, resultando em buracos negros. Estima-se que alguns milhares de buracos negros dessa natureza sejam a "semente" dos buracos negros supermassivos, mas essa ainda é apenas uma hipótese. São necessários mais resultados e mais modelos para chegar-se a uma conclusão definitiva sobre estes objetos, que podem ter massa de mais de um bilhão de vezes a do Sol.

Envio: 03/03/2021

Nome: Daniela

Cidade: Erechim

Resposta:
Sim, Andrômeda está se aproximando da Via Láctea. As duas galáxias deverão se encontrar em aproximadamente 4 bilhões de anos. Mas isso não quer dizer que as estrelas das duas galáxias irão colidir umas com as outras, as duas estruturas irão se acomodar em termos gravitacionais e uma nova galáxia, combinação das duas anteriores, será o resultado final. O processo é análogo a dois bandos de aves que se encontram no céu: as aves não colidem umas com as outras e os dois bandos se unem, formando um só. Este processo de fusão de duas galáxias é muito lento, ele deve se iniciar em cerca de 4 bilhões de anos, mas leva vários bilhões para haver a acomodação final. A Terra não existirá até lá, pois em 4 bilhões de anos o Sol já estará se transformando em uma estrela de tipo gigante e nosso planeta terá desaparecido. Um observador na Via Láctea veria a outra galáxia como uma estrutura grande e brilhante no céu. Quando a galáxia estivesse próxima, seria possível ver a estrutura dos braços espirais em detalhe.

Envio: 12/02/2021

Nome: Pedro

Cidade: Poços De Caldas

Resposta:
É equivocado achar que buracos negros são "ralos universais" que engolem tudo. Se fosse assim, o universo não existiria mais. Existem muitos buracos negros na Via Láctea que são resultantes da evolução das estrelas de grande massa, eles têm tipicamente 3 a 10 vezes a massa do Sol e portanto têm pouca influência gravitacional, a não ser em sua vizinhança muito próxima e não têm nenhuma influência na existência de nossa galáxia. Além destes, existe um grande buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia, com 3,3 milhões de vezes a massa do Sol. Apesar do número parecer impressionante, essa massa é insignificante em relação à massa total da Via Láctea, que é de aproximadamente um trilhão de vezes a massa do Sol, e o buraco negro central também não tem influência na existência da galáxia.

Envio: 05/02/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Não, não são todas. Ainda não existe uma estatística clara que informe qual a fração das galáxias que têm tais objetos. Sabe-se que eles são comuns nas galáxias espirais de tamanho normal como a nossa, a Via Láctea, e também nas galáxias gigantes. Eles existem em todas as chamadas "galáxias de núcleo ativo", pois o que se chama de núcleo ativo é exatamente a emissão de radiação de alta energia gerada no entorno dos buracos negros supermassivos. Por outro lado, galáxias pequenas como as Nuvens de Magalhães, que são duas galáxias-satélite da nossa, não têm tais objetos. Aparentemente, entre as galáxias anãs, que são uma fração grande do número total de galáxias, não existem BN supermassivos ou eles são muito raros. Deve-se notar também que os BN supermassivos são de natureza totalmente diferente dos BN estelares, resultantes da evolução das estrelas de grande massa. Os supermassivos são resultantes da formação das galáxias, e portanto são tão antigos quanto elas.

Envio: 07/01/2021

Nome: Donizetti Eliel

Cidade: Campinas

Resposta:
A galáxia anã do Cão Maior é uma pequena galáxia esferoidal que está em processo de ser capturada pela Via Láctea. Ela está de fato bem próxima da nossa, a cerca de 25.000 anos-luz do Sol e a 42.000 anos-luz do centro da Via Láctea, mas está acima do plano do disco e não imerso nele. Esse objeto é tão pequeno que existem discussões na literatura questionando a natureza da mesma, existem alguns astrônomos que acreditam que não se trata de outra galáxia mas sim de uma região de sobredensidade de nossa própria galáxia.

Envio: 05/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Não, porque as estrelas da vizinhança solar também estão girando em torno do centro galáctico com velocidades orbitais comparáveis. Seria como estar sentado no banco dum carrossel girando a uma certa velocidade e querer que seu banco alcance o banco da frente.

Envio: 01/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Como todas as galáxias, a nossa foi criada no primeiro bilhão de anos após o Big Bang, quando o universo era muito menor em tamanho. Sendo assim, não dá para estimar deslocamentos como você pergunta, simplesmente porque as distâncias eram diferentes, em consequência disso as forças gravitacionais envolvidas também eram diferentes e portanto os movimentos relativos das galáxias também eram diferentes. Sua questão sobre o Grupo Local também tem resposta análoga: o chamado "universo local" sempre foi assim, porém o "sempre" tem que ser entendido como os últimos bilhões de anos.

Envio: 20/11/2020

Nome: Adolfo Larson O. Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
M74 é de fato uma galáxia Sc quase vista de face. As determinações mais recentes da massa estelar são baseadas em observações no Infravermelho. Estas medidas dependem de várias hipóteses (por exemplo, razão massa/luminosidade e absorção pelo poeira) e diferentes pesquisadores usam hipóteses diferentes. Por outro lado, a massa média das estrelas em uma galáxia não é necessariamente a mesma que a massa média na vizinhança solar. Combinando todas as incertezas, não é incomum ver estimativas de número de estrelas terem uma diferença de um fator 2. Possivelmente, a estimativa de 100 bilhões de estrelas é um limite superior e a estimativa de 50 bilhões pode ser mais razoável. Para uma análise mais aprofundada, seria necessário estudar os artigos onde estes valores foram publicados.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
A massa luminosa de uma galáxia é calculada a partir da chamada "relação massa-luminosidade". Essa é uma propriedade das estrelas, sabe-se que para produzir uma certa luminosidade, uma estrela deve ter uma determinada massa. Então medindo-se a luminosidade total de uma galáxia é possível estimar a massa de estrelas (ou seja, a massa luminosa) que produz aquela luminosidade. Deve-se notar que estamos aqui falando de "luminosidade", ou seja, do brilho intrínseco, tanto das estrelas como das galáxias. Não estamos falando do brilho aparente, que depende da distância.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
É possível observar galáxias jovens no universo distante, pois o limite da velocidade da luz faz com que observemos todas as galáxias muito distantes ainda muito jovens. Mas quando falamos do universo local, ou seja, na região do entorno da Via Láctea, dentro de distâncias relativamente pequenas em relação ao tamanho do universo observável, galáxias jovens são extremamente raras e mesmo assim suas pequenas idades são questionáveis. Alguns exemplos são DDO 68 (ou UGC 5340), cuja idade estimada está entre 200 e 900 milhões de anos, e I Zwicky 18, cuja idade estimada está entre 500 milhões e um bilhão de anos. Mas nos dois casos, essas idades pequenas não são unanimidade entre os astrônomos, há quem conteste que os dois sistemas sejam tão jovens assim. Ainda faltam dados observacionais para garantir a validade destes resultados.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
As galáxias vão crescendo aos poucos, por fusões, ao longo da história do universo. No caso das espirais, este crescimento por acréscimo de massa tem que ser relativamente lento, senão o disco estelar é destruído é a galáxia deixa de ser uma espiral. Assim sendo, dada a idade do universo e a taxa de fusões possíveis para manter uma galáxia espiral sem destruí-la, não se espera mesmo que existam galáxias espirais muito maiores do que a Via Láctea, por exemplo. As muito grandes são exceções. Outro ponto importante: a propriedade que melhor define uma galáxia é a massa e não o tamanho. Quando falamos de diâmetro de uma galáxia, estamos geralmente falando do disco estelar e o que conta é a massa.

Envio: 20/04/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
Quasares fazer parte da família dos "núcleos galácticos ativos", junto com as galáxias Seyfert e as radiogaláxias. Eles são buracos negros supermassivos que estão "engolindo" matéria e a energia emitida por eles não vem da singularidade em si mas sim do disco de matéria turbilhonando em alta velocidade no seu entorno. São estes discos que produzem a grande quantidade de energia emitida por estes objetos. O buraco negro supermassivo que existe no centro da Via Láctea não é um quasar, mas estima-se que deve ter sido um nos estágios iniciais de formação da galáxia, quando havia grande quantidade de matéria na sua vizinhança. Como tal matéria já foi absorvida pelo buraco negro, o núcleo ativo "apagou", restando apenas o burago negro supermassivo.

Envio: 13/04/2020

Nome: Felipe Eduardo Barros

Cidade: Campos Dos Goytacazes, Rj

Resposta:
A faixa leitosa que vemos no céu noturno não é um braço único de nossa galáxia. Como o sistema solar está imerso no plano do disco, vemos ele sempre de perfil, o que "mistura" os braços em nossa linha de visada, alguns estão mais próximos e outros mais longe, mas na mesma direção. Além disso, dependendo da época do ano diferentes braços estão acima do horizonte e são visíveis durante a noite. A região do centro da Via Láctea por exemplo, corresponde ao braço de Sagitário e é visível na metade do ano.

Envio: 13/02/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
O tipo de estrelas, as chamadas populações estelares, de uma galáxia Sa (bojo grande) e uma Sc (formação estelar bem ativa) não são tão parecidas, por isso a resposta não é simples nem única. Se esse brilho estiver sendo medido no azul, a Sc vai parecer mais brilhante por conta das regiões de formação estelar ativas, mas se olharmos no infravermelho aí a luminosidade estelar é proporcional à massa em estrelas e essa vantagem da Sc desaparece. Quanto à questão do "tamanho igual", como a Sa tem um bojo grande, ou seja luz mais concentrada, isso indica que, dadas um Sa e um Sc de mesmo amanho, a Sa deve ser mais brilhante.

Envio: 02/02/2020

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Depende do que você entende por "estar ao alcance". Devido à grande distância que está de nós, cerca de 27.000 anos-luz, não existe nem existirá nenhuma influência do mesmo na evolução do Sol, da Terra ou do sistema solar como um todo. Por outro lado, como a força da gravidade tem alcance infinito, a massa deste buraco negro supermassivo é parte da massa do centro de nossa galáxia e dessa forma ajuda a determinar a órbita do sistema solar em torno do centro galáctico.

Envio: 27/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Determinar a luminosidade, também chamada de brilho intrínseco, de uma estrela não é muito simples. É necessário determinar inicialmente seu brilho aparente, isso é que é simples, basta fazer uma medida com um fotômetro. Também é necessário determinar sua distância e fazer uma estimativa do tipo espectral da estrela, ou seja, se é uma anã, uma gigante, uma supergigante, etc. Essas informações são obtidas através de espectroscopia, uma técnica de medida baseada na decomposição da luz em suas cores e características. A partir destes parâmetros é possível determinar a luminosidade das estrelas.

Envio: 11/02/2021

Nome: Henrique Rozmyslak

Cidade: São Paulo

Resposta:
Sua pergunta pode ser dividida em duas: 1- qual a origem dos meteoritos de ferro/níquel? 2- qual a origem do ferro e do níquel? Os meteoritos são componentes do sistema solar, portanto, assim como os planetas, os satélites, os asteroides e os cometas, eles se originaram da nebulosa protossolar, que deu origem ao Sol e a todo o sistema. Eles são pedaços pequenos de material que estavam vagando pelo disco planetário desde que o sistema se formou há 4,6 bilhões de anos e eventualmente vieram a cair na Terra. Quanto aos elementos químicos, estes também estavam dispersos no meio interestelar e faziam parte da nebulosa da qual o Sol se formou. Elementos pesados como o ferro e o níquel são produzidos nos estágios finais de evolução das estrelas de grande massa, imediatamente antes da explosão de supernovas.

Envio: 11/02/2021

Nome: Daniela

Cidade: Chapecó

Resposta:
Existe sim a possibilidade da existência de pares de buracos negros. Basta que exista um sistema binário formado por duas estrelas de grande massa. Se elas tiverem massa suficiente, ambas explodirão como supernovas e seus núcleos podem evoluir para buracos negros. Nesse caso, eles podem vir a se juntar devido a efeitos gravitacionais e esse processo, tecnicamente chamado de coalescência de buracos negros, é uma das fontes mais prováveis para emissão de ondas gravitacionais. Este processo resulta em outro buraco negro, cuja massa é a soma das massas dos dois primeiros.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
É o que está em órbita da estrela mais próxima do Sol, Próxima Centauri, a apenas 4,24 anos-luz de distância.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
De acordo com a relatividade geral, a maior velocidade possível na natureza é a velocidade da luz no vácuo e o que define o horizonte dos eventos de um buraco negro é exatamente o fato de que sua velocidade de escape é igual à velocidade da luz no vácuo. Portanto nada pode escapar dele. Para escapar, seria preciso uma velocidade maior que a da luz, o que é fisicamente impossível.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros giram muito rápido mesmo. Suas velocidades de rotação chegam próximas à velocidade da luz. Isso não acontece em função de suas massas. Vale a pena lembrar que buracos negros estelares são os antigos núcleos das estrelas de grande massa e têm massas relativamente pequenas, tipicamente entre 3 e 10 vezes a massa do Sol. Suas altíssimas velocidades de rotação são consequência das leis de conservação da mecânica clássica, em particular a conservação do momentum angular: se uma determinada massa gira com uma certa velocidade de rotação e subitamente encolher sem perder massa, a velocidade de rotação vai aumentar para que o momentum angular se conserve. Por isso mesmo, o núcleo de uma estrela que se transforma numa estrela de nêutrons após a explosão de uma supernova, passa a girar muito rápido, com período de rotação da ordem dos segundos ou, em alguns casos, uns poucos milissegundos. No caso dos buracos negros, o colapso é ainda maior e as velocidades de rotação resultantes são bem maiores.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, buracos negros giram e portanto têm momentum angular. Esta conclusão é a chamada "solução de Kerr" para as equações de campo de Einstein da relatividade geral e são as que melhor descrevem os buracos negros. Esta solução diz que os buracos negros têm 3 parâmetros fundamentais que os descrevem: massa, carga elétrica e momentum angular.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros têm distintas partes. Uma das mais importantes é o chamado "horizonte dos eventos", que em primeira aproximação é uma esfera cujo raio, que é chamado "raio de Schwarzschild" e é contado a partir da singularidade central, define a fronteira a partir da qual a luz não escapa mais. Como buracos negros têm massa finita e este volume é calculável, a densidade pode ser calculada e é finita. Mas no centro desta esfera está a singularidade central. Esta sim, de acordo com a relatividade geral, tem volume nulo, portanto apesar de ter massa finita, quando se divide uma massa finita por um volume nulo, tem-se densidade infinita.

Envio: 09/02/2021

Nome: Davi De Magalhães Kottwitz

Cidade: Jundiaí

Resposta:
Em primeiro lugar, é necessário lembrar que matéria estranha é uma hipótese teórica, nada garante que ela exista. O risco potencial que existe é que, de acordo com alguns modelos, a matéria estranha, quando colocada em contato com a matéria comum, pode interagir com ela, transformando-a em "strangelets", que em termos simples são uma "sopa" de quarks de diferentes tipos. Em outras palavras, isso destruiria o planeta inteiro. Mas não podemos esquecer que nosso planeta existe há 4,5 bilhões de anos e nada na história geológica da Terra indica que tenha ocorrido uma catástrofe dessa natureza, pois não existem aqui nem matéria estranha nem strangelets. Por enquanto, é mera especulação.

Envio: 07/02/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
A maior estrela encontrada em nossa galáxia até agora é UY Scuti, na constelação do Escudo (Scutum), que tem aproximadamente 1700 vezes o diâmetro do Sol. Veja no link abaixo uma lista das maiores estrelas encontradas:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_das_maiores_estrelas_conhecidas
A nossa galáxia continua a produzir estrelas. A região da Nebulosa de Órion, que fica perto das Três Marias e é bem conhecida, é uma região ativa de formação estelar.

Envio: 04/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Estrelas de Planck são objetos hipotéticos. Elas existiriam dentro do horizonte dos eventos dos buracos negros e a possibilidade de sua existência surgiu a partir de uma formulação que combina a Relatividade Geral com a Mecânica Quântica: seria possível explicar a existência um objeto dentro do horizonte dos eventos se o seu colapso gravitacional para um buraco negro for impedido por condições ditadas pelo princípio da incerteza de Heisenberg, antes do objeto atingir a chamada "escala de Planck" de densidade e dimensões. Tal explicação só é válida assumindo-se que a gravidade e a estrutura do espaço-tempo são quantizadas, o que são apenas hipóteses. Nada garante que tais objetos existam na realidade, a hipótese foi proposta há poucos anos atrás, em 2014, e o tema ainda é objeto de discussão.

Envio: 25/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Note que se você fez a pergunta é porque já ouviu falar em conceitos como "buraco de minhoca" e "buraco branco". O fato desses conceitos serem de domínio público já demonstra que eles são conhecidos e estudados há bastante tempo. A resposta é sim, essa questão já foi levantada há muito tempo. O problema é que buracos de minhoca e buracos brancos são apenas exercícios de matemática, eles não são objetos reais como os buracos negros. Esses conceitos são apenas soluções válidas das equações da teoria da relatividade geral, mas não existe nenhuma evidência que sejam objetos reais. Vale lembrar também que o termo "buraco negro" pode levar à falsa ideia de que eles são cavidades, com um "fundo" em algum lugar. Essa ideia é falsa, buracos negros são esféricos! São objetos resultantes do colapso gravitacional dos núcleos das estrelas de grande massa, cujo campo gravitacional é tão intenso que a luz não escapa dele. Eles não são "passagens" para outros pontos do universo.

Envio: 17/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Essa matéria passa a fazer parte da massa do mesmo. Em outras palavras, a massa de um buraco negro cresce à medida que ele vai absorvendo a matéria que cai nele, mas isso não quer dizer que ele aumenta de tamanho, pois a densidade dos mesmos é infinitamente grande. O que aumenta é o raio do "horizonte dos eventos", a fronteira a partir da qual tudo o que entra não sai mais. Esse "horizonte" depende da massa e vai crescendo à medida que a massa aumenta. E importante notar que a matéria não vai para lugar algum! Apesar do nome, buracos negros não são "buracos", na verdade são esferas.

Envio: 13/01/2021

Nome: Ilan Vitor Santos De Aguiar

Cidade: Vitória De Santo Antao Pe

Resposta:
Não escapam! A emissão de raios-X detectadas em buracos negros não vem de dentro deles. Essa emissão vem de sua vizinhança imediata. O intenso campo gravitacional no entorno de um buraco negro provoca turbilhonamento da matéria que está bem próxima do horizonte dos eventos, a "fronteira" de um BN, essa intensa agitação transfere energia para a matéria, que é liberada na forma da emissão de raios-X e ultravioleta.

Envio: 12/01/2021

Nome: Auriane

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Teoricamente um buraco negro pode evaporar devido a um mecanismo chamado "radiação Hawking", que é efeito quântico resultante da produção de partículas junto do limite definido pelo Horizonte dos Eventos e do princípio da incerteza. Esse efeito deve diminuir a massa e o momentum angular de um buraco negro, resultando em sua evaporação, porém numa escala de tempo MUITO grande, no mínimo de 10^67 anos (10 elevado à 67a potência)

Envio: 27/02/2021

Nome: Felipe

Cidade: São José Do Rio Preto

Resposta:
Sabe-se que o universo está em expansão através da observação de galáxias remotas. Através de uma técnica de medida chamada espectroscopia é possível medir a velocidade com que as galáxias se movem e os resultados indicam que elas estão em média se afastando umas das outras, indicando que o universo está em expansão. Este resultado é conhecido desde 1924-25, quando Edwin Hubble mediu pela primeira vez as velocidades das galáxias.
Não se sabe o que havia antes do BB. Por enquanto, este tema ainda está no campo das especulações teóricas, não existe uma resposta definitiva.

Envio: 13/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A verdadeira natureza da matéria escura ainda é desconhecida, mas ela sofre efeitos gravitacionais. E sendo assim, está submetida à atração gravitacional de um buraco negro. Mas como tudo indica que a densidade da matéria escura é extremamente baixa, a quantidade da mesma capturada por um buraco negro deve ser muito pequena.

Envio: 10/02/2021

Nome: Giovana

Cidade: Jundiaí

Resposta:
Em outras palavras, você quer saber o que desencadeou o BB, por que ele ocorreu. Essa é uma questão ainda em aberto, existem apenas hipóteses especulativas e nenhuma conclusão definitiva. A origem do universo, popularmente conhecida como Big Bang, é um modelo científico solidamente embasado em evidências observacionais, existem evidências muito fortes de que a origem do universo ocorreu desta forma, mas se formos cada vez mais para trás no tempo, o modelo cessa de existir ANTES de t=0, ou seja, antes do instante exato do início do universo. Para ser exato, o modelo não tem validade nos primeiros 10E-43 segundos após o Big Bang, que constituem a chamada "era de Planck". Se você não está familiarizado com notação científica, 10E-01 equivale a 0,1; 10E-02 equivale a 0,01, 10E-09 equivale a 0,000000001 (ou um bilionésimo) e assim sucessivamente. Nesse intervalo infinitesimal (mas diferente de zero!) de tempo, o modelo do Big Bang não vale. Por isso mesmo, é muito difícil especular sobre o "gatilho" que desencadeou o mesmo. Uma hipótese normalmente citada são as flutuações quânticas do vácuo. É importante notar que toda a moderna cosmologia não precisa de tal explicação, os modelos descrevem a evolução do universo após o final da era de Planck.

Envio: 01/01/2021

Nome: Auriane

Cidade: Trairi

Resposta:
Essa hipótese foi discutida por muito tempo: considerava-se que o evento que deu origem ao universo, popularmente chamado de "Big Bang", poderia ser cíclico. O universo está atualmente numa fase de expansão, a ela se seguiria uma fase de contração e num futuro remoto ele voltaria às condições do Big Bang e tudo recomeçaria. Mas essa hipótese foi descartada depois da descoberta da energia escura, cuja existência demonstra que o universo não está apenas em expansão, mas que essa expansão é acelerada. Sendo assim, não ocorrerá uma fase de contração no futuro e o universo nunca retornará a. Mas vale a ressalva que essas hipóteses não são definitivas e poderão ser modificadas à luz de descobertas futuras.

Envio: 20/12/2020

Nome: Ivan Nogueira

Cidade: Suzano-Sp

Resposta:
A idade do universo observável está ligada ao seu tamanho. Como o universo está em expansão desde sua origem, o Big Bang, a partir de seu tamanho é possível estimar sua idade ou o contrário. Mas note que estamos falando apenas do universo observável, ou seja, a fração do mesmo cuja luz já chegou até nós desde que o mesmo se formou. Existe ainda muita controvérsia sobre qual seria o tamanho total do universo.

Envio: 10/12/2020

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A matéria "normal" é aquela da qual estamos cercados, e que forma os nossos próprios corpos, aquela composta por átomos com seus respectivos núcleos atômicos e coroas de elétrons. A matéria "escura" é o que existe em torno das galáxias. Sabe-se que ela existe porque produz influência gravitacional na matéria visível, mas ela não emite rigorosamente nada, por isso mesmo é chamada de escura. Existem hipóteses para sua verdadeira natureza, mas nenhuma delas ainda confirmada. Ela poderia ser composta por objetos macroscópicos como aqueles conhecidos pela sigla (MACHOs), que significa MAssive Compact Halo Objects), ou então neutrinos, ou ainda partículas mais exóticas como microburacos negros primordiais ou neutrinos. Já a chamada matéria "exótica" é apenas hipotética. Como no caso da matéria escura, existem diversas hipóteses para a matéria exótica: ela poderia ser matéria que viola as leis conhecidas da física, poderia ter massa negativa por exemplo. Outra hipótese são estados ainda não conhecidos da matéria, tais como condensados de Bose-Einstein ou plasmas quark-gluon, que apesar de exóticos, enquadram-se nos paradigmas já conhecidos da física. Deve-se notar que esses temas pertencem muito mais à física das partículas elementares do que à astronomia.

Envio: 10/12/2020

Nome: Lucas P. Gomes

Cidade: Sao Joao Da Boa Vista

Resposta:
A matéria "escura" é o que existe em torno das galáxias. Sabe-se que ela existe porque produz influência gravitacional na matéria visível, mas ela não emite rigorosamente nada, por isso mesmo é chamada de escura. Existem hipóteses para sua verdadeira natureza, mas nenhuma delas ainda confirmada. Ela poderia ser composta por objetos macroscópicos como aqueles conhecidos pela sigla (MACHOs), que significa MAssive Compact Halo Objects), ou então neutrinos, ou ainda partículas mais exóticas como micro-buracos negros primordiais ou neutrinos. Já a antimatéria é a mesma matéria normal, porém com algumas propriedades invertidas tais como a carga elétrica e a paridade. Os pósitrons por exemplo, que são bem conhecidos e emitidos pelos núcleos atômicos durante reações nucleares, são antimatéria. Eles são elétrons com carga positiva.

Envio: 19/11/2020

Nome: Joao Batista Dos Santos

Cidade: Jacarei

Resposta:
A expansão do universo é um processo que ocorre exclusivamente em escalas muito grandes: são os aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros. Em escalas menores, outras forças dominam, como a gravidade por exemplo: é a atração gravitacional que faz com que duas galáxias se atraiam e, eventualmente, possam colidir. Estes são considerados fenômenos locais quando se estuda o universo em larga escala, e nesses casos não existe expansão. Em escalas ainda menores, como as dimensões do sistema solar por exemplo, também não ocorre nenhuma expansão.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não, como toda a informação viaja com a velocidade da luz, o limite do chamado "Universo Observável" é definido como a distância máxima cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Em consequência desta limitação, o raio do universo observável, centrado em nós evidentemente, é de aproximadamente 45-46 bilhões de anos-luz. Existem especulações sobre medidas que poderiam ser feitas para inferir de forma indireta o que poderia existir além deste limite, mas elas não têm nenhuma comprovação.

Envio: 01/06/2020

Nome: Mariza Martins

Cidade: Santo André - Sp

Resposta:
De fato, a distância entre a Via Láctea e Andrômeda está diminuindo, elas devem se encontrar em cerca de 5 bilhões de anos. Essas duas galáxias estão separadas por 2,5 milhões de anos-luz e nesta escala de distância, que os especialistas na estrutura do Universo chamam de "Universo local", não existe expansão. Os movimentos e as distâncias entre as galáxias são controlados pela atração gravitacional entre elas, por isso as duas galáxias se aproximam uma da outra. A expansão do universo só pode ser detectada em escalas muito maiores, de centenas de milhões de anos-luz. Em outras palavras, são os grandes aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros, porém dentro de cada um, as galáxias se movem de acordo com a força gravitacional e podem se aproximar entre si.

Envio: 09/04/2020

Nome: Adriel

Cidade: Campina Grande

Resposta:
Todos os elementos químicos são sintetizados nos núcleos das estrelas, elas são as únicas fábricas de átomos que existem. Mas esses átomos são fabricados a partir do hidrogênio (e parte do hélio) que existe desde a origem do universo. Não existe mais transformação em larga escala de energia em matéria como ocorreu nos instantes iniciais do universo. Por outro lado, ao longo da evolução das estrelas uma pequena fração de sua massa é transformada em energia, este é o princípio da fusão nuclear, que é a fonte de energia das estrelas. Porém essa fração é muito pequena e não altera na prática o balanço de massa/energia do universo.

Envio: 06/04/2020

Nome: Anderson Ramos Dos Santos

Cidade: Foz Do Iguaçu

Resposta:
Não, a singularidade de um buraco negro é uma concentração extrema de massa, como previsto inicialmente pela teoria da relatividade geral e depois comprovado pela observação de objetos reais. Já a singularidade que deu origem ao universo não envolvia matéria em seu princípio e, mais importante ainda, dá origem à matéria e à energia do universo todo. A diferença é complexa e só pode ser demonstrada pela solução das equações de campo da relatividade geral que compõem o chamado modelo-padrão de Friedman-Robertson-Walker.

Envio: 15/03/2020

Nome: Vitor

Cidade: Palotina, Pr

Resposta:
Sim, de acordo com os modelos de evolução do universo primitivo, as primeiras frações de segundo após o Big Bang, as quantidades de matéria e antimatéria produzidas eram iguais. Elas tendem a se aniquilar mutuamente e desse processo de aniquilação resulta apenas energia, ou seja, fótons. O que aconteceu naqueles instantes iniciais do universo foi que o processo de criação e aniquilação dos pares partícula-antipartícula resultou numa pequena assimetria: uma pequena fração de matéria "sobrou" sem ter sido aniquilada e é essa pequena fração que constitui todo o universo que conhecemos. A razão dessa assimetria ainda é tema de muita pesquisa e não existe um consenso sobre a explicação. Atualmente a fração de antimatéria no universo é infinitamente pequena, as antipartículas produzidas nas reações nucleares são quase que imediatamente aniquiladas. É o caso dos anti-elétrons, também denominados pósitrons. Eles são produzidos em reações nucleares dentro de reatores, mas desaparecem por aniquilação em frações de segundo.

Envio: 28/02/2020

Nome: Heber Leandro Nunes

Cidade: Recife

Resposta:
Para entender essa diferença é preciso invocar um conceito da teoria da relatividade geral chamado "distância comóvel". Em síntese, a distância entre dois objetos muito distantes entre si não pode ser determinada apenas pelo afastamento geométrico entre os pontos, é preciso considerar também que o universo se expandiu desde que a luz saiu de um determinado ponto e chegou até nós, assim como a geometria do universo em larga escala. O limite de aproximadamente 46 bilhões de anos-luz centrado em nós é defido pela máxima distância que um raio de luz se deslocou no universo, que está em contínua expansão, e chegou até a Terra.

Envio: 05/02/2020

Nome: Adolfo Larson

Cidade: São Paulo

Resposta:
O Princípio Cosmológico diz que em dimensões suficientemente grandes, o Universo é homogêneo (não existem lugares especiais) e isotrópico (não existem direções especiais). O raio mínimo para a homogeneidade e a isotropia valerem é de 250 milhões de anos-luz. A partir desta escala, o Princípio Cosmológico é válido.

Envio: 01/03/2021

Nome: Juliana

Cidade: Ribeirão Preto

Resposta:
Ele não será trazido de volta. Por enquanto ele está em operação, mas não tem mais como fazer missões de manutenção. Quando ocorrer algum defeito irreversível nos giroscópios que mantêm ele estabilizado e permitem apontar para alvos distintos no céu, sua vida operacional vai se encerrar. O que vai acontecer a seguir é que ele será "derrubado" na Terra, ou seja, sua queda será controlada no sentido de escolher um local e horário para cair, mas como ele não tem nenhum sistema de paraquedas ou retrofoguetes, simplesmente cairá. Este procedimento é o padrão para satélites grandes, que não queimam totalmente na reentrada. Assim como ocorreu com a estação espacial Mir, da Russia, e com outros satélites grandes, provavelmente ele será dirigido para cair no sul do oceano Pacífico, a meio-caminho entre o sul do Chile e a Nova Zelândia. Nesta região não tem ilhas e o tráfego aéreo e naval é muito pequeno.

Envio: 02/02/2021

Nome: Euzébio Gomes Porto Neto

Cidade: Pomerode

Resposta:
A estrela polar marca a posição no céu do polo celeste Norte. O que são os polos celestes? Se traçarmos uma linha imaginária prolongando o eixo de rotação da Terra até o céu, teremos aí os dois polos celestes, o Norte e o Sul. Da mesma forma, projetando-se a linha do equador no céu, tem-se o equador celeste. No caso do polo celeste Norte, existe um marcador natural que todos do hemisfério norte conhecem: Polaris, ou a estrela polar. Ela é bem brilhante e está muito próxima da posição exata do polo celeste norte, o que permite que ela seja usada como referência para marcar a posição do ponto cardeal Norte.. Para o polo celeste Sul não existe uma estrela brilhante que possa ser usada como referência análoga. E quanto à observação da Estrela Polar? Ora, uma vez que ela está no polo celeste Norte, apenas os observadores que estejam ao norte do equador podem vê-la no céu. A conta é simples: Não importa onde um observador está, ele sempre poderá observar o céu desde a vertical local, ou seja, o zênite, até 90 graus para o norte ou para o sul. Se ele está, por exemplo, 30 graus ao sul do equador por exemplo, ele só poderá observar o céu até a 60 graus ao norte do equador celeste, Se estiver 10 graus ao sul, poderá observar até 80 graus ao norte do equador celeste. Mas se estiver do equador para cima, poderá observar o hemisfério celeste norte inteiro até o polo celeste norte. Ou seja, até a estrela polar.

Envio: 22/12/2020

Nome: Rodolfo C Blumel

Cidade: Campinas

Resposta:
As distâncias até as estrelas são tão grandes que o deslocamento da Terra em torno do Sol ou deste em torno do centro da nossa galáxia não provocam deslocamentos perceptíveis na posição os objetos e podem ser desprezados. O que é muito importante e precisa ser corrigido é a rotação da Terra: quando olhamos para o céu ao longo do dia vemos todos os astros nascerem na direção leste e baixarem no oeste, isto vale para o Sol, a Lua e as estrelas e é consequência da rotação da Terra. Este movimento precisa ser corrigido, senão é impossível acompanhar um astro. Essa correção é feita com motores nos eixos do telescópio, que fazem com que ele aponte precisamente para o astro que está sendo observado ao longo de muitas horas se for necessário.

Envio: 15/12/2020

Nome: Ivan Nogueira

Cidade: Suzano-Sp

Resposta:
A galáxia de Andrômeda fica 41 graus ao norte do equador celeste. Isso significa que qualquer observador no Brasil pode em princípio observá-la, mas quanto mais ao norte o observador estiver, melhor. Aqui em São Paulo/SP estamos 23 graus ao sul do equador, isso significa que a galáxia estará, na melhor das hipóteses, 64 graus ao norte do zênite, portanto bem inclinada na direção norte. Mas a observação não é simples porque ela aparece como uma "manchinha' com pouco contraste com o fundo do céu. É essencial procurar observá-la a partir de um lugar escuro, sem iluminação artificial e numa noite sem lua. Como diz seu nome, ela está na direção da constelação de Andrômeda.

Envio: 07/12/2020

Nome: Julio Sergio Vargas

Cidade: Goiânia

Resposta:
Você não vê as mesmas estrelas no mesmo horário ao longo do ano! Vamos tomar um exemplo simples que todos conhecem: as Três Marias, que fazem parte da constelação de Órion. À medida que a Terra vai percorrendo sua órbita em torno do Sol, elas são visualizadas em horários diferentes da noite, ou então não são visualizadas de modo algum. Atualmente (em dezembro) elas nascem no horizonte leste no início da noite, estão altas no céu ao redor da meia-noite e se põem no horizonte oeste em torno das 5 horas. Mas em julho é exatamente o contrário: elas nascem no leste no finalzinho da noite, ao redor das 5 horas porque estão mais próximas da direção do Sol. Em junho elas estão na direção do Sol e é impossível vê-las.

Envio: 24/11/2020

Nome: Mena

Cidade: França Sp

Resposta:
Sim, isso pode ser comprovado facilmente olhando para o céu durante a noite. Durante o dia, a luz do Sol ilumina a atmosfera da Terra e o céu azul-claro que vemos é o resultado do reflexo da luz solar nas moléculas de oxigênio e nitrogênio que compõem a atmosfera. Durante a noite, com o Sol iluminando o lado oposto da Terra, podemos ver que o céu é escuro. Mesmo a imensa quantidade de estrelas existentes não é capaz de iluminar o espaço, isso por duas razões principais: as distâncias entre elas são muito grandes e o material existente no meio interestelar (poeira e gás) absorve parte da luz das estrelas mais remotas.

Envio: 08/11/2020

Nome: William

Cidade: Sao Jose Do Rio Preto

Resposta:
É essencial que um espelho de telescópio tenha a superfície estável. Não é necessário que a base seja de vidro, ela pode ser de materiais cerâmicos também, mas é extremamente importante que o espelho não se deforme. Materiais metálicos como aço ou alumínio têm alto coeficiente de dilatação térmica, o que significa que se deformam muito com as variações de temperatura, tornando-os impróprios para a confecção de espelhos. Os vidros e algumas cerâmicas (como zerodur por exemplo) também têm a vantagem de permitir altíssima precisão de polimento. A espessura grande tem a finalidade de garantir que o espelho não se deforme por ação da gravidade com o movimento do telescópio.

Envio: 22/05/2020

Nome: Newton

Cidade: Pelotas

Resposta:
Vemos muitas estrelas todas as noites mas não vemos sempre o centro da galáxia. O centro de nossa galáxia fica na direção da constelação de Sagitário e nós vemos essa região do céu apenas nos meses de inverno. No início e no final de cada ano a região do centro galáctico fica na direção do Sol e portanto não a vemos durante a noite. O fato de vermos muitas estrelas independente do centro da galáxia ser visível ou não durante a noite se deve ao fato que a órbita da Terra em torno do Sol tem raio extremamente pequeno se comparado com a espessura do disco de nossa galáxia. Em outras palavras, o sistema solar inteiro está sempre imerso no disco galáctico, portanto sempre veremos muitas estrelas, independente da época do ano. O chamado "anticentro" da galáxia, ou seja, a direção oposta ao centro para um observador na Terra, fica na direção da constelação do Cocheiro (ou Auriga, em latim)

Envio: 04/05/2020

Nome: Maria Clara

Cidade: Fortaleza

Resposta:
Sim, as constelações do zodíaco, ou seja, aquelas sobre as quais o Sol transita ao longo do ano, são visíveis de todo o Brasil. Na verdade, como elas estão próximas do equador celeste, são visíveis praticamente do mundo todo, só é necessário escolher a época correta do ano para localizar cada uma delas. A partir de qualquer estado do Brasil é possível ver o Escorpião, mas esta é uma constelação melhor visível na metade do ano. Na época atual (início de maio) ela nasce no horizonte leste em torno das 20hs e fica visível a noite toda.

Envio: 26/03/2020

Nome: Mateus Novais

Cidade: Arapongas

Resposta:
A atmosfera da Terra sempre atua como um "véu", obscurecendo parcialmente a luz das estrelas. Em locais mais escuros e secos como o deserto do Atacama o efeito será menor, mas sempre existirá pela simples razão que a atmosfera está sempre presente. Um observador acima da atmosfera da Terra sempre verá mais estrelas que alguém no solo, não importa onde esteja.

Envio: 11/02/2020

Nome: Thainara Lorena

Cidade: Brasília - Df

Resposta:
Como a maioria dos telescópios profissionais de uso múltiplo, o Hubble tem vários tipos de instrumentos. Para cada projeto científico, um instrumento específico é selecionado. Ele tem duas câmeras para fazer imagens dos alvos em estudo, dois espectrógrafos para analisar a luz em função do seu comprimento de onda, e também tem três interferômetros que servem para o apontamento do telescópio.

Envio: 17/01/2020

Nome: Matheo Angelo

Cidade: Fortaleza, Ce

Resposta:
Há várias décadas já que os astrônomos profissionais não "ficam olhando" pelo telescópio. As imagens são registradas por câmeras profissionais e existem várias técnicas de análise automática de dados astronômicos que envolvem diversos problemas: existem determinações automáticas de posição, de brilho, de variabilidade, etc. Um bom exemplo é a classificação de galáxias: atualmente os telescópios automáticos registram imagens de milhares de galáxias por noite e seria impossível classificá-las manualmente. Existem sistemas automáticos baseados em programas de computador com inteligência artificial que fazem o tratamento dos dados e a classificação das galáxias.

Envio: 07/01/2020

Nome: Letícia Knecht

Cidade: Porto Alegre

Resposta:
O satélite TESS está aqui junto a nós, em órbita da Terra, numa distância menor que a da Lua. Ele tem a capacidade de descobrir planetas em estrelas próximas justamente porque faz suas observações acima da atmosfera da Terra. No caso dos telescópios instalados no solo, a atmosfera atua como um "véu" que limita a qualidade das observações astronômicas, por isso alguns tipos de medidas só podem ser feitas a partir de telescópios instalados em satélites, como estas feitas pelo TESS.

Envio: 18/12/2019

Nome: Matheo Angelo

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
A construção de um telescópio profissional envolve diversos ramos da engenharia, tais como civil e estrutural (prédios e rodovias de acesso), mecânica (a estrutura do telescópio e do domo) e eletrônica (todos os sistemas de controle). Além dos engenheiros, são necessários especialistas em óptica para o projeto do telescópio e de seus equipamentos tais como espectrógrafos e fotômetros, que normalmente são astrônomos ou físicos. Também são necessários especialistas em informática e todas as demais especialidades envolvidas em construções e instalações tais como eletricidade, hidráulica, etc. Para os telescópios espaciais, além destes são necessários os especialistas em todas as áreas ligadas à astronáutica, tais como projeto e construção de foguetes lançadores, mecânica orbital e telecomunicações.

Envio: 08/11/2019

Nome: Rallian Madeira

Cidade: Morro Da Fumaça, Sc

Resposta:
Observar constelações do hemisfério norte não depende da época do ano, depende apenas da latitude do observador. Quanto mais para o sul ele estiver, menor será a fração do visível do céu do hemisfério norte. Por exemplo: para um observador que estiver em Porto Alegre, na latitude 30 graus sul, uma constelação que estiver 40 graus ao norte do equador celeste estará a 70 graus do zênite, ou seja, 20 graus acima do horizonte norte. Já uma constelação que estiver a 60 graus norte estará na linha do horizonte para este observador em Porto Alegre. Para comparar, um observador que esteja em Maceió, 11 graus ao sul do equador, poderá observar objetos celestes que estejam até 79 graus ao norte do equador celeste. Já um observador em Belém do Pará, que está sobre a linha do equador, poderá observar toda a esfera celeste.

Envio: 16/01/2021

Nome: Giulia Cristina Da Silva

Cidade: Varzea Paulista

Resposta:
Sim, é o que as pessoas normalmente fazem: ingressam na graduação e, uma vez que ela seja concluída, entram diretamente na pós-graduação. Mas a passagem da graduação para a pós-graduação não é automática, existe um exame de admissão que todos precisam fazer, inclusive quem cursou astronomia na USP.

Envio: 29/11/2020

Nome: Robson Adriano Machado Júnior

Cidade: Sorocaba/Sp

Resposta:
O mercado de trabalho em astronomia não é grande, existem poucas vagas, mas por outro lado o número de profissionais também é muito pequeno. Não se pode esquecer que, como em todas as áreas de pesquisa acadêmica, os empregos para pesquisadores em astronomia são para quem doutorado na área. O mesmo vale para pesquisadores em física, química, matemática... Sendo assim, os números se equilibram: existem poucas vagas mas também existem poucos profissionais qualificados no mercado.

Envio: 20/01/2020

Nome: Matheo Angelo

Cidade: Fortaleza, Ce

Resposta:
Astrobiologia é um tema interdisciplinar. Ele envolve profissionais com distintas origens tais como astronomia, física, química e biologia. Para seguir carreira acadêmica nessa área o importante é fazer pós-graduação "stricto sensu", ou seja, mestrado e doutorado, na área. No Brasil existem poucas instituições com grupos de pesquisa em astrobiologia, mas aqui na Universidade de São Paulo temos um grupo de pesquisas bastante ativo nesta área.

Envio: 18/11/2019

Nome: Isabelle Aristeu

Cidade: Resende, Rj

Resposta:
Astrônomo amador é aquela pessoa que tem outra atividade profissional e dedica-se à astronomia apenas por satisfação pessoal, como um hobby. O astrônomo profissional, ao contrário, tem na astronomia a sua profissão, ou seja, recebe o seu salário pela atividade profissional como astrônomo.

Envio: 03/09/2019

Nome: Vitor Cazarotti Venante

Cidade: Itapoá, Sc

Resposta:
Essa possibilidade existe sim. A seleção para ingresso nos programas de pós-graduação em astronomia requer fundamentalmente conhecimentos de física e matemática. Alguns dos bons programas de pós-graduação em astronomia do Brasil estão em instituições que não têm graduação em astronomia, como no caso das universidades federais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, dentre outras. Nesses casos, praticamente todos os pós-graduandos vêm da física. Não existe nenhuma diferença na formação ou na credibilidade de um pesquisador da área de astronomia por ele ser oriundo de uma graduação em física ou em astronomia, o que vai definir a qualidade de sua formação é o programa de pós-graduação no qual ele/ela fez mestrado e doutorado.

Envio: 23/11/2018

Nome: César Gomes Cardoso

Cidade: Teresina, Pi

Resposta:
Para quem já tem bons conhecimentos de física ao nível da graduação, a sequência normal é fazer uma pós-graduação em astronomia, optando por um tema específico de pesquisa dentro da área. Caso tratar-se de alguém que não deseje uma formação tão aprofundada, o IAG oferece cursos de extensão. Um deles, chamado "Introdução à Astronomia e à Astrofísica" é destinado especificamente a graduados e graduandos na área das ciências exatas. E para aqueles que preferem uma formação autodidata, existem também bons livros de introdução à astronomia que cada um pode estudar no seu próprio ritmo.

Envio: 27/10/2018

Nome: Lucas Gomes

Cidade: São Paulo

Resposta:
Após concluído o bacharelado o astrônomo se especializa numa área específica através de um programa de pós-graduação, fazendo mestrado e doutorado naquela área. Não é usual que uma pessoa faça duas pós-graduações em áreas diferentes, até porque um programa de pós-graduação toma muito tempo e requer muito trabalho.

Envio: 25/09/2018

Nome: Julia

Cidade: Passo Fundo - Rs

Resposta:
O ingresso para o Programa de Pós-Graduação em Astronomia do IAG/USP é feito através de um exame de admissão. Este exame atualmente é o EUF (Exame Unificado das Pós-Graduações em Física), elaborado e aplicado a nível nacional simultaneamente. Nada impede que pessoas de qualquer área prestem o exame, mas ele foi concebido para avaliar conhecimentos de física e matemática compatíveis com o bacharelado em física, matemática ou astronomia. Para maiores informações sobre a admissão em nosso programa de pós-graduação, veja aqui:
http://www.iag.usp.br/pos/node/55

Envio: 26/03/2018

Nome: Maria Eduarda Meneses

Cidade: Embu Das Artes,Sp

Resposta:
Na USP não existe um juramento específico para o bacharelado em astronomia. Por ocasião da formatura, os formandos fazem o mesmo juramento das outras áreas científicas, jurando trabalhar pelo progresso da ciência no Brasil.

Envio: 12/03/2018

Nome: Gabriel

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
Para ver em detalhes como funciona o nosso programa de pós-graduação em astronomia, veja as páginas do mesmo: http://www.iag.usp.br/pos/node/55 Nessas páginas você encontra uma descrição do programa, as regras de ingresso e as regras de concessão de bolsas de estudo.

Envio: 10/01/2018

Nome: Giovanna Alyssa Marques Da Silva

Cidade: Santo André, Sp

Resposta:
A opção por uma carreira profissional é sempre difícil e sujeita a incertezas. "Valer a pena" é um conceito muito pessoal e não é possível dar uma única resposta. Temos em nosso curso muitos alunos extremamente satisfeitos e outros que já concluíram o curso e agora seguem sua carreira. Por outro lado, existem também alguns que experimentaram e depois preferiram optar por outro caminho. Nossa sugestão é que você visite o IAG numa de nossas atividades abertas, ou entre em contato e converse com os estudantes e professores, procurando conhecer melhor o curso e a atividade profissional. Isso permitirá a você tomar uma decisão mais segura.

Envio: 04/12/2017

Nome: Elaine Caires Costa

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
Desde 2016 a seleção para o ingresso no programa de pós-graduação em astronomia do IAG/USP é feito pelo Exame Unificado de Física (EUF), que seleciona os interessados para a maioria dos programas de pós-graduação em física do Brasil. Em princípio nada impede que uma pessoa com licenciatura em física faça o exame, mas as questões são elaboradas para candidatos que tenham formação de bacharelado em física, em matemática ou em astronomia. Veja maiores detalhes sobre o EUF aqui:
http://portal.if.usp.br/pg/pt-br/exame-unificado-de-ingresso-euf

Envio: 03/12/2017

Nome: Sonny Anderson

Cidade: Camaçari/Ba

Resposta:
A NASA é uma agência de pesquisas do governo dos Estados Unidos. Ela aceita pesquisadores de outros países desde que sejam bastante qualificados. O caminho para chegar lá é começar seus estudos no Brasil, numa área de interesse deles como física, astronomia ou algumas especialidade da engenharia. Depois a formação continua com a pós-graduação (mestrado e doutorado) e a pessoa se torna um especialista num campo de pesquisa. Aí então pode-se pleitear uma colocação num dos institutos de pesquisa da NASA. É um caminho longo mas não é impossível, tem diversos brasileiros trabalhando lá.

Envio: 02/11/2017

Nome: Cármen Eloise

Cidade: São Paulo

Resposta:
Em princípio sim, nada impede que uma pessoa com graduação em outra área que não seja astronomia, física ou matemática entre em nosso programa de pós-graduação. A partir do início de 2017 o ingresso no Programa de Pós-Graduação em Astronomia do IAG é feito através do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física (EUF), quem for aprovado no mesmo está admitido no programa, não importando a sua faculdade de origem. Como o programa foi concebido para avaliar conhecimentos de Física e Matemática, quem tiver formação na área de exatas terá mais facilidade em se preparar para o mesmo.

Envio: 09/09/2017

Nome: Mariana

Cidade: São Gonçalo, Rj.

Resposta:
Essa questão pode ser feita para todas as áreas das ciências. Fazer pesquisa em qualquer área implica em conhecer essa área profundamente, saber quais são os problemas em aberto a abordar um deles. As atividades de pesquisa em astronomia são feitas em grupos de pesquisa, que estão nas universidades onde existe pesquisa na área ou nas instituições de pesquisa governamentais da área tais como o Laboratório Nacional de Astrofísica, o Observatório Nacional ou o INPE.