Respostas

Você tem curiosidade sobre Astronomia? Envie sua pergunta a um astrônomo profissional através do formulário. As perguntas respondidas podem ser consultadas abaixo:

Envio: 07/06/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Em outras palavras, você pergunta se a força centrífuga produzida pela rotação cancela uma parte da força da gravidade. Na verdade este efeito já acontece! Basta se deslocar na direção dos polos terrestres que a força centrífuga vai caindo com o cosseno da latitude. Ao chegar no polo, ela é zero, ou seja, é como se a Terra não girasse. Será que os aviões voam com mais dificuldade próximo aos polos ou as pessoas se sentem "esmagadas"? A resposta é não! Existe sim uma pequena variação da aceleração da gravidade do equador em relação aos pólos, mas ela é muito pequena. O valor da mesma nos polos é 9,81 m/s2 e no equador é de 9,78 m/s2. Essa pequena diferença de 0,03 m/s2 é insignificante para fins práticos e comparável com outras variações naturais. Um local que esteja 2,5 km acima do nível do mar tem aceleração da gravidade de 9,79 m/s2.

Envio: 29/04/2021

Nome: Alysson Santos

Cidade: Ariquemes/Rondônia

Resposta:
A referência astronômica para indicar o início do chamado "dia claro" é o aparecimento do bordo superior do disco do Sol no horizonte leste. Para isso, supõe-se que o horizonte seja plano, sem serras, colinas, etc., e também não se consideram as condições meteorológicas. Analogamente, o final do dia claro é determinado pelo desaparecimento do bordo superior do disco solar no horizonte oeste, também considerado plano e em boas condições meteorológicas.

Envio: 15/04/2021

Nome: Gabriel Guimarães Da Silva

Cidade: Brasília

Resposta:
Vamos supor que sua questão se refira à fase Cheia, já que nas demais a Lua, a Terra e o Sol estão dispostos como se fosse um triângulo. Ainda que a distância Terra-Lua seja muito menor que a distância Terra-Sol não tem nenhum problema em visualizar como a Lua é iluminada nas demais fases. Na fase Cheia, a Terra está de fato "na frente" do Sol para um observador na Lua. Mas ainda assim ela é iluminada! Isso ocorre porque o plano orbital da Lua em torno da Terra é inclinado de 5,1 graus em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. Assim sendo, na maioria das vezes a Lua está um pouco abaixo ou um pouco acima do plano orbital da Terra e é iluminada pelo Sol sem nenhum problema. Mas isso nem sempre ocorre, às vezes a Terra está exatamente "na frente" do Sol e encobre a iluminação da Lua. Quando isso ocorre, dizemos que está ocorrendo um eclipse lunar total. Todos os anos ocorrem pelo menos dois eclipses lunares.

Envio: 20/03/2021

Nome: Jonatas Campos

Cidade: Curitiba

Resposta:
Define-se como o dia e hora do equinócio o instante em que o centro do disco do Sol cruza o equador celeste, que é a projeção do equador terrestre na esfera celeste. Para um observador no polo, desprezando-se os efeitos da refração atmosférica a borda superior do disco do Sol apareceria no horizonte por alguns instantes, no que seria o "meio-dia" local, enquanto o Sol vai se deslocando do leste para o oeste junto ao horizonte local. Tomando-se em conta a refração, boa parte do disco solar aparecerá já que a refração é muito alta junto ao horizonte, chegando a um máximo de 35 arcmin aproximadamente para ângulo zenital de 90 graus. uma busca na internet revela que em repositórios de filmes como o Youtube existem alguns sobre o nascer do sol nos polos, ainda que feitos sem critérios técnicos.

Envio: 08/03/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
Não, sondas podem mostrar a ocorrência de tempestades solares. Nos casos de tempestades extremas que poderiam danificar satélites de comunicação, o alerta dado por sondas poderia ser usado para colocar esses equipamentos num modo mais protegido, talvez desligando-os temporariamente, mas a sonda em si não tem como evitar que o jato de partículas de uma tempestade solar chegue à Terra.

Envio: 05/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Como parte de seu ciclo de atividade de 11 anos, o Sol tem periodicamente ejeções coronais de massa pelo Sol, que são jatos de partículas carregadas ejetadas da superfície do Sol. Elas provocam as chamadas tempestades geomagnéticas, também conhecidas como tempestades solares. Elas são consequência do ciclo normal de atividade solar. Essas tempestades ejetam do Sol uma grande quantidade de partículas carregadas, tipicamente prótons e elétrons. Essas partículas, ao chegar na Terra, são direcionadas para os polos terrestres devido ao campo magnético de nosso planeta, esse efeito provoca as "auroras polares"de luminosidade esverdeada que se vê em fotos tiradas das regiões polares. Em alguns casos extremos, tais tempestades podem provocar interrupções em comunicações via satélite ou danos em redes de distribuição de energia.

Envio: 04/03/2021

Nome: Bruna

Cidade: São Paulo

Resposta:
Ela continuará a ser a Terra! Um eventual aquecimento exagerado da atmosfera apenas vai alterar as condições de habitabilidade do planeta. Em consequência disso, algumas espécies provavelmente irão desaparecer, como já aconteceu muitas vezes no passado. No final da última era glacial por exemplo, desapareceram animais como os mamutes e as preguiças gigantes. Note que o aquecimento não influi em nada no planeta em si, apenas em sua atmosfera.

Envio: 25/02/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
As ejeções coronais de massa pelo Sol, que provocam as chamadas tempestades geomagnéticas, ocorrem com bastante frequência. Elas são consequência do ciclo normal de atividade solar. Elas são relativamente comuns e apenas os eventos extremos implicam em risco de problemas. Em casos de tempestades extremas poderia haver danos na rede de distribuição de energia e nas comunicações via satélite. A internet, por outro lado, é quase toda baseada em cabos submarinos de fibra óptica e não seria muito afetada. A partir de registros históricos, não existem casos de eventos catastróficos ligados a tempestades solares, só efeitos localizados e todos relacionados a problemas com comunicações e distribuição de energia. A título de curiosidade, veja no link a seguir uma lista das últimas tempestades solares extremas:

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_solar_storms

Envio: 26/01/2021

Nome: Gisele Botelho

Cidade: Manaus

Resposta:
A rotação da Terra não é absolutamente regular, ela tem pequenas variações com origens diversas. A variação mais importante é causada pelas marés, que são provocadas pela Lua e pelo Sol. O efeito das marés é lentamente desacelerar a rotação de nosso planeta, numa taxa de milésimos de segundo por século. Outras possíveis causas de variação na velocidade de rotação de nosso planeta são os grandes terremotos ou variações climáticas muito intensas. O resultado de tudo isso é que percebem-se irregularidades no período de rotação quando a duração do dia, medida pela rotação da Terra, é comparada com o tempo registrado pelos relógios atômicos, que são extremamente precisos.
A notícia que circulou recentemente foi que no ano de 2020 as diferenças detectadas foram um pouco maiores que a média, chegando a um máximo de 1,46 milésimos de segundo a mais em relação à duração do dia solar médio. Essas oscilações são normais e são completamente insignificantes para nós ou para qualquer forma de vida. Elas só são importantes para o sincronismo dos relógios atômicos que definem a hora oficial. A maneira de compensar essa diferença é incluir ou subtrair um segundo no Tempo Universal, caso isso seja necessário para sincronizar a hora definida pelos relógios atômicos com a hora definida pela rotação da Terra.

Envio: 20/12/2020

Nome: Jose Edimar Da Silva

Cidade: Boa Vista Da Aparecida

Resposta:
A Terra carrega sua própria atmosfera enquanto de desloca, portanto não é possível observar seu deslocamento pelo espaço a partir de um experimento simples. A maneira mais simples de constatar esse deslocamento é observar as estrelas ao longo do ano. Se observarmos o céu sempre numa mesma hora, as 22 horas por exemplo, veremos que as estrelas mudam de posição ao longo das semanas e meses. Isso ocorre em consequência do movimento da Terra em torno do Sol. A medida da velocidade deste deslocamento é mais complexa pois requer a determinação da distância Terra-Sol. Não há um experimento caseiro para isso. A título de curiosidade, a velocidade orbital média da Terra em torno do Sol é de 107.200 km/h.

Envio: 20/12/2020

Nome: Jose Edimar Da Silva

Cidade: Boa Vista Da Aparecida

Resposta:
A Terra de fato se desloca com grande velocidade em torno do Sol, e o sistema solar como um todo também se desloca, girando em torno do centro da nossa galáxia. Não sentimos esse deslocamento na nossa experiência diária simplesmente porque a Terra carrega sua atmosfera junto. Você poderia se perguntar por que não sentimos a própria rotação da Terra, já que um observador na linha do equador se desloca com velocidade de aproximadamente 1600 km/h. A resposta é a mesma: em seu movimento, a Terra carrega nossa atmosfera junto.

Envio: 19/12/2020

Nome: Daniel Maciel

Cidade: São Bernardo Do Campo

Resposta:
Essa possibilidade não existe. O único "freio" para a rotação da Terra são as forças de maré provocadas pelas pela Lua e pelo Sol e que resultam nos deslocamentos das massas de água dos oceanos de leste para oeste ou vice-versa, ou seja, as marés. Em função disso, a rotação da Terra lentamente desacelera. Há cerca de 100 milhões de anos o dia durava aproximadamente 23,5 horas por exemplo. Mas isso não quer dizer que no futuro a Terra irá parar de girar, apenas sua rotação ficará um pouco mais lenta. Nos cerca de 5 bilhões de anos que nosso planeta ainda tem antes que o Sol vire uma estrela do tipo gigante vermelha e ele desapareça, algumas horas a mais serão acrescentadas no dia, mas sem que a Terra pare.

Envio: 30/10/2020

Nome: Arícia Eleonor Moreira

Cidade: Belo Horizonte

Resposta:
De fato, conforme a fase da Lua, é possível vê-la no céu diurno junto com o Sol. Se a gente observar a Lua com cuidado, verá que a cada dia ela nasce no horizonte leste cerca de uma hora mais tarde em relação ao dia anterior. Isso acontece porque o ciclo das fases da lua dura 29,5 dias, ou seja, nesse tempo ela dá uma volta em torno da Terra. Se num certo momento nós aqui no Brasil estamos vendo o Sol e a Lua juntos no céu durante o dia, um observador no Japão (ou na China ou na Austrália) estará no período noturno e não verá nenhum deles. Mas algumas horas mais tarde, quando o Sol e a Lua já tiverem baixado no horizonte oeste para um observador no Brasil, ambos serão vistos por aquele observador no Japão. E obviamente, a fase da lua é a mesma vista por qualquer observador no mundo.

Envio: 04/05/2020

Nome: Marcos

Cidade: Lagoa Formosa, Mg

Resposta:
Sim, é verdade. O plano da trajetória da Lua em torno da Terra é inclinado de 5,2 graus em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. Essa diferença é pequena mas, se não existisse, a cada ciclo das fases da Lua teríamos sempre dois eclipses. A cada Lua Nova, a mesma se colocaria exatamente entre o Sol e a Terra e teríamos um eclipse solar. E a cada Lua Cheia a Terra se colocaria exatamente entre o Sol e a Lua e teríamos um eclipse lunar. Em outras palavras, a cada mês lunar, que é o ciclo das fases da lua, teríamos sempre dois eclipses. Devido a essa pequena diferença, os eclipses ocorrem apenas poucas vezes por ano, mas todos os anos eles ocorrem! Somando os eclipses solares e lunares, a cada ano ocorrem de 2 a 7 eclipses. Vale a pena lembrar também que o ciclo dos eclipses é conhecido há muito tempo, eles não ocorrem ao acaso.

Envio: 03/04/2020

Nome: Marcela Monges Silva

Cidade: Guarulhos/Sp

Resposta:
O que define o ciclo das estações do ano é a posição do Sol em relação ao equador terrestre. Quando o mesmo está exatamente sobre o equador, passando do hemisfério sul para o norte, inicia o outono para o hemisfério sul e a primavera para o hemisfério norte. Da mesma forma, quando o Sol incide verticalmente sobre o trópico de Câncer, inicia-se o verão para o hemisfério norte e o inverno para o sul. E analogamente, quando o Sol incide diretamente sobre o trópico de Capricórnio, começa o verão no hemisfério sul e o inverno no norte. Note que tudo se refere à posição do Sol, apenas chamamos de um modo em cada hemisfério da Terra, mas obviamente o tempo de cada estação, bem como os dias e horários em que iniciam e terminam, são os mesmos para os dois hemisférios.

Envio: 14/04/2021

Nome: Leonardo Piucco

Cidade: Gainesville

Resposta:
Sem dúvida que sim! Diversas sondas já passaram pelo cinturão de asteroides para explorar os planetas exteriores, não tem nenhum problema. A distância média entre os asteroides do cinturão principal, entre Marte e Júpiter, é de aproximadamente um milhão de quilômetros, quase o triplo da distância Terra-Lua. Assim, é muito fácil atravessar o cinturão sem riscos grandes de colisão.

Envio: 27/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
É possível obter apenas informações indiretas sobre as características da nebulosa protossolar. A mais direta é sua composição química, que se reflete na composição do Sol. A proporção entre os elementos químicos que é observada no Sol é a mesma da nebulosa protossolar. Outras características físicas tais como massa, dimensões ou formato não são possíveis de deduzir porque o Sol já deixou sua região de formação há muito tempo. Como o disco da galáxia não gira como um corpo rígido, o material da nebulosa protossolar já se dispersou há muito tempo atrás.

Envio: 06/03/2021

Nome: Reinaldo Toso Jr

Cidade: Jundiaí Sp Brasil

Resposta:
Existem vários corpos grandes no cinturão de Kuiper, dos quais os planetas anões são os mais comuns. Não está descartada a existência de um planeta maior nessa região, talvez maior mesmo que os planetas terrestres. Esse corpo hipotético é mencionado às vezes na literatura como "planeta X" e, se existir, deve estar muito longe do Sol, provavelmente a centenas de Unidades Astronômicas (1 U.A. corresponde à distância Terra-Sol). Em 2015, um grupo de astrônomos do Caltech, uma renomada universidade dos Estados Unidos, fez um cuidadoso estudo baseado na dinâmica dos corpos conhecidos do sistema solar externo e levantou a hipótese desse planeta hipotético ter 10 vezes a massa da Terra e estar 20 vezes mais longe do Sol do que Netuno, o que representaria uma distância média de 600 Unidades Astronômicas do Sol. Mas por enquanto é só uma hipótese, ainda não existe uma evidência definitiva que tal corpo exista.

Envio: 02/03/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
Não existe uma data marcada. O dia exato dependerá dos testes pós-pouso que estão sendo feitos atualmente. O cronograma da NASA informa que ele iniciará a se mover entre 10 e 60 dias após o pouso, dependendo dos resultados dos testes. Quando começar a se mover, a velocidade será de 100 metros por dia.

Envio: 22/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A Terra é azul vista do espaço porque os oceanos refletem principalmente a faixa azul do espectro de cores da luz solar. Os continentes vistos de fora têm tons de marrom e os polos e nuvens são brancos, mas a área do planeta coberta por oceanos é muito maior que a cobertura de nuvens e continentes, por isso a cor azul predomina. Assim como para os outros planetas, uma mudança de cor só aconteceria se as condições da atmosfera e da superfície mudassem drasticamente. A Terra por exemplo deixaria de ser azul quando vista do espaço se oceanos evaporassem. Apesar do cenário parecer irreal, em princípio isso poderia acontecer se a temperatura da superfície do Sol aumentasse. Na verdade, isso irá acontecer dentro de aproximadamente um bilhão de anos, devido ao "amadurecimento" do Sol. Quando isso ocorrer, provavelmente o planeta será permanentemente envolto em nuvens como atualmente é o caso de Vênus, só que enquanto este tem cor amarelada pois as nuvens são predominantemente de dióxido de carbono, a Terra ficará branca vista do espaço, pois as nuvens de vapor d'água são brancas quando refletem a sul do Sol. Para os demais planetas, vale a mesma regra: apenas uma mudança muito drástica nas condições da atmosfera e da superfície mudariam a cor do planeta.

Envio: 12/02/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Existe atualmente um grande interesse no estudo de Marte, e a busca da resposta para esta pergunta é um dos motivos mais importantes para a sua exploração. Do ponto de vista teórico, é possível sim que já tenha existido vida em Marte e as sondas que já estão já ou que vão chegar em breve têm grande interesse em procurar traços de vida fossilizada. O que se sabe é que as condições físicas da atmosfera marciana mudaram muito no último bilhão de anos: toda a água que existia livre na superfície desapareceu por exemplo. As razões para essa perda ainda são tema de discussão, mas provavelmente estão ligadas à pouca massa do planeta, que resulta num campo gravitacional bem menor que o da Terra e portanto torna mais fácil com que as moléculas de água escapem do planeta, ou então que sejam destruídas pela radiação solar em função da atmosfera muito tênue.

Envio: 12/02/2021

Nome: Eu

Cidade: Poços De Caldas

Resposta:
Assim como os demais planetas do sistema solar, a Terra como conhecemos agora irá acabar quando o Sol esgotar o hidrogênio do seu núcleo e se transformar numa estrela do tipo gigante vermelha. Quando isso acontecer, daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, o Sol vai "inchar" e os planetas internos, Mercúrio, Vênus e a Terra, desaparecerão. Os demais vão sobreviver por estarem bem mais longe, mas as condições físicas dos mesmos vão mudar totalmente. Antes que alguém pergunte "e nós para onde vamos quando acontecer isso?", vale a pena lembrar que o tempo para isso acontecer, 5 bilhões de anos, é muito maior que o tempo de evolução biológica. Nenhuma das espécies que hoje existem provavelmente existirá por tanto tempo.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, todos os planetas gasosos têm núcleos sólidos e com alta temperatura. Na verdade, altas temperaturas nos núcleos planetários não são exclusividade dos planetas gasosos. A temperatura do núcleo da Terra é estimada variar entre 5400 e 5700 K, o que é bem próximo da temperatura da superfície do Sol. Outros modelos estimam esta temperatura em cerca de 6200 K. Quanto aos planetas gasosos, como suas pressões internas são ainda maiores, as temperaturas nas regiões centrais sobem ainda mais. Estima-se que a temperatura do núcleo de Júpiter seja de aproximadamente 24.000 K. Outros modelos estimam que seja um pouco mais baixa, ao redor de 20.000 K, mas ainda assim, bem mais alta do que a temperatura da superfície do Sol. Para Saturno, a estimativa da temperatura do núcleo é de 11.700 K.

Envio: 09/02/2021

Nome: Rafael Augusto

Cidade: Sorocaba-Sp

Resposta:
Os especialista em astrobiologia desenvolveram o conceito de "zona habitável". Trata-se de uma faixa de distâncias em torno de uma estrela, na qual planetas podem ter água na forma líquida na superfície. As dimensões dessa zona dependem do tamanho e da luminosidade de cada estrela e claro que existe aí a pressuposição de que a vida requer água na forma líquida para se desenvolver, como foi no caso da Terra. No caso do Sol, a Terra está evidentemente na Zona Habitável, mas Marte também está, perto do limite externo da mesma. Como existem evidências fotográficas de que já houve rios em Marte há bilhões de anos atrás, não está descartada a possibilidade de que tenha existido alguma forma de vida lá, essa é uma questão ainda em aberto. Os demais planetas estão fora da zona habitável, Mercúrio e Vênus são muito quentes e os demais são muito frios.

Envio: 09/01/2021

Nome: Jaime Magalhães Morais

Cidade: Feira De Santana

Resposta:
Vista de longe, a Terra é um pequeno ponto azulado. Como seu brilho aparente é muito pequeno comparado com o Sol, ela só seria vista de distâncias relativamente próximas de nós. Nosso planeta nunca foi fotografado de fora do sistema solar, mas de grandes distâncias dentro do mesmo, já foi. Veja a foto no link abaixo que mostra a Terra vista de Saturno, a cerca de 1,5 bilhões de quilômetros: https://www.nasa.gov/image-feature/cassini-earth-and-saturn-the-day-earth-smiled
Vista de distâncias maiores, esse pontinho azulado seria cada vez mais fraco e estaria mais perto do Sol.

Envio: 29/05/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
A produção de energia no Sol se dá no seu núcleo e não em todo o volume. A energia que vemos sendo emitida na superfície solar na forma de luz, ou seja, de fótons, se deslocou do núcleo até a superfície. O espectro do Sol apresenta realmente linhas de todos os elementos químicos, mas este é espectro da superfície solar, da fotosfera. Isso acontece porque a composição química do Sol reflete tudo o que existia na nebulosa protossolar de onde ele se formou: todos os elementos químicos que existem no Sol atualmente, bem como na Terra e nos demais corpos do sistema solar, já existiam na nebulosa protossolar antes dele se formar, por isso eles são detectados na superfície do Sol quando os fótons vindos do interior solar interagem com os átomos da fotosfera.

Envio: 19/05/2020

Nome: Ariel Inocêncio

Cidade: Campinas

Resposta:
Planetas, satélites e até as estrelas têm forma quase esférica, mas não exatamente. A razão para essa diferença não é apenas a rotação diferencial. Apenas os corpos gasosos como as estrelas e os planetas gigantes têm essa diferença por conta de existir rotação diferencial, ou seja, do equador girar um pouco mais rápido que os polos. Tais diferenças existem também em corpos rochosos como a Terra, cujo diâmetro equatorial é um pouco maior que o diâmetro polar, e esses corpos evidentemente não têm rotação diferencial, nesse caso a diferença está associada à formação do próprio corpo: quaisquer corpos em rotação que tenham uma certa viscosidade, como é o caso dos planetas em formação, tendem a aumentar seu diâmetro de forma ortogonal ao eixo de rotação, essa é uma propriedade da dinâmica dos corpos.

Envio: 07/05/2020

Nome: Fernanda Tinti

Cidade: Praia Grande -Sp

Resposta:
Existem no mundo alguns serviços de monitoramento de asteroides. O mais ativo e mais conhecido é o CNEOS (Center for Near Earth Object Studies) da NASA, que tem como objetivos procurar, traçar as órbitas e descrever os asteroides que possam vir a significar risco para a Terra. Existe também uma colaboração internacional com o mesmo objetivo chamada "International Asteroid Warning Network". O que se faz nesses projetos é observação e monitoramento de objetos pequenos do sistema solar, procurando identificar aqueles que possam potencialmente se tornar riscos. Em termos específicos, esse tipo de pesquisa é feita através de imagens de campo largo sucessivas do céu. Comparando imagens da mesma região, objetos móveis destacam-se por "moverem-se" quando as imagens são superpostas. Assim que eles são detectados.

Envio: 26/04/2020

Nome: Carlos Mario F. Neto

Cidade: Rio De Janeiro, Rj.

Resposta:
Os planetas jovianos, que em nosso sistema solar são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, de fato não têm superfície sólida. Uma sonda que se aproxime de um deles (como a sonda Galileo fez em Júpiter) verá a pressão atmosférica aumentando de forma contínua, até que o gás passe a se comportar como um líquido, depois um líquido denso, depois um sólido. Por convenção, a "superfície" destes planetas é definida como a altitude em que a pressão atmosférica é de um bar, ou 101 kPa, ou seja, a mesma pressão atmosférica da Terra ao nível do mar. Em Júpiter a sonda Galileo conseguiu transmitir dados até descer cerca de 146 km abaixo do nível de 1 bar até ser destruída pela pressão. O último valor de pressão medido foi de 22 bars, com temperatura de 153 C.

Envio: 11/04/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não existe uma correlação direta entre a intensidade do campo magnético e a atmosfera de um planeta. Tome os casos de Vênus e Marte por exemplo: enquanto Marte tem uma atmosfera muito tênue, com menos de 1% da pressão atmosférica terrestre, Vênus tem atmosfera muito espessa, com cerca de 93 vezes a pressão atmosférica da Terra. E os dois planetas têm baixíssimo campo magnético. Estima-se que a espessa atmosfera de Vênus originou-se a partir de uma atmosfera similar à da Terra na origem, gerada por degasagem das rochas que formaram o planeta. Mas como ele está bem mais próximo do Sol, o dióxido de carbono na atmosfera deve ter gerado um efeito-estufa descontrolado, que aqueceu ainda mais a atmosfera e por sua vez provocou a liberação de ainda mais gases a partir das rochas, chegando na situação que se encontra hoje. A temperatura na superfície de Vênus é tão quente (cerca de 467 C) que não existem diferenças entre inverno e verão, nem dos polos para o equador do planeta.

Envio: 03/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros supermassivos existem apenas no centro das galáxias de tamanho médio ou grande. No centro de nossa galáxia, a Via Láctea, tem um com massa equivalente a 3,3 milhões de vezes a do Sol. O mecanismo de formação destes objetos ainda não é bem conhecido. Em linhas gerais, sabe-se que eles devem se formar logo no início da formação das galáxias, por um processo de colisão de buracos negros menores. Estes por sua vez são originados pela rápida evolução das estrelas de massa muito alta que se formam logo no início da existência das galáxias. Tais estrelas têm altíssima massa e tempo de existência muito curto, da ordem do milhão de anos ou menos, resultando em buracos negros. Estima-se que alguns milhares de buracos negros dessa natureza sejam a "semente" dos buracos negros supermassivos, mas essa ainda é apenas uma hipótese. São necessários mais resultados e mais modelos para chegar-se a uma conclusão definitiva sobre estes objetos, que podem ter massa de mais de um bilhão de vezes a do Sol.

Envio: 03/03/2021

Nome: Daniela

Cidade: Erechim

Resposta:
Sim, Andrômeda está se aproximando da Via Láctea. As duas galáxias deverão se encontrar em aproximadamente 4 bilhões de anos. Mas isso não quer dizer que as estrelas das duas galáxias irão colidir umas com as outras, as duas estruturas irão se acomodar em termos gravitacionais e uma nova galáxia, combinação das duas anteriores, será o resultado final. O processo é análogo a dois bandos de aves que se encontram no céu: as aves não colidem umas com as outras e os dois bandos se unem, formando um só. Este processo de fusão de duas galáxias é muito lento, ele deve se iniciar em cerca de 4 bilhões de anos, mas leva vários bilhões para haver a acomodação final. A Terra não existirá até lá, pois em 4 bilhões de anos o Sol já estará se transformando em uma estrela de tipo gigante e nosso planeta terá desaparecido. Um observador na Via Láctea veria a outra galáxia como uma estrutura grande e brilhante no céu. Quando a galáxia estivesse próxima, seria possível ver a estrutura dos braços espirais em detalhe.

Envio: 12/02/2021

Nome: Pedro

Cidade: Poços De Caldas

Resposta:
É equivocado achar que buracos negros são "ralos universais" que engolem tudo. Se fosse assim, o universo não existiria mais. Existem muitos buracos negros na Via Láctea que são resultantes da evolução das estrelas de grande massa, eles têm tipicamente 3 a 10 vezes a massa do Sol e portanto têm pouca influência gravitacional, a não ser em sua vizinhança muito próxima e não têm nenhuma influência na existência de nossa galáxia. Além destes, existe um grande buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia, com 3,3 milhões de vezes a massa do Sol. Apesar do número parecer impressionante, essa massa é insignificante em relação à massa total da Via Láctea, que é de aproximadamente um trilhão de vezes a massa do Sol, e o buraco negro central também não tem influência na existência da galáxia.

Envio: 05/02/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Não, não são todas. Ainda não existe uma estatística clara que informe qual a fração das galáxias que têm tais objetos. Sabe-se que eles são comuns nas galáxias espirais de tamanho normal como a nossa, a Via Láctea, e também nas galáxias gigantes. Eles existem em todas as chamadas "galáxias de núcleo ativo", pois o que se chama de núcleo ativo é exatamente a emissão de radiação de alta energia gerada no entorno dos buracos negros supermassivos. Por outro lado, galáxias pequenas como as Nuvens de Magalhães, que são duas galáxias-satélite da nossa, não têm tais objetos. Aparentemente, entre as galáxias anãs, que são uma fração grande do número total de galáxias, não existem BN supermassivos ou eles são muito raros. Deve-se notar também que os BN supermassivos são de natureza totalmente diferente dos BN estelares, resultantes da evolução das estrelas de grande massa. Os supermassivos são resultantes da formação das galáxias, e portanto são tão antigos quanto elas.

Envio: 07/01/2021

Nome: Donizetti Eliel

Cidade: Campinas

Resposta:
A galáxia anã do Cão Maior é uma pequena galáxia esferoidal que está em processo de ser capturada pela Via Láctea. Ela está de fato bem próxima da nossa, a cerca de 25.000 anos-luz do Sol e a 42.000 anos-luz do centro da Via Láctea, mas está acima do plano do disco e não imerso nele. Esse objeto é tão pequeno que existem discussões na literatura questionando a natureza da mesma, existem alguns astrônomos que acreditam que não se trata de outra galáxia mas sim de uma região de sobredensidade de nossa própria galáxia.

Envio: 05/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Não, porque as estrelas da vizinhança solar também estão girando em torno do centro galáctico com velocidades orbitais comparáveis. Seria como estar sentado no banco dum carrossel girando a uma certa velocidade e querer que seu banco alcance o banco da frente.

Envio: 01/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Como todas as galáxias, a nossa foi criada no primeiro bilhão de anos após o Big Bang, quando o universo era muito menor em tamanho. Sendo assim, não dá para estimar deslocamentos como você pergunta, simplesmente porque as distâncias eram diferentes, em consequência disso as forças gravitacionais envolvidas também eram diferentes e portanto os movimentos relativos das galáxias também eram diferentes. Sua questão sobre o Grupo Local também tem resposta análoga: o chamado "universo local" sempre foi assim, porém o "sempre" tem que ser entendido como os últimos bilhões de anos.

Envio: 20/11/2020

Nome: Adolfo Larson O. Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
M74 é de fato uma galáxia Sc quase vista de face. As determinações mais recentes da massa estelar são baseadas em observações no Infravermelho. Estas medidas dependem de várias hipóteses (por exemplo, razão massa/luminosidade e absorção pelo poeira) e diferentes pesquisadores usam hipóteses diferentes. Por outro lado, a massa média das estrelas em uma galáxia não é necessariamente a mesma que a massa média na vizinhança solar. Combinando todas as incertezas, não é incomum ver estimativas de número de estrelas terem uma diferença de um fator 2. Possivelmente, a estimativa de 100 bilhões de estrelas é um limite superior e a estimativa de 50 bilhões pode ser mais razoável. Para uma análise mais aprofundada, seria necessário estudar os artigos onde estes valores foram publicados.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
A massa luminosa de uma galáxia é calculada a partir da chamada "relação massa-luminosidade". Essa é uma propriedade das estrelas, sabe-se que para produzir uma certa luminosidade, uma estrela deve ter uma determinada massa. Então medindo-se a luminosidade total de uma galáxia é possível estimar a massa de estrelas (ou seja, a massa luminosa) que produz aquela luminosidade. Deve-se notar que estamos aqui falando de "luminosidade", ou seja, do brilho intrínseco, tanto das estrelas como das galáxias. Não estamos falando do brilho aparente, que depende da distância.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
É possível observar galáxias jovens no universo distante, pois o limite da velocidade da luz faz com que observemos todas as galáxias muito distantes ainda muito jovens. Mas quando falamos do universo local, ou seja, na região do entorno da Via Láctea, dentro de distâncias relativamente pequenas em relação ao tamanho do universo observável, galáxias jovens são extremamente raras e mesmo assim suas pequenas idades são questionáveis. Alguns exemplos são DDO 68 (ou UGC 5340), cuja idade estimada está entre 200 e 900 milhões de anos, e I Zwicky 18, cuja idade estimada está entre 500 milhões e um bilhão de anos. Mas nos dois casos, essas idades pequenas não são unanimidade entre os astrônomos, há quem conteste que os dois sistemas sejam tão jovens assim. Ainda faltam dados observacionais para garantir a validade destes resultados.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
As galáxias vão crescendo aos poucos, por fusões, ao longo da história do universo. No caso das espirais, este crescimento por acréscimo de massa tem que ser relativamente lento, senão o disco estelar é destruído é a galáxia deixa de ser uma espiral. Assim sendo, dada a idade do universo e a taxa de fusões possíveis para manter uma galáxia espiral sem destruí-la, não se espera mesmo que existam galáxias espirais muito maiores do que a Via Láctea, por exemplo. As muito grandes são exceções. Outro ponto importante: a propriedade que melhor define uma galáxia é a massa e não o tamanho. Quando falamos de diâmetro de uma galáxia, estamos geralmente falando do disco estelar e o que conta é a massa.

Envio: 20/04/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
Quasares fazer parte da família dos "núcleos galácticos ativos", junto com as galáxias Seyfert e as radiogaláxias. Eles são buracos negros supermassivos que estão "engolindo" matéria e a energia emitida por eles não vem da singularidade em si mas sim do disco de matéria turbilhonando em alta velocidade no seu entorno. São estes discos que produzem a grande quantidade de energia emitida por estes objetos. O buraco negro supermassivo que existe no centro da Via Láctea não é um quasar, mas estima-se que deve ter sido um nos estágios iniciais de formação da galáxia, quando havia grande quantidade de matéria na sua vizinhança. Como tal matéria já foi absorvida pelo buraco negro, o núcleo ativo "apagou", restando apenas o burago negro supermassivo.

Envio: 13/04/2020

Nome: Felipe Eduardo Barros

Cidade: Campos Dos Goytacazes, Rj

Resposta:
A faixa leitosa que vemos no céu noturno não é um braço único de nossa galáxia. Como o sistema solar está imerso no plano do disco, vemos ele sempre de perfil, o que "mistura" os braços em nossa linha de visada, alguns estão mais próximos e outros mais longe, mas na mesma direção. Além disso, dependendo da época do ano diferentes braços estão acima do horizonte e são visíveis durante a noite. A região do centro da Via Láctea por exemplo, corresponde ao braço de Sagitário e é visível na metade do ano.

Envio: 13/02/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
O tipo de estrelas, as chamadas populações estelares, de uma galáxia Sa (bojo grande) e uma Sc (formação estelar bem ativa) não são tão parecidas, por isso a resposta não é simples nem única. Se esse brilho estiver sendo medido no azul, a Sc vai parecer mais brilhante por conta das regiões de formação estelar ativas, mas se olharmos no infravermelho aí a luminosidade estelar é proporcional à massa em estrelas e essa vantagem da Sc desaparece. Quanto à questão do "tamanho igual", como a Sa tem um bojo grande, ou seja luz mais concentrada, isso indica que, dadas um Sa e um Sc de mesmo amanho, a Sa deve ser mais brilhante.

Envio: 02/02/2020

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Depende do que você entende por "estar ao alcance". Devido à grande distância que está de nós, cerca de 27.000 anos-luz, não existe nem existirá nenhuma influência do mesmo na evolução do Sol, da Terra ou do sistema solar como um todo. Por outro lado, como a força da gravidade tem alcance infinito, a massa deste buraco negro supermassivo é parte da massa do centro de nossa galáxia e dessa forma ajuda a determinar a órbita do sistema solar em torno do centro galáctico.

Envio: 10/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros têm massa finita e portanto potencial gravitacional finito. Em termos da dinâmica, a situação não é diferente de um disco planetário com vários planetas girando em torno uma estrela. Se eles tiverem velocidade orbital suficiente para que orbitem o corpo central em órbitas estáveis, podem ficar indefinidamente nessa situação, mas caso percam momentum angular por alguma razão, irão "cair" na estrela. Estima-se que na formação de um sistema planetário como o nosso, diversos protoplanetas tenham caído no Sol nas fases iniciais de formação do sistema porque perderam momentum angular por colisões e assim foram diminuindo seu raio orbital até "caírem" no Sol. A situação com o disco de acreção de um buraco negro é análoga: caso a matéria tenha velocidade orbital suficiente para contrabalançar a força gravitacional do buraco negro e não sofra colisões que a desacelerem, poderia ficar indefinidamente em órbita, mas na prática essa situação não existe porque o disco de acreção é muito mais denso e turbulento do que um disco planetário, então a matéria vai perdendo velocidade e momentum angular até entrar no horizonte dos eventos.

Envio: 02/04/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Este é um exoplaneta em torno da estrela V1400 Centauri, a cerca de 434 anos-luz da Terra. Trata-se de um planeta muito massivo, com aproximadamente 20 vezes a massa de Júpiter, que tem um sistema de anéis realmente muito grandes. Aqui no sistema solar todos os planetas gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) têm anéis, mas estes são muito diferentes entre si. Enquanto os de Saturno são muito grandes (cerca de 270.000 km de diâmetro), os demais são bem menores e muito menos brilhantes. No caso deste exoplaneta, estima-se que os anéis tenham diâmetro de aproximadamente 180 milhões de km. Tudo em relação a este exoplaneta ainda é muito incerto pois ele foi descoberto apenas em 2007 e pouco se conhece sobre ele. De acordo com o que se sabe a partir do sistema solar, nada impede que um sistema de anéis seja muito grande, basta que ele seja "abastecido" de material do disco planetário. Uma diferença importante em relação aos anéis de Saturno é que V1400 Cen é um sistema planetário extremamente jovem, a estrela tem apenas 16 milhões de anos, enquanto o Sol e seu sistema têm 4,6 bilhões de anos, para comparar. Isso significa que talvez as estruturas visíveis agora sejam temporárias e desapareçam com a evolução do sistema como um todo.

Envio: 23/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
É um tipo de estrela. Todas as estrelas chamadas "anãs" são aquelas que estão em sua vida "adulta", no sentido de que já estão formadas e estáveis e ainda não estão nos seus estágios finais de evolução, quando passam por fases denominadas gigantes ou supergigantes. O termo "amarela" está relacionado à temperatura efetiva da mesma: as mais quentes são as azuis, depois brancas, amarelas, laranjas e vermelhas, essas últimas são as mais frias. O Sol é uma anã amarela.

Envio: 23/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Tais fotos são feitas com uma técnica chamada coronografia: o ponto de luz brilhante que corresponde à respectiva estrela é "tampado" por uma máscara, permitindo assim a visualização dos planetas próximos. Para essa técnica funcionar, além de encobrir a luz da estrela também é necessária uma altíssima qualidade de imagem, que só é obtida em telescópios profissionais equipados com óptica adaptativa. Vale a pena lembrar que, mesmo usando esses recursos todos, não existem fotos de exoplanetas que mostrem detalhes de suas superfícies ou atmosferas, eles são visualizados apenas como pontos fracamente iluminados.

Envio: 22/03/2021

Nome: Milton

Cidade: Sp

Resposta:
Porque elas são extremamente brilhantes! Como produzem sua própria energia por fusão nuclear, as estrelas emitem para o espaço uma grande quantidade de energia na forma de luz, o que permite que sejam vistas a distâncias muito grandes.

Envio: 18/03/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Singularidades nuas seriam objetos análogos a buracos negros, porém sem horizonte dos eventos. Nesse caso seria possível observar a própria singularidade de fora, o que é impossível no caso dos buracos negros reais. Teoricamente, um buraco negro girando extremamente rápido poderia produzir uma singularidade nua, porém jamais foi observado um objeto dessa natureza. Sua existência por enquanto é meramente uma hipótese.

Envio: 12/03/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
Apenas as estrelas de grande massa, com no mínimo 10 vezes a massa do Sol, podem virar supernovas no final de seu ciclo evolutivo. Nas vizinhanças do Sol não existe nenhuma com tal massa. Claro que existem na nossa galáxia, a Via Láctea, muitíssimas estrelas de grande massa que um dia explodirão como supernova, mas nenhuma está próxima para que tal explosão resulte em algum risco para o sistema solar. Um bom exemplo é Betelgeuse, na constelação de Órion. Ela provavelmente vai explodir como supernova em algum momento dos próximos 10.000 anos, e quando isso acontecer será um belíssimo espetáculo noturno pois por alguns meses ela vai brilhar tanto que provavelmente será vista inclusive de dia. Mas tal evento não implicará em risco algum a nosso planeta pois ela está a 642 anos-luz de distância. É importante notar também que não é possível prever com exatidão a explosão de uma supernova. Voltando ao exemplo de Betelgeuse, talvez ela exploda amanhã, ou talvez daqui a 10.000 anos.

Envio: 08/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A massa de uma estrela é calculada a partir de sua luminosidade. Sabe-se que, para produzir uma determinada luminosidade, é preciso que o núcleo estelar produza uma determinada energia e para isso é necessário uma massa também determinada. Essa relação foi obtida a partir dos modelos de interiores estelares, testados e validados pelas observações de estrelas próximas. Então o caminho é esse: medem-se a luminosidade aparente (que depende da distância e do brilho intrínseco) e a própria distância. A seguir, determina-se ao tipo de estrela (anã, gigante, supergigante, etc.) e com essas informações é calculada a luminosidade (ou brilho intrínseco). Tendo-se a luminosidade e o tipo de estrela, é possível obter-se a massa.

Envio: 27/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Determinar a luminosidade, também chamada de brilho intrínseco, de uma estrela não é muito simples. É necessário determinar inicialmente seu brilho aparente, isso é que é simples, basta fazer uma medida com um fotômetro. Também é necessário determinar sua distância e fazer uma estimativa do tipo espectral da estrela, ou seja, se é uma anã, uma gigante, uma supergigante, etc. Essas informações são obtidas através de espectroscopia, uma técnica de medida baseada na decomposição da luz em suas cores e características. A partir destes parâmetros é possível determinar a luminosidade das estrelas.

Envio: 11/02/2021

Nome: Henrique Rozmyslak

Cidade: São Paulo

Resposta:
Sua pergunta pode ser dividida em duas: 1- qual a origem dos meteoritos de ferro/níquel? 2- qual a origem do ferro e do níquel? Os meteoritos são componentes do sistema solar, portanto, assim como os planetas, os satélites, os asteroides e os cometas, eles se originaram da nebulosa protossolar, que deu origem ao Sol e a todo o sistema. Eles são pedaços pequenos de material que estavam vagando pelo disco planetário desde que o sistema se formou há 4,6 bilhões de anos e eventualmente vieram a cair na Terra. Quanto aos elementos químicos, estes também estavam dispersos no meio interestelar e faziam parte da nebulosa da qual o Sol se formou. Elementos pesados como o ferro e o níquel são produzidos nos estágios finais de evolução das estrelas de grande massa, imediatamente antes da explosão de supernovas.

Envio: 11/02/2021

Nome: Daniela

Cidade: Chapecó

Resposta:
Existe sim a possibilidade da existência de pares de buracos negros. Basta que exista um sistema binário formado por duas estrelas de grande massa. Se elas tiverem massa suficiente, ambas explodirão como supernovas e seus núcleos podem evoluir para buracos negros. Nesse caso, eles podem vir a se juntar devido a efeitos gravitacionais e esse processo, tecnicamente chamado de coalescência de buracos negros, é uma das fontes mais prováveis para emissão de ondas gravitacionais. Este processo resulta em outro buraco negro, cuja massa é a soma das massas dos dois primeiros.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
É o que está em órbita da estrela mais próxima do Sol, Próxima Centauri, a apenas 4,24 anos-luz de distância.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
De acordo com a relatividade geral, a maior velocidade possível na natureza é a velocidade da luz no vácuo e o que define o horizonte dos eventos de um buraco negro é exatamente o fato de que sua velocidade de escape é igual à velocidade da luz no vácuo. Portanto nada pode escapar dele. Para escapar, seria preciso uma velocidade maior que a da luz, o que é fisicamente impossível.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros giram muito rápido mesmo. Suas velocidades de rotação chegam próximas à velocidade da luz. Isso não acontece em função de suas massas. Vale a pena lembrar que buracos negros estelares são os antigos núcleos das estrelas de grande massa e têm massas relativamente pequenas, tipicamente entre 3 e 10 vezes a massa do Sol. Suas altíssimas velocidades de rotação são consequência das leis de conservação da mecânica clássica, em particular a conservação do momentum angular: se uma determinada massa gira com uma certa velocidade de rotação e subitamente encolher sem perder massa, a velocidade de rotação vai aumentar para que o momentum angular se conserve. Por isso mesmo, o núcleo de uma estrela que se transforma numa estrela de nêutrons após a explosão de uma supernova, passa a girar muito rápido, com período de rotação da ordem dos segundos ou, em alguns casos, uns poucos milissegundos. No caso dos buracos negros, o colapso é ainda maior e as velocidades de rotação resultantes são bem maiores.

Envio: 10/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, buracos negros giram e portanto têm momentum angular. Esta conclusão é a chamada "solução de Kerr" para as equações de campo de Einstein da relatividade geral e são as que melhor descrevem os buracos negros. Esta solução diz que os buracos negros têm 3 parâmetros fundamentais que os descrevem: massa, carga elétrica e momentum angular.

Envio: 18/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
O universo observável cresce continuamente sim, mas isso não quer dizer que o céu ficará mais estrelado no futuro. A explicação é simples: as estrelas de nossa galáxia, que são aquelas que vemos à noite, estão a distâncias relativamente pequenas de nós, tipicamente dezenas, centenas ou alguns milhares de anos-luz de distância. Por outro lado, o limite atual do universo observável está a cerca de 46 bilhões de anos-luz de distância. Isso significa que no futuro apenas galáxias muito remotas, localizadas a distâncias maiores que 46 bilhões de anos-luz, de nós passarão a ser observáveis. O chamado "universo local" ou seja, a Via Láctea e as galáxias mais próximas, é bem conhecido e nada mudará em termos de sua observação em consequência da expansão do universo.

Envio: 15/05/2021

Nome: Giovana De Souza Matos

Cidade: Praia Grande

Resposta:
Em outras palavras, sua questão é saber se o Big Bang realmente ocorreu. Existem evidências bem claras nesse sentido: a mais conhecida é a expansão do Universo. Sabe-se a partir das observações que as galáxias estão se afastando umas das outras, o universo está expandindo. Fazendo as contas "para trás" no tempo, é fácil ver que tudo estava concentrado num único ponto há 13,8 bilhões de anos. Mas note que esse "ponto" era o universo todo, portanto não faz sentido imaginar que o universo surgiu num ponto específico de um espaço vazio já existente. A matéria, a energia e o próprio espaço surgiram no BB. Outra evidência é a chamada "radiação cósmica de fundo", que é o resíduo da radiação inicial que preenchia o universo todo logo que ele se formou e que persiste até hoje.

Envio: 09/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A densidade do universo é extremamente baixa, já que as distâncias entre as galáxias são muito grandes, além disso, ele está se expandindo desde sua origem. Sendo assim, não é possível que ele colapse em uma forma esférica como ocorre com os planetas ou as estrelas.

Envio: 06/04/2021

Nome: Bruno De Esteban Andrade

Cidade: Embu Das Artes

Resposta:
Existem vários conceitos implícitos em sua questão. Primeiro devemos lembrar que só é possível observar uma fração do universo, que se chama "universo observável" e corresponde à fração do total cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Obviamente estamos no centro dessa região e ela tem cerca de 46 bilhões de anos-luz de raio. Qual é o tamanho estimado do universo total? Essa é uma questão ainda sem resposta. A teoria inflacionária diz que ele deve ser no mínimo 10^23 vezes (10 elevado à 23a potência) maior que o universo observável. Se ele limite praticamente infinito fosse alcançado, o que existiria além? De novo, só existem hipóteses. Talvez não exista nada, ou talvez existam múltiplos universos, cada um como se fosse uma "bolha" criado por um Big Bang diferente, no qual as leis físicas e as constantes fundamentais da natureza sejam diferentes, tudo dentro de uma estrutura chamada "multiverso". Mas mesmo se essa for a realidade, ainda assim seria impossível sair de nosso universo, pela simples razão que, uma vez que ele contém toda a massa conhecida (e portanto virtualmente infinita), a velocidade de escape para sair dele seria infinita. Mas é sempre bom lembrar que essas hipóteses todas são muito especulativas.

Envio: 23/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, essa é a evidência observacional que resultou na Lei de Hubble: quanto mais longe uma galáxia está, mais rápido ela se afasta de nós. Matematicamente a lei de Hubble é expressada por V = H.d onde "V" é a velocidade de afastamento da galáxia, "d" é sua distância e "H" é a constante de Hubble. Este resultado NÃO significa que nossa galáxia esteja em um lugar privilegiado do universo, é apenas uma questão de referência. Se as velocidades fossem calculadas em relação a outra galáxia, os resultados seriam idênticos. A razão deste comportamento é a expansão do Universo. Na verdade, a existência desta relação entre velocidades e distâncias foi a primeira evidência observacional da expansão do universo e de que houve uma origem do mesmo no passado, o Big Bang.

Envio: 27/02/2021

Nome: Felipe

Cidade: São José Do Rio Preto

Resposta:
Sabe-se que o universo está em expansão através da observação de galáxias remotas. Através de uma técnica de medida chamada espectroscopia é possível medir a velocidade com que as galáxias se movem e os resultados indicam que elas estão em média se afastando umas das outras, indicando que o universo está em expansão. Este resultado é conhecido desde 1924-25, quando Edwin Hubble mediu pela primeira vez as velocidades das galáxias.
Não se sabe o que havia antes do BB. Por enquanto, este tema ainda está no campo das especulações teóricas, não existe uma resposta definitiva.

Envio: 13/02/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A verdadeira natureza da matéria escura ainda é desconhecida, mas ela sofre efeitos gravitacionais. E sendo assim, está submetida à atração gravitacional de um buraco negro. Mas como tudo indica que a densidade da matéria escura é extremamente baixa, a quantidade da mesma capturada por um buraco negro deve ser muito pequena.

Envio: 10/02/2021

Nome: Giovana

Cidade: Jundiaí

Resposta:
Em outras palavras, você quer saber o que desencadeou o BB, por que ele ocorreu. Essa é uma questão ainda em aberto, existem apenas hipóteses especulativas e nenhuma conclusão definitiva. A origem do universo, popularmente conhecida como Big Bang, é um modelo científico solidamente embasado em evidências observacionais, existem evidências muito fortes de que a origem do universo ocorreu desta forma, mas se formos cada vez mais para trás no tempo, o modelo cessa de existir ANTES de t=0, ou seja, antes do instante exato do início do universo. Para ser exato, o modelo não tem validade nos primeiros 10E-43 segundos após o Big Bang, que constituem a chamada "era de Planck". Se você não está familiarizado com notação científica, 10E-01 equivale a 0,1; 10E-02 equivale a 0,01, 10E-09 equivale a 0,000000001 (ou um bilionésimo) e assim sucessivamente. Nesse intervalo infinitesimal (mas diferente de zero!) de tempo, o modelo do Big Bang não vale. Por isso mesmo, é muito difícil especular sobre o "gatilho" que desencadeou o mesmo. Uma hipótese normalmente citada são as flutuações quânticas do vácuo. É importante notar que toda a moderna cosmologia não precisa de tal explicação, os modelos descrevem a evolução do universo após o final da era de Planck.

Envio: 01/01/2021

Nome: Auriane

Cidade: Trairi

Resposta:
Essa hipótese foi discutida por muito tempo: considerava-se que o evento que deu origem ao universo, popularmente chamado de "Big Bang", poderia ser cíclico. O universo está atualmente numa fase de expansão, a ela se seguiria uma fase de contração e num futuro remoto ele voltaria às condições do Big Bang e tudo recomeçaria. Mas essa hipótese foi descartada depois da descoberta da energia escura, cuja existência demonstra que o universo não está apenas em expansão, mas que essa expansão é acelerada. Sendo assim, não ocorrerá uma fase de contração no futuro e o universo nunca retornará a. Mas vale a ressalva que essas hipóteses não são definitivas e poderão ser modificadas à luz de descobertas futuras.

Envio: 20/12/2020

Nome: Ivan Nogueira

Cidade: Suzano-Sp

Resposta:
A idade do universo observável está ligada ao seu tamanho. Como o universo está em expansão desde sua origem, o Big Bang, a partir de seu tamanho é possível estimar sua idade ou o contrário. Mas note que estamos falando apenas do universo observável, ou seja, a fração do mesmo cuja luz já chegou até nós desde que o mesmo se formou. Existe ainda muita controvérsia sobre qual seria o tamanho total do universo.

Envio: 10/12/2020

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A matéria "normal" é aquela da qual estamos cercados, e que forma os nossos próprios corpos, aquela composta por átomos com seus respectivos núcleos atômicos e coroas de elétrons. A matéria "escura" é o que existe em torno das galáxias. Sabe-se que ela existe porque produz influência gravitacional na matéria visível, mas ela não emite rigorosamente nada, por isso mesmo é chamada de escura. Existem hipóteses para sua verdadeira natureza, mas nenhuma delas ainda confirmada. Ela poderia ser composta por objetos macroscópicos como aqueles conhecidos pela sigla (MACHOs), que significa MAssive Compact Halo Objects), ou então neutrinos, ou ainda partículas mais exóticas como microburacos negros primordiais ou neutrinos. Já a chamada matéria "exótica" é apenas hipotética. Como no caso da matéria escura, existem diversas hipóteses para a matéria exótica: ela poderia ser matéria que viola as leis conhecidas da física, poderia ter massa negativa por exemplo. Outra hipótese são estados ainda não conhecidos da matéria, tais como condensados de Bose-Einstein ou plasmas quark-gluon, que apesar de exóticos, enquadram-se nos paradigmas já conhecidos da física. Deve-se notar que esses temas pertencem muito mais à física das partículas elementares do que à astronomia.

Envio: 10/12/2020

Nome: Lucas P. Gomes

Cidade: Sao Joao Da Boa Vista

Resposta:
A matéria "escura" é o que existe em torno das galáxias. Sabe-se que ela existe porque produz influência gravitacional na matéria visível, mas ela não emite rigorosamente nada, por isso mesmo é chamada de escura. Existem hipóteses para sua verdadeira natureza, mas nenhuma delas ainda confirmada. Ela poderia ser composta por objetos macroscópicos como aqueles conhecidos pela sigla (MACHOs), que significa MAssive Compact Halo Objects), ou então neutrinos, ou ainda partículas mais exóticas como micro-buracos negros primordiais ou neutrinos. Já a antimatéria é a mesma matéria normal, porém com algumas propriedades invertidas tais como a carga elétrica e a paridade. Os pósitrons por exemplo, que são bem conhecidos e emitidos pelos núcleos atômicos durante reações nucleares, são antimatéria. Eles são elétrons com carga positiva.

Envio: 19/11/2020

Nome: Joao Batista Dos Santos

Cidade: Jacarei

Resposta:
A expansão do universo é um processo que ocorre exclusivamente em escalas muito grandes: são os aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros. Em escalas menores, outras forças dominam, como a gravidade por exemplo: é a atração gravitacional que faz com que duas galáxias se atraiam e, eventualmente, possam colidir. Estes são considerados fenômenos locais quando se estuda o universo em larga escala, e nesses casos não existe expansão. Em escalas ainda menores, como as dimensões do sistema solar por exemplo, também não ocorre nenhuma expansão.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não, como toda a informação viaja com a velocidade da luz, o limite do chamado "Universo Observável" é definido como a distância máxima cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Em consequência desta limitação, o raio do universo observável, centrado em nós evidentemente, é de aproximadamente 45-46 bilhões de anos-luz. Existem especulações sobre medidas que poderiam ser feitas para inferir de forma indireta o que poderia existir além deste limite, mas elas não têm nenhuma comprovação.

Envio: 01/06/2020

Nome: Mariza Martins

Cidade: Santo André - Sp

Resposta:
De fato, a distância entre a Via Láctea e Andrômeda está diminuindo, elas devem se encontrar em cerca de 5 bilhões de anos. Essas duas galáxias estão separadas por 2,5 milhões de anos-luz e nesta escala de distância, que os especialistas na estrutura do Universo chamam de "Universo local", não existe expansão. Os movimentos e as distâncias entre as galáxias são controlados pela atração gravitacional entre elas, por isso as duas galáxias se aproximam uma da outra. A expansão do universo só pode ser detectada em escalas muito maiores, de centenas de milhões de anos-luz. Em outras palavras, são os grandes aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros, porém dentro de cada um, as galáxias se movem de acordo com a força gravitacional e podem se aproximar entre si.

Envio: 07/06/2021

Nome: Luiz Antônio Chamarelli

Cidade: Juiz De Fora

Resposta:
Mas é! Já foram enviadas sondas em trajetórias bem fora do plano do sistema solar, como a Voyager 1 por exemplo. No cálculo da trajetória e do combustível dessas sondas o potencial gravitacional do plano do sistema precisa ser considerado. As sondas em distintas trajetórias são importantes justamente para mapear a estrutura do meio interplanetário em distintas direções.

Envio: 06/06/2021

Nome: Alessandro Alves

Cidade: Pindobaçu-Ba

Resposta:
Nenhuma! Os conceitos de "em pé" ou "de cabeça para baixo" são relativos e se referem sempre ao plano horizontal local de cada observador. Uma pessoa que esteja em pé no Brasil e outra que esteja em pé no Japão terão ambos os pés apontando para o centro da Terra, mas nem por isso um deles estará "de cabeça para baixo", cada um está em pé em relação ao seu plano horizontal local. No espaço, longe da Terra ou de qualquer outro corpo, esses conceitos simplesmente não fazem sentido.

Envio: 01/06/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Existem disponíveis na internet diversos programas gratuitos de visualização do céu que são bastante bons. Sugerimos o Stellarium ou o Cartes du Ciel, que têm versões em português. Além destes, existem também aplicativos para telefone celular. Existem muitos desses para as plataformas Android e iOS, não temos como recomendar um específico.

Envio: 13/03/2021

Nome: Marco Antonio Brito

Cidade: Campinas - Sp

Resposta:
Não, estas posições foram definidas apenas no século XX. O número de constelações nas quais o céu é dividido variou bastante ao longo dos séculos. Não se pode esquecer que diferentes culturas dividiram o céu em diferentes conjuntos de constelações. Usamos tradicionalmente o conjunto de constelações "herdadas" da tradição greco-romana, mas existem conjuntos totalmente distintos de constelações traçadas pelo indígenas do Brasil por exemplo, ou por culturas nativas africanas ou australianas. A maioria das constelações que usamos atualmente, incluindo as do hemisfério norte e as da região do equador celeste, já era conhecida desde a antiguidade clássica. As do hemisfério sul foram mapeadas depois do século XVI. As atuais "fronteiras" entre as constelações foram estabelecidas apenas em 1928 e o número de 88 foi estabelecido no século XVIII a partir de trabalhos de astrônomos europeus. O astrônomo Nicolas de Lacaille por exemplo deu nome a 14 novas constelações e dividiu a antiga constelação de Argo Navis (o navio dos argonautas da mitologia grega) em 3 diferentes: Puppis, Vela e Carina, ou seja, Popa, Vela e Quilha do navio dos argonautas.

Envio: 11/03/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
O tema da determinação de distâncias em astronomia é muito extenso e não tem como ser respondido em detalhes numa única questão. Objetos próximos a nós como os planetas têm suas distâncias determinadas por radar ou por sondas que se aproximam deles. Em outras palavras, usa-se a velocidade da luz como "régua". Para medir distâncias de estrelas, usa-se uma técnica denominada paralaxe, que baseada em argumentos geométricos e na distância Terra-Sol que é bem conhecida. Para outras galáxias, existem diversas técnicas como por exemplo a relação período-luminosidade das estrelas tipo Cefeida.

Para uma discussão mais extensa sobre esse tema, sugerimos baixar o livro "O Céu que nos Envolve" no link abaixo. Veja em particular a discussão sobre distâncias no final do capítulo 7:
https://www.iag.usp.br/astronomia/sites/default/files/OCeuQueNosEnvolve.pdf

Envio: 10/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Muito poucos, mas é possível sim ver objetos de fora da Via Láctea a olho nu. Os mais fáceis de ver são as Nuvens de Magalhães, duas pequenas galáxias-satélite da Via Láctea. Elas são visíveis como manchas mais claras e arredondadas na direção sul, entre outubro e março. Mas só é possível vê-las em noites sem Lua e em locais sem muita iluminação artificial. Outro objeto extragaláctico que pode ser visto a olho nu é a galáxia de Andrômeda. Como diz o nome, ela fica na direção da constelação de Andrômeda, portanto bem ao norte. É mais fácil vê-la entre agosto e outubro, bem ao norte. Quanto mais ao norte o observador estiver, mais alta verá ela no céu. Ela é visível como uma pequena mancha alongada, na forma de uma amêndoa.

Envio: 01/03/2021

Nome: Juliana

Cidade: Ribeirão Preto

Resposta:
Ele não será trazido de volta. Por enquanto ele está em operação, mas não tem mais como fazer missões de manutenção. Quando ocorrer algum defeito irreversível nos giroscópios que mantêm ele estabilizado e permitem apontar para alvos distintos no céu, sua vida operacional vai se encerrar. O que vai acontecer a seguir é que ele será "derrubado" na Terra, ou seja, sua queda será controlada no sentido de escolher um local e horário para cair, mas como ele não tem nenhum sistema de paraquedas ou retrofoguetes, simplesmente cairá. Este procedimento é o padrão para satélites grandes, que não queimam totalmente na reentrada. Assim como ocorreu com a estação espacial Mir, da Russia, e com outros satélites grandes, provavelmente ele será dirigido para cair no sul do oceano Pacífico, a meio-caminho entre o sul do Chile e a Nova Zelândia. Nesta região não tem ilhas e o tráfego aéreo e naval é muito pequeno.

Envio: 02/02/2021

Nome: Euzébio Gomes Porto Neto

Cidade: Pomerode

Resposta:
A estrela polar marca a posição no céu do polo celeste Norte. O que são os polos celestes? Se traçarmos uma linha imaginária prolongando o eixo de rotação da Terra até o céu, teremos aí os dois polos celestes, o Norte e o Sul. Da mesma forma, projetando-se a linha do equador no céu, tem-se o equador celeste. No caso do polo celeste Norte, existe um marcador natural que todos do hemisfério norte conhecem: Polaris, ou a estrela polar. Ela é bem brilhante e está muito próxima da posição exata do polo celeste norte, o que permite que ela seja usada como referência para marcar a posição do ponto cardeal Norte.. Para o polo celeste Sul não existe uma estrela brilhante que possa ser usada como referência análoga. E quanto à observação da Estrela Polar? Ora, uma vez que ela está no polo celeste Norte, apenas os observadores que estejam ao norte do equador podem vê-la no céu. A conta é simples: Não importa onde um observador está, ele sempre poderá observar o céu desde a vertical local, ou seja, o zênite, até 90 graus para o norte ou para o sul. Se ele está, por exemplo, 30 graus ao sul do equador por exemplo, ele só poderá observar o céu até a 60 graus ao norte do equador celeste, Se estiver 10 graus ao sul, poderá observar até 80 graus ao norte do equador celeste. Mas se estiver do equador para cima, poderá observar o hemisfério celeste norte inteiro até o polo celeste norte. Ou seja, até a estrela polar.

Envio: 22/12/2020

Nome: Rodolfo C Blumel

Cidade: Campinas

Resposta:
As distâncias até as estrelas são tão grandes que o deslocamento da Terra em torno do Sol ou deste em torno do centro da nossa galáxia não provocam deslocamentos perceptíveis na posição os objetos e podem ser desprezados. O que é muito importante e precisa ser corrigido é a rotação da Terra: quando olhamos para o céu ao longo do dia vemos todos os astros nascerem na direção leste e baixarem no oeste, isto vale para o Sol, a Lua e as estrelas e é consequência da rotação da Terra. Este movimento precisa ser corrigido, senão é impossível acompanhar um astro. Essa correção é feita com motores nos eixos do telescópio, que fazem com que ele aponte precisamente para o astro que está sendo observado ao longo de muitas horas se for necessário.

Envio: 15/12/2020

Nome: Ivan Nogueira

Cidade: Suzano-Sp

Resposta:
A galáxia de Andrômeda fica 41 graus ao norte do equador celeste. Isso significa que qualquer observador no Brasil pode em princípio observá-la, mas quanto mais ao norte o observador estiver, melhor. Aqui em São Paulo/SP estamos 23 graus ao sul do equador, isso significa que a galáxia estará, na melhor das hipóteses, 64 graus ao norte do zênite, portanto bem inclinada na direção norte. Mas a observação não é simples porque ela aparece como uma "manchinha' com pouco contraste com o fundo do céu. É essencial procurar observá-la a partir de um lugar escuro, sem iluminação artificial e numa noite sem lua. Como diz seu nome, ela está na direção da constelação de Andrômeda.

Envio: 07/12/2020

Nome: Julio Sergio Vargas

Cidade: Goiânia

Resposta:
Você não vê as mesmas estrelas no mesmo horário ao longo do ano! Vamos tomar um exemplo simples que todos conhecem: as Três Marias, que fazem parte da constelação de Órion. À medida que a Terra vai percorrendo sua órbita em torno do Sol, elas são visualizadas em horários diferentes da noite, ou então não são visualizadas de modo algum. Atualmente (em dezembro) elas nascem no horizonte leste no início da noite, estão altas no céu ao redor da meia-noite e se põem no horizonte oeste em torno das 5 horas. Mas em julho é exatamente o contrário: elas nascem no leste no finalzinho da noite, ao redor das 5 horas porque estão mais próximas da direção do Sol. Em junho elas estão na direção do Sol e é impossível vê-las.

Envio: 24/11/2020

Nome: Mena

Cidade: França Sp

Resposta:
Sim, isso pode ser comprovado facilmente olhando para o céu durante a noite. Durante o dia, a luz do Sol ilumina a atmosfera da Terra e o céu azul-claro que vemos é o resultado do reflexo da luz solar nas moléculas de oxigênio e nitrogênio que compõem a atmosfera. Durante a noite, com o Sol iluminando o lado oposto da Terra, podemos ver que o céu é escuro. Mesmo a imensa quantidade de estrelas existentes não é capaz de iluminar o espaço, isso por duas razões principais: as distâncias entre elas são muito grandes e o material existente no meio interestelar (poeira e gás) absorve parte da luz das estrelas mais remotas.

Envio: 08/11/2020

Nome: William

Cidade: Sao Jose Do Rio Preto

Resposta:
É essencial que um espelho de telescópio tenha a superfície estável. Não é necessário que a base seja de vidro, ela pode ser de materiais cerâmicos também, mas é extremamente importante que o espelho não se deforme. Materiais metálicos como aço ou alumínio têm alto coeficiente de dilatação térmica, o que significa que se deformam muito com as variações de temperatura, tornando-os impróprios para a confecção de espelhos. Os vidros e algumas cerâmicas (como zerodur por exemplo) também têm a vantagem de permitir altíssima precisão de polimento. A espessura grande tem a finalidade de garantir que o espelho não se deforme por ação da gravidade com o movimento do telescópio.

Envio: 22/05/2020

Nome: Newton

Cidade: Pelotas

Resposta:
Vemos muitas estrelas todas as noites mas não vemos sempre o centro da galáxia. O centro de nossa galáxia fica na direção da constelação de Sagitário e nós vemos essa região do céu apenas nos meses de inverno. No início e no final de cada ano a região do centro galáctico fica na direção do Sol e portanto não a vemos durante a noite. O fato de vermos muitas estrelas independente do centro da galáxia ser visível ou não durante a noite se deve ao fato que a órbita da Terra em torno do Sol tem raio extremamente pequeno se comparado com a espessura do disco de nossa galáxia. Em outras palavras, o sistema solar inteiro está sempre imerso no disco galáctico, portanto sempre veremos muitas estrelas, independente da época do ano. O chamado "anticentro" da galáxia, ou seja, a direção oposta ao centro para um observador na Terra, fica na direção da constelação do Cocheiro (ou Auriga, em latim)

Envio: 04/05/2020

Nome: Maria Clara

Cidade: Fortaleza

Resposta:
Sim, as constelações do zodíaco, ou seja, aquelas sobre as quais o Sol transita ao longo do ano, são visíveis de todo o Brasil. Na verdade, como elas estão próximas do equador celeste, são visíveis praticamente do mundo todo, só é necessário escolher a época correta do ano para localizar cada uma delas. A partir de qualquer estado do Brasil é possível ver o Escorpião, mas esta é uma constelação melhor visível na metade do ano. Na época atual (início de maio) ela nasce no horizonte leste em torno das 20hs e fica visível a noite toda.

Envio: 20/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Em todas as áreas de pesquisa acadêmica (física, matemática, astronomia, química, biologia, ...), os profissionais com posições permanentes têm doutorado na área. Isso significa que aqueles que pleiteiam essas posições já fizeram graduação, mestrado, doutorado e, em muitos casos, pós-doutorado também. Tudo isso toma tempo. Em geral os profissionais contratados em universidades onde existe pesquisa na área têm mais de 30 anos e iniciaram sua graduação há mais de 10 anos. Por outro lado, nossa experiência dentro da USP mostra que algumas pessoas optam por caminhos diferentes, fazem o bacharelado em astronomia e vão direto para o mercado de trabalho, trabalhando em ensino ou divulgação científica. O caminho a seguir depende da vocação e das aptidões de cada um.

Envio: 16/01/2021

Nome: Giulia Cristina Da Silva

Cidade: Varzea Paulista

Resposta:
Sim, é o que as pessoas normalmente fazem: ingressam na graduação e, uma vez que ela seja concluída, entram diretamente na pós-graduação. Mas a passagem da graduação para a pós-graduação não é automática, existe um exame de admissão que todos precisam fazer, inclusive quem cursou astronomia na USP.

Envio: 29/11/2020

Nome: Robson Adriano Machado Júnior

Cidade: Sorocaba/Sp

Resposta:
O mercado de trabalho em astronomia não é grande, existem poucas vagas, mas por outro lado o número de profissionais também é muito pequeno. Não se pode esquecer que, como em todas as áreas de pesquisa acadêmica, os empregos para pesquisadores em astronomia são para quem doutorado na área. O mesmo vale para pesquisadores em física, química, matemática... Sendo assim, os números se equilibram: existem poucas vagas mas também existem poucos profissionais qualificados no mercado.

Envio: 20/01/2020

Nome: Matheo Angelo

Cidade: Fortaleza, Ce

Resposta:
Astrobiologia é um tema interdisciplinar. Ele envolve profissionais com distintas origens tais como astronomia, física, química e biologia. Para seguir carreira acadêmica nessa área o importante é fazer pós-graduação "stricto sensu", ou seja, mestrado e doutorado, na área. No Brasil existem poucas instituições com grupos de pesquisa em astrobiologia, mas aqui na Universidade de São Paulo temos um grupo de pesquisas bastante ativo nesta área.

Envio: 18/11/2019

Nome: Isabelle Aristeu

Cidade: Resende, Rj

Resposta:
Astrônomo amador é aquela pessoa que tem outra atividade profissional e dedica-se à astronomia apenas por satisfação pessoal, como um hobby. O astrônomo profissional, ao contrário, tem na astronomia a sua profissão, ou seja, recebe o seu salário pela atividade profissional como astrônomo.

Envio: 03/09/2019

Nome: Vitor Cazarotti Venante

Cidade: Itapoá, Sc

Resposta:
Essa possibilidade existe sim. A seleção para ingresso nos programas de pós-graduação em astronomia requer fundamentalmente conhecimentos de física e matemática. Alguns dos bons programas de pós-graduação em astronomia do Brasil estão em instituições que não têm graduação em astronomia, como no caso das universidades federais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, dentre outras. Nesses casos, praticamente todos os pós-graduandos vêm da física. Não existe nenhuma diferença na formação ou na credibilidade de um pesquisador da área de astronomia por ele ser oriundo de uma graduação em física ou em astronomia, o que vai definir a qualidade de sua formação é o programa de pós-graduação no qual ele/ela fez mestrado e doutorado.

Envio: 23/11/2018

Nome: César Gomes Cardoso

Cidade: Teresina, Pi

Resposta:
Para quem já tem bons conhecimentos de física ao nível da graduação, a sequência normal é fazer uma pós-graduação em astronomia, optando por um tema específico de pesquisa dentro da área. Caso tratar-se de alguém que não deseje uma formação tão aprofundada, o IAG oferece cursos de extensão. Um deles, chamado "Introdução à Astronomia e à Astrofísica" é destinado especificamente a graduados e graduandos na área das ciências exatas. E para aqueles que preferem uma formação autodidata, existem também bons livros de introdução à astronomia que cada um pode estudar no seu próprio ritmo.

Envio: 27/10/2018

Nome: Lucas Gomes

Cidade: São Paulo

Resposta:
Após concluído o bacharelado o astrônomo se especializa numa área específica através de um programa de pós-graduação, fazendo mestrado e doutorado naquela área. Não é usual que uma pessoa faça duas pós-graduações em áreas diferentes, até porque um programa de pós-graduação toma muito tempo e requer muito trabalho.

Envio: 25/09/2018

Nome: Julia

Cidade: Passo Fundo - Rs

Resposta:
O ingresso para o Programa de Pós-Graduação em Astronomia do IAG/USP é feito através de um exame de admissão. Este exame atualmente é o EUF (Exame Unificado das Pós-Graduações em Física), elaborado e aplicado a nível nacional simultaneamente. Nada impede que pessoas de qualquer área prestem o exame, mas ele foi concebido para avaliar conhecimentos de física e matemática compatíveis com o bacharelado em física, matemática ou astronomia. Para maiores informações sobre a admissão em nosso programa de pós-graduação, veja aqui:
http://www.iag.usp.br/pos/node/55

Envio: 26/03/2018

Nome: Maria Eduarda Meneses

Cidade: Embu Das Artes,Sp

Resposta:
Na USP não existe um juramento específico para o bacharelado em astronomia. Por ocasião da formatura, os formandos fazem o mesmo juramento das outras áreas científicas, jurando trabalhar pelo progresso da ciência no Brasil.

Envio: 12/03/2018

Nome: Gabriel

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
Para ver em detalhes como funciona o nosso programa de pós-graduação em astronomia, veja as páginas do mesmo: http://www.iag.usp.br/pos/node/55 Nessas páginas você encontra uma descrição do programa, as regras de ingresso e as regras de concessão de bolsas de estudo.

Envio: 10/01/2018

Nome: Giovanna Alyssa Marques Da Silva

Cidade: Santo André, Sp

Resposta:
A opção por uma carreira profissional é sempre difícil e sujeita a incertezas. "Valer a pena" é um conceito muito pessoal e não é possível dar uma única resposta. Temos em nosso curso muitos alunos extremamente satisfeitos e outros que já concluíram o curso e agora seguem sua carreira. Por outro lado, existem também alguns que experimentaram e depois preferiram optar por outro caminho. Nossa sugestão é que você visite o IAG numa de nossas atividades abertas, ou entre em contato e converse com os estudantes e professores, procurando conhecer melhor o curso e a atividade profissional. Isso permitirá a você tomar uma decisão mais segura.

Envio: 04/12/2017

Nome: Elaine Caires Costa

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
Desde 2016 a seleção para o ingresso no programa de pós-graduação em astronomia do IAG/USP é feito pelo Exame Unificado de Física (EUF), que seleciona os interessados para a maioria dos programas de pós-graduação em física do Brasil. Em princípio nada impede que uma pessoa com licenciatura em física faça o exame, mas as questões são elaboradas para candidatos que tenham formação de bacharelado em física, em matemática ou em astronomia. Veja maiores detalhes sobre o EUF aqui:
http://portal.if.usp.br/pg/pt-br/exame-unificado-de-ingresso-euf

Envio: 03/12/2017

Nome: Sonny Anderson

Cidade: Camaçari/Ba

Resposta:
A NASA é uma agência de pesquisas do governo dos Estados Unidos. Ela aceita pesquisadores de outros países desde que sejam bastante qualificados. O caminho para chegar lá é começar seus estudos no Brasil, numa área de interesse deles como física, astronomia ou algumas especialidade da engenharia. Depois a formação continua com a pós-graduação (mestrado e doutorado) e a pessoa se torna um especialista num campo de pesquisa. Aí então pode-se pleitear uma colocação num dos institutos de pesquisa da NASA. É um caminho longo mas não é impossível, tem diversos brasileiros trabalhando lá.

Envio: 02/11/2017

Nome: Cármen Eloise

Cidade: São Paulo

Resposta:
Em princípio sim, nada impede que uma pessoa com graduação em outra área que não seja astronomia, física ou matemática entre em nosso programa de pós-graduação. A partir do início de 2017 o ingresso no Programa de Pós-Graduação em Astronomia do IAG é feito através do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física (EUF), quem for aprovado no mesmo está admitido no programa, não importando a sua faculdade de origem. Como o programa foi concebido para avaliar conhecimentos de Física e Matemática, quem tiver formação na área de exatas terá mais facilidade em se preparar para o mesmo.