Respostas

Você tem curiosidade sobre Astronomia? Envie sua pergunta a um astrônomo profissional através do formulário. As perguntas respondidas podem ser consultadas abaixo:

Envio: 22/09/2020

Nome: José Eduardo De Lima

Cidade: Curitiba

Resposta:
Nebulosas planetárias são o produto da evolução das estrelas de massa baixa ou intermediária, até cerca de 8 vezes a massa do Sol. No final do seu ciclo evolutivo, essas estrelas ejetam suas camadas externas, que formam uma nebulosa planetária. Essas nebulosas se expandem com velocidades típicas de 30-40 km/s e têm em sua composição química os elementos produzidos pelo núcleo dessas estrelas ao longo de sua evolução, tais como hélio, carbono e nitrogênio. Já as nebulosas remanescentes de supernovas são formadas quando o núcleo de uma estrela de grande massa explode ao final do seu ciclo evolutivo. Essas nebulosas se expandem com velocidades muito maiores que as planetárias, em torno de 4000-5000 km/s e sua composição química inclui elementos mais pesados formados pela estrela progenitora, tais como ferro e outros mais pesados que este.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
A massa luminosa de uma galáxia é calculada a partir da chamada "relação massa-luminosidade". Essa é uma propriedade das estrelas, sabe-se que para produzir uma certa luminosidade, uma estrela deve ter uma determinada massa. Então medindo-se a luminosidade total de uma galáxia é possível estimar a massa de estrelas (ou seja, a massa luminosa) que produz aquela luminosidade. Deve-se notar que estamos aqui falando de "luminosidade", ou seja, do brilho intrínseco, tanto das estrelas como das galáxias. Não estamos falando do brilho aparente, que depende da distância.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
É possível observar galáxias jovens no universo distante, pois o limite da velocidade da luz faz com que observemos todas as galáxias muito distantes ainda muito jovens. Mas quando falamos do universo local, ou seja, na região do entorno da Via Láctea, dentro de distâncias relativamente pequenas em relação ao tamanho do universo observável, galáxias jovens são extremamente raras e mesmo assim suas pequenas idades são questionáveis. Alguns exemplos são DDO 68 (ou UGC 5340), cuja idade estimada está entre 200 e 900 milhões de anos, e I Zwicky 18, cuja idade estimada está entre 500 milhões e um bilhão de anos. Mas nos dois casos, essas idades pequenas não são unanimidade entre os astrônomos, há quem conteste que os dois sistemas sejam tão jovens assim. Ainda faltam dados observacionais para garantir a validade destes resultados.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
As galáxias vão crescendo aos poucos, por fusões, ao longo da história do universo. No caso das espirais, este crescimento por acréscimo de massa tem que ser relativamente lento, senão o disco estelar é destruído é a galáxia deixa de ser uma espiral. Assim sendo, dada a idade do universo e a taxa de fusões possíveis para manter uma galáxia espiral sem destruí-la, não se espera mesmo que existam galáxias espirais muito maiores do que a Via Láctea, por exemplo. As muito grandes são exceções. Outro ponto importante: a propriedade que melhor define uma galáxia é a massa e não o tamanho. Quando falamos de diâmetro de uma galáxia, estamos geralmente falando do disco estelar e o que conta é a massa.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não, como toda a informação viaja com a velocidade da luz, o limite do chamado "Universo Observável" é definido como a distância máxima cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Em consequência desta limitação, o raio do universo observável, centrado em nós evidentemente, é de aproximadamente 45-46 bilhões de anos-luz. Existem especulações sobre medidas que poderiam ser feitas para inferir de forma indireta o que poderia existir além deste limite, mas elas não têm nenhuma comprovação.

Envio: 01/06/2020

Nome: Mariza Martins

Cidade: Santo André - Sp

Resposta:
De fato, a distância entre a Via Láctea e Andrômeda está diminuindo, elas devem se encontrar em cerca de 5 bilhões de anos. Essas duas galáxias estão separadas por 2,5 milhões de anos-luz e nesta escala de distância, que os especialistas na estrutura do Universo chamam de "Universo local", não existe expansão. Os movimentos e as distâncias entre as galáxias são controlados pela atração gravitacional entre elas, por isso as duas galáxias se aproximam uma da outra. A expansão do universo só pode ser detectada em escalas muito maiores, de centenas de milhões de anos-luz. Em outras palavras, são os grandes aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros, porém dentro de cada um, as galáxias se movem de acordo com a força gravitacional e podem se aproximar entre si.

Envio: 29/05/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
A produção de energia no Sol se dá no seu núcleo e não em todo o volume. A energia que vemos sendo emitida na superfície solar na forma de luz, ou seja, de fótons, se deslocou do núcleo até a superfície. O espectro do Sol apresenta realmente linhas de todos os elementos químicos, mas este é espectro da superfície solar, da fotosfera. Isso acontece porque a composição química do Sol reflete tudo o que existia na nebulosa protossolar de onde ele se formou: todos os elementos químicos que existem no Sol atualmente, bem como na Terra e nos demais corpos do sistema solar, já existiam na nebulosa protossolar antes dele se formar, por isso eles são detectados na superfície do Sol quando os fótons vindos do interior solar interagem com os átomos da fotosfera.

Envio: 26/05/2020

Nome: Raul Weslley

Cidade: Parauapebas Pa

Resposta:
A escala de magnitudes foi determinada originalmente por Hiparco de Nicea há 2200 anos! Em termos modernos, ela é definida a partir do logaritmo do fluxo de energia que vem de uma estrela. Num serviço de respostas como este não é possível mostrar os cálculos que definem a escala, então veja mais detalhes aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnitude_(astronomia)

A determinação da distância ENTRE as estrelas requer um cálculo de triangulação, mas primeiro é necessário calcular-se a distância de cada uma dessas estrelas até nós. Isso é feito por uma técnica chamada 'paralaxe trigonométrica': usa-se a distância Terra-Sol como referência para se calcular a distância até uma estrela. Sabida a distância entre duas estrelas e nós, bem como o afastamento entre elas no céu, é possível calcular a distância entre as mesmas.

Envio: 22/05/2020

Nome: Newton

Cidade: Pelotas

Resposta:
Vemos muitas estrelas todas as noites mas não vemos sempre o centro da galáxia. O centro de nossa galáxia fica na direção da constelação de Sagitário e nós vemos essa região do céu apenas nos meses de inverno. No início e no final de cada ano a região do centro galáctico fica na direção do Sol e portanto não a vemos durante a noite. O fato de vermos muitas estrelas independente do centro da galáxia ser visível ou não durante a noite se deve ao fato que a órbita da Terra em torno do Sol tem raio extremamente pequeno se comparado com a espessura do disco de nossa galáxia. Em outras palavras, o sistema solar inteiro está sempre imerso no disco galáctico, portanto sempre veremos muitas estrelas, independente da época do ano. O chamado "anticentro" da galáxia, ou seja, a direção oposta ao centro para um observador na Terra, fica na direção da constelação do Cocheiro (ou Auriga, em latim)

Envio: 19/05/2020

Nome: Ariel Inocêncio

Cidade: Campinas

Resposta:
Planetas, satélites e até as estrelas têm forma quase esférica, mas não exatamente. A razão para essa diferença não é apenas a rotação diferencial. Apenas os corpos gasosos como as estrelas e os planetas gigantes têm essa diferença por conta de existir rotação diferencial, ou seja, do equador girar um pouco mais rápido que os polos. Tais diferenças existem também em corpos rochosos como a Terra, cujo diâmetro equatorial é um pouco maior que o diâmetro polar, e esses corpos evidentemente não têm rotação diferencial, nesse caso a diferença está associada à formação do próprio corpo: quaisquer corpos em rotação que tenham uma certa viscosidade, como é o caso dos planetas em formação, tendem a aumentar seu diâmetro de forma ortogonal ao eixo de rotação, essa é uma propriedade da dinâmica dos corpos.

Envio: 18/05/2020

Nome: Henrique Dal Bo Campanilli

Cidade: Luiz Antônio, Sp

Resposta:
Não é! O termo "buraco" nesse contexto é impreciso. Tecnicamente, um buraco negro é um ponto no espaço (ou melhor, no espaço-tempo para usar o conceito da teoria da relatividade) cujo potencial gravitacional é tão intenso que nenhuma matéria ou energia (como a luz) pode sair dele. Usa-se "buraco negro" como uma analogia, fazendo-se referência a um local de onde não se pode sair. No mesmo sentido, poderia ser usada a expressão "poço sem fundo" por exemplo. Tecnicamente o mais correto é usar "singularidade gravitacional" ou então "objeto gravitacionalmente colapsado" para descrever um buraco negro, mas esse termo, que começou a ser usado nos anos 1960, tornou-se tão popular e conhecido pelos cientistas, jornalistas e divulgadores científicos que atualmente não é mais necessário usar os termos mais técnicos.

Envio: 08/05/2020

Nome: Renato

Cidade: São Paulo

Resposta:
É verdade, buracos negros são singularidades, não têm dimensões. Mas um parâmetro importante associado à massa de cada um que tem dimensões e pode ser perfeitamente calculado, é o chamado "horizonte dos eventos". Ele é o raio que define a região da qual nem a luz consegue escapar devido à intensidade do campo gravitacional. E o que distingue dois buracos negros de massa diferente? É o raio do horizonte dos eventos, quanto maior for a massa, maior será este raio. Assim, ainda que qualquer buraco negro seja uma singularidade, os raios dos horizontes dos eventos são distintos e proporcionais à massa de cada um.

Envio: 07/05/2020

Nome: Fernanda Tinti

Cidade: Praia Grande -Sp

Resposta:
Existem no mundo alguns serviços de monitoramento de asteroides. O mais ativo e mais conhecido é o CNEOS (Center for Near Earth Object Studies) da NASA, que tem como objetivos procurar, traçar as órbitas e descrever os asteroides que possam vir a significar risco para a Terra. Existe também uma colaboração internacional com o mesmo objetivo chamada "International Asteroid Warning Network". O que se faz nesses projetos é observação e monitoramento de objetos pequenos do sistema solar, procurando identificar aqueles que possam potencialmente se tornar riscos. Em termos específicos, esse tipo de pesquisa é feita através de imagens de campo largo sucessivas do céu. Comparando imagens da mesma região, objetos móveis destacam-se por "moverem-se" quando as imagens são superpostas. Assim que eles são detectados.

Envio: 06/05/2020

Nome: Stéfano Lopes Da Silva

Cidade: Rio De Janeiro

Resposta:
Esse objeto foi descoberto há muito pouco tempo e suas características ainda não são bem conhecidas. Também não é conhecida a quantidade deles que existe. Portanto é muito cedo para especular se tais objetos são tão abundantes assim que possam explicar a grande quantidade de matéria escura, cuja existência é inferida pelos seus efeitos gravitacionais

Envio: 04/05/2020

Nome: Marcos

Cidade: Lagoa Formosa, Mg

Resposta:
Sim, é verdade. O plano da trajetória da Lua em torno da Terra é inclinado de 5,2 graus em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. Essa diferença é pequena mas, se não existisse, a cada ciclo das fases da Lua teríamos sempre dois eclipses. A cada Lua Nova, a mesma se colocaria exatamente entre o Sol e a Terra e teríamos um eclipse solar. E a cada Lua Cheia a Terra se colocaria exatamente entre o Sol e a Lua e teríamos um eclipse lunar. Em outras palavras, a cada mês lunar, que é o ciclo das fases da lua, teríamos sempre dois eclipses. Devido a essa pequena diferença, os eclipses ocorrem apenas poucas vezes por ano, mas todos os anos eles ocorrem! Somando os eclipses solares e lunares, a cada ano ocorrem de 2 a 7 eclipses. Vale a pena lembrar também que o ciclo dos eclipses é conhecido há muito tempo, eles não ocorrem ao acaso.

Envio: 29/05/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
A produção de energia no Sol se dá no seu núcleo e não em todo o volume. A energia que vemos sendo emitida na superfície solar na forma de luz, ou seja, de fótons, se deslocou do núcleo até a superfície. O espectro do Sol apresenta realmente linhas de todos os elementos químicos, mas este é espectro da superfície solar, da fotosfera. Isso acontece porque a composição química do Sol reflete tudo o que existia na nebulosa protossolar de onde ele se formou: todos os elementos químicos que existem no Sol atualmente, bem como na Terra e nos demais corpos do sistema solar, já existiam na nebulosa protossolar antes dele se formar, por isso eles são detectados na superfície do Sol quando os fótons vindos do interior solar interagem com os átomos da fotosfera.

Envio: 19/05/2020

Nome: Ariel Inocêncio

Cidade: Campinas

Resposta:
Planetas, satélites e até as estrelas têm forma quase esférica, mas não exatamente. A razão para essa diferença não é apenas a rotação diferencial. Apenas os corpos gasosos como as estrelas e os planetas gigantes têm essa diferença por conta de existir rotação diferencial, ou seja, do equador girar um pouco mais rápido que os polos. Tais diferenças existem também em corpos rochosos como a Terra, cujo diâmetro equatorial é um pouco maior que o diâmetro polar, e esses corpos evidentemente não têm rotação diferencial, nesse caso a diferença está associada à formação do próprio corpo: quaisquer corpos em rotação que tenham uma certa viscosidade, como é o caso dos planetas em formação, tendem a aumentar seu diâmetro de forma ortogonal ao eixo de rotação, essa é uma propriedade da dinâmica dos corpos.

Envio: 07/05/2020

Nome: Fernanda Tinti

Cidade: Praia Grande -Sp

Resposta:
Existem no mundo alguns serviços de monitoramento de asteroides. O mais ativo e mais conhecido é o CNEOS (Center for Near Earth Object Studies) da NASA, que tem como objetivos procurar, traçar as órbitas e descrever os asteroides que possam vir a significar risco para a Terra. Existe também uma colaboração internacional com o mesmo objetivo chamada "International Asteroid Warning Network". O que se faz nesses projetos é observação e monitoramento de objetos pequenos do sistema solar, procurando identificar aqueles que possam potencialmente se tornar riscos. Em termos específicos, esse tipo de pesquisa é feita através de imagens de campo largo sucessivas do céu. Comparando imagens da mesma região, objetos móveis destacam-se por "moverem-se" quando as imagens são superpostas. Assim que eles são detectados.

Envio: 26/04/2020

Nome: Carlos Mario F. Neto

Cidade: Rio De Janeiro, Rj.

Resposta:
Os planetas jovianos, que em nosso sistema solar são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, de fato não têm superfície sólida. Uma sonda que se aproxime de um deles (como a sonda Galileo fez em Júpiter) verá a pressão atmosférica aumentando de forma contínua, até que o gás passe a se comportar como um líquido, depois um líquido denso, depois um sólido. Por convenção, a "superfície" destes planetas é definida como a altitude em que a pressão atmosférica é de um bar, ou 101 kPa, ou seja, a mesma pressão atmosférica da Terra ao nível do mar. Em Júpiter a sonda Galileo conseguiu transmitir dados até descer cerca de 146 km abaixo do nível de 1 bar até ser destruída pela pressão. O último valor de pressão medido foi de 22 bars, com temperatura de 153 C.

Envio: 11/04/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não existe uma correlação direta entre a intensidade do campo magnético e a atmosfera de um planeta. Tome os casos de Vênus e Marte por exemplo: enquanto Marte tem uma atmosfera muito tênue, com menos de 1% da pressão atmosférica terrestre, Vênus tem atmosfera muito espessa, com cerca de 93 vezes a pressão atmosférica da Terra. E os dois planetas têm baixíssimo campo magnético. Estima-se que a espessa atmosfera de Vênus originou-se a partir de uma atmosfera similar à da Terra na origem, gerada por degasagem das rochas que formaram o planeta. Mas como ele está bem mais próximo do Sol, o dióxido de carbono na atmosfera deve ter gerado um efeito-estufa descontrolado, que aqueceu ainda mais a atmosfera e por sua vez provocou a liberação de ainda mais gases a partir das rochas, chegando na situação que se encontra hoje. A temperatura na superfície de Vênus é tão quente (cerca de 467 C) que não existem diferenças entre inverno e verão, nem dos polos para o equador do planeta.

Envio: 19/03/2020

Nome: Antonio Lins Rolim Junior

Cidade: Recife

Resposta:
Não, esta possibilidade não existe porque as duas órbitas estão em ressonância. Este é um termo da mecânica celeste e indica que as órbitas são múltiplos uma da outra. Plutão e Netuno estão em ressonância 2:3, o que significa que a cada 2 órbitas de Plutão em torno do Sol, Netuno dá 3. A consequência desta propriedade é que as posições relativas dos planetas se repetem e eles nunca chegarão a colidir.

Envio: 19/03/2020

Nome: Antonio Lins Rolim Junior

Cidade: Recife

Resposta:
Não, as evidências observacionais de que o sistema solar tem o Sol e não a Terra no centro vieram historicamente de outras origens. O modelo heliocêntrico de Copérnico, formulado no começo do século 16, usava como argumento principal a simplicidade do novo modelo, que explicava de forma natural os movimentos dos planetas, tais como o movimento retrógrado dos mesmos no céu. Esse modelo não foi formulado a partir de observações astronômicas e sim das leituras e cálculos do autor sobre o movimento dos corpos celestes. As observações de Galileo mostrando o ciclo das fases de Vênus são outro bom exemplo, elas não podem ser explicadas através do modelo geocêntrico. Quanto ao movimento de precessão, ele pode ser usado para demonstrar que a Terra não é estática, seu eixo precessiona com período de 25.800 anos.

Envio: 10/03/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
O que define um planeta ser rochoso ou gasoso é a sua composição química e não a distância ao Sol. Nada impede que um planeta rochoso, de tipo terrestre, estivesse na mesma distância que Netuno está, que é aproximadamente 30 vezes maior que a distância Terra-Sol. Existem especulações de que talvez exista pelo menos um planeta de tipo terrestre além da órbita de Plutão Este corpo hipotético é chamado de Planeta X ou Planeta 9, mas sua existência ainda não foi comprovada. Dependendo da composição dos gases, um planeta assim poderia ter atmosfera, porém muito rarefeita e baixa, junto à superfície.

Envio: 16/02/2020

Nome: Tatiana Regina Da Silva Lustosa

Cidade: Praia Grande

Resposta:
Toda a energia emitida pelo Sol está na forma de fótons, sejam eles na faixa da luz visível ou em outras faixas como ultravioleta e infravermelho, e os fótons não necessitam nenhum meio para de deslocar, eles viajam pelo vácuo sem nenhum problema. É desta forma que toda a energia emitida pelo Sol chega à Terra e aos demais corpos do sistema solar.

Envio: 14/02/2020

Nome: Henrique Dal Bo Campanilli

Cidade: Luiz Antônio, Sp

Resposta:
A formação dos anéis nos planetas gigantes é um mecanismo bastante análogo à formação do disco planetário do sistema solar e de outros sistemas planetários extrassolares: a formação do disco se dá sempre num plano perpendicular ao eixo de rotação do corpo principal. Isso ocorre como consequência de uma propriedade física fundamental, a conservação do momentum angular: uma vez que o corpo está girando, a ejeção do material do disco será sempre pelo plano do equador e este material vai girar sempre conservando seu momentum angular, ou seja, no mesmo sentido e na mesma direção que o corpo principal gira.

Envio: 02/02/2020

Nome: Quimie Kamiyama

Cidade: Piracicaba

Resposta:
Todos os planetas do sistema solar formaram-se na mesma época, quando o próprio Sol se formou. Portanto não se pode invocar diferenças nas idades dos planetas para explicar diferentes condições dos mesmos. A grande diferença entre estes dois planetas está na massa e consequentemente na atmosfera de cada um: Vênus tem aproximadamente a massa da Terra e Mercúrio é muito menor, tem menos de 10% da massa de nosso planeta. Com essa pouca massa e a proximidade com o Sol, Mercúrio não reteve sua atmosfera após se formar. E como não tem a atmosfera para atuar como um "colchão" para atenuar as variações de temperatura, a mesma na superfície do planeta varia de cerca de 430 C durante o dia até -170 C durante a noite. Já em Vênus acontece o oposto: sua atmosfera é muito espessa e densa, de modo que a temperatura não varia do dia para a noite nem do equador para os polos, mantendo-se ao redor de 462 C sempre, fazendo que que ele seja o planeta mais quente do sistema solar.

Envio: 05/12/2019

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
A energia escura é detectada apenas em escalas muito grandes, da ordem dos aglomerados de galáxias. Já a matéria escura é detectada na escala de tamanho das galáxias. Assim sendo, caso existisse matéria escura no sistema solar, seria numa escala tão pequena que é indetectável e não desempenha nenhum papel na dinâmica do sistema solar, mas tudo leva a crer que ela só exista no halo das galáxias. Quanto à energia escura, esse nome é dado ao processo de aceleração da expansão do universo, sua verdadeira natureza ainda não é conhecida, mas como ela é detectável apenas em escalas muito grandes, certamente é insignificante (e provavelmente indetectável) na escala do sistema solar.

Envio: 19/11/2019

Nome: Ivan Nogueira

Cidade: Suzano-Sp

Resposta:
A cada 584 dias a posição de Vênus se repete para os observadores na Terra. Esse período, conhecido como "período sinódico" do planeta, é uma combinação da órbita da Terra em torno do Sol, que define o nosso ano, e da órbita de Vênus em torno do Sol, que é de 225 dias. Assim sendo, não existe uma época preferencial do ano para observar Vênus ao pôr do Sol que se repita todos os anos, pois a cada ano essa época será diferente em função do período sinódico de 584 dias, mas entre outubro de 2019 e maio de 2020 ele estará visível no início da noite.

Envio: 18/11/2019

Nome: George André Rodrigues Maia

Cidade: Campos Dos Goytacazes

Resposta:
Até hoje não foi encontrada nenhuma evidência de vida em Marte. Claro que o conhecimento de sua superfície é ainda muito limitado e não se conhece nada do subsolo marciano, mas até agora nenhuma evidência de vida presente ou passada (na forma de fósseis) foi encontrada. Será preciso aguardar mais exploração daquele planeta para ter-se uma resposta definitiva.

Envio: 04/11/2019

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Sim, porque esse valor depende da massa e da densidade do planeta, Cada planeta tem seu valor para a aceleração da gravidade. Veja no link abaixo uma tabela comparativa:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gravidade#Compara%C3%A7%C3%A3o_da_for%C3%A7a_da_gravidade_no_Sistema_Solar

Envio: 22/09/2020

Nome: José Eduardo De Lima

Cidade: Curitiba

Resposta:
Nebulosas planetárias são o produto da evolução das estrelas de massa baixa ou intermediária, até cerca de 8 vezes a massa do Sol. No final do seu ciclo evolutivo, essas estrelas ejetam suas camadas externas, que formam uma nebulosa planetária. Essas nebulosas se expandem com velocidades típicas de 30-40 km/s e têm em sua composição química os elementos produzidos pelo núcleo dessas estrelas ao longo de sua evolução, tais como hélio, carbono e nitrogênio. Já as nebulosas remanescentes de supernovas são formadas quando o núcleo de uma estrela de grande massa explode ao final do seu ciclo evolutivo. Essas nebulosas se expandem com velocidades muito maiores que as planetárias, em torno de 4000-5000 km/s e sua composição química inclui elementos mais pesados formados pela estrela progenitora, tais como ferro e outros mais pesados que este.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
A massa luminosa de uma galáxia é calculada a partir da chamada "relação massa-luminosidade". Essa é uma propriedade das estrelas, sabe-se que para produzir uma certa luminosidade, uma estrela deve ter uma determinada massa. Então medindo-se a luminosidade total de uma galáxia é possível estimar a massa de estrelas (ou seja, a massa luminosa) que produz aquela luminosidade. Deve-se notar que estamos aqui falando de "luminosidade", ou seja, do brilho intrínseco, tanto das estrelas como das galáxias. Não estamos falando do brilho aparente, que depende da distância.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
É possível observar galáxias jovens no universo distante, pois o limite da velocidade da luz faz com que observemos todas as galáxias muito distantes ainda muito jovens. Mas quando falamos do universo local, ou seja, na região do entorno da Via Láctea, dentro de distâncias relativamente pequenas em relação ao tamanho do universo observável, galáxias jovens são extremamente raras e mesmo assim suas pequenas idades são questionáveis. Alguns exemplos são DDO 68 (ou UGC 5340), cuja idade estimada está entre 200 e 900 milhões de anos, e I Zwicky 18, cuja idade estimada está entre 500 milhões e um bilhão de anos. Mas nos dois casos, essas idades pequenas não são unanimidade entre os astrônomos, há quem conteste que os dois sistemas sejam tão jovens assim. Ainda faltam dados observacionais para garantir a validade destes resultados.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
As galáxias vão crescendo aos poucos, por fusões, ao longo da história do universo. No caso das espirais, este crescimento por acréscimo de massa tem que ser relativamente lento, senão o disco estelar é destruído é a galáxia deixa de ser uma espiral. Assim sendo, dada a idade do universo e a taxa de fusões possíveis para manter uma galáxia espiral sem destruí-la, não se espera mesmo que existam galáxias espirais muito maiores do que a Via Láctea, por exemplo. As muito grandes são exceções. Outro ponto importante: a propriedade que melhor define uma galáxia é a massa e não o tamanho. Quando falamos de diâmetro de uma galáxia, estamos geralmente falando do disco estelar e o que conta é a massa.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não, como toda a informação viaja com a velocidade da luz, o limite do chamado "Universo Observável" é definido como a distância máxima cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Em consequência desta limitação, o raio do universo observável, centrado em nós evidentemente, é de aproximadamente 45-46 bilhões de anos-luz. Existem especulações sobre medidas que poderiam ser feitas para inferir de forma indireta o que poderia existir além deste limite, mas elas não têm nenhuma comprovação.

Envio: 01/06/2020

Nome: Mariza Martins

Cidade: Santo André - Sp

Resposta:
De fato, a distância entre a Via Láctea e Andrômeda está diminuindo, elas devem se encontrar em cerca de 5 bilhões de anos. Essas duas galáxias estão separadas por 2,5 milhões de anos-luz e nesta escala de distância, que os especialistas na estrutura do Universo chamam de "Universo local", não existe expansão. Os movimentos e as distâncias entre as galáxias são controlados pela atração gravitacional entre elas, por isso as duas galáxias se aproximam uma da outra. A expansão do universo só pode ser detectada em escalas muito maiores, de centenas de milhões de anos-luz. Em outras palavras, são os grandes aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros, porém dentro de cada um, as galáxias se movem de acordo com a força gravitacional e podem se aproximar entre si.

Envio: 29/05/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
A produção de energia no Sol se dá no seu núcleo e não em todo o volume. A energia que vemos sendo emitida na superfície solar na forma de luz, ou seja, de fótons, se deslocou do núcleo até a superfície. O espectro do Sol apresenta realmente linhas de todos os elementos químicos, mas este é espectro da superfície solar, da fotosfera. Isso acontece porque a composição química do Sol reflete tudo o que existia na nebulosa protossolar de onde ele se formou: todos os elementos químicos que existem no Sol atualmente, bem como na Terra e nos demais corpos do sistema solar, já existiam na nebulosa protossolar antes dele se formar, por isso eles são detectados na superfície do Sol quando os fótons vindos do interior solar interagem com os átomos da fotosfera.

Envio: 26/05/2020

Nome: Raul Weslley

Cidade: Parauapebas Pa

Resposta:
A escala de magnitudes foi determinada originalmente por Hiparco de Nicea há 2200 anos! Em termos modernos, ela é definida a partir do logaritmo do fluxo de energia que vem de uma estrela. Num serviço de respostas como este não é possível mostrar os cálculos que definem a escala, então veja mais detalhes aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnitude_(astronomia)

A determinação da distância ENTRE as estrelas requer um cálculo de triangulação, mas primeiro é necessário calcular-se a distância de cada uma dessas estrelas até nós. Isso é feito por uma técnica chamada 'paralaxe trigonométrica': usa-se a distância Terra-Sol como referência para se calcular a distância até uma estrela. Sabida a distância entre duas estrelas e nós, bem como o afastamento entre elas no céu, é possível calcular a distância entre as mesmas.

Envio: 22/05/2020

Nome: Newton

Cidade: Pelotas

Resposta:
Vemos muitas estrelas todas as noites mas não vemos sempre o centro da galáxia. O centro de nossa galáxia fica na direção da constelação de Sagitário e nós vemos essa região do céu apenas nos meses de inverno. No início e no final de cada ano a região do centro galáctico fica na direção do Sol e portanto não a vemos durante a noite. O fato de vermos muitas estrelas independente do centro da galáxia ser visível ou não durante a noite se deve ao fato que a órbita da Terra em torno do Sol tem raio extremamente pequeno se comparado com a espessura do disco de nossa galáxia. Em outras palavras, o sistema solar inteiro está sempre imerso no disco galáctico, portanto sempre veremos muitas estrelas, independente da época do ano. O chamado "anticentro" da galáxia, ou seja, a direção oposta ao centro para um observador na Terra, fica na direção da constelação do Cocheiro (ou Auriga, em latim)

Envio: 19/05/2020

Nome: Ariel Inocêncio

Cidade: Campinas

Resposta:
Planetas, satélites e até as estrelas têm forma quase esférica, mas não exatamente. A razão para essa diferença não é apenas a rotação diferencial. Apenas os corpos gasosos como as estrelas e os planetas gigantes têm essa diferença por conta de existir rotação diferencial, ou seja, do equador girar um pouco mais rápido que os polos. Tais diferenças existem também em corpos rochosos como a Terra, cujo diâmetro equatorial é um pouco maior que o diâmetro polar, e esses corpos evidentemente não têm rotação diferencial, nesse caso a diferença está associada à formação do próprio corpo: quaisquer corpos em rotação que tenham uma certa viscosidade, como é o caso dos planetas em formação, tendem a aumentar seu diâmetro de forma ortogonal ao eixo de rotação, essa é uma propriedade da dinâmica dos corpos.

Envio: 18/05/2020

Nome: Henrique Dal Bo Campanilli

Cidade: Luiz Antônio, Sp

Resposta:
Não é! O termo "buraco" nesse contexto é impreciso. Tecnicamente, um buraco negro é um ponto no espaço (ou melhor, no espaço-tempo para usar o conceito da teoria da relatividade) cujo potencial gravitacional é tão intenso que nenhuma matéria ou energia (como a luz) pode sair dele. Usa-se "buraco negro" como uma analogia, fazendo-se referência a um local de onde não se pode sair. No mesmo sentido, poderia ser usada a expressão "poço sem fundo" por exemplo. Tecnicamente o mais correto é usar "singularidade gravitacional" ou então "objeto gravitacionalmente colapsado" para descrever um buraco negro, mas esse termo, que começou a ser usado nos anos 1960, tornou-se tão popular e conhecido pelos cientistas, jornalistas e divulgadores científicos que atualmente não é mais necessário usar os termos mais técnicos.

Envio: 08/05/2020

Nome: Renato

Cidade: São Paulo

Resposta:
É verdade, buracos negros são singularidades, não têm dimensões. Mas um parâmetro importante associado à massa de cada um que tem dimensões e pode ser perfeitamente calculado, é o chamado "horizonte dos eventos". Ele é o raio que define a região da qual nem a luz consegue escapar devido à intensidade do campo gravitacional. E o que distingue dois buracos negros de massa diferente? É o raio do horizonte dos eventos, quanto maior for a massa, maior será este raio. Assim, ainda que qualquer buraco negro seja uma singularidade, os raios dos horizontes dos eventos são distintos e proporcionais à massa de cada um.

Envio: 07/05/2020

Nome: Fernanda Tinti

Cidade: Praia Grande -Sp

Resposta:
Existem no mundo alguns serviços de monitoramento de asteroides. O mais ativo e mais conhecido é o CNEOS (Center for Near Earth Object Studies) da NASA, que tem como objetivos procurar, traçar as órbitas e descrever os asteroides que possam vir a significar risco para a Terra. Existe também uma colaboração internacional com o mesmo objetivo chamada "International Asteroid Warning Network". O que se faz nesses projetos é observação e monitoramento de objetos pequenos do sistema solar, procurando identificar aqueles que possam potencialmente se tornar riscos. Em termos específicos, esse tipo de pesquisa é feita através de imagens de campo largo sucessivas do céu. Comparando imagens da mesma região, objetos móveis destacam-se por "moverem-se" quando as imagens são superpostas. Assim que eles são detectados.

Envio: 06/05/2020

Nome: Stéfano Lopes Da Silva

Cidade: Rio De Janeiro

Resposta:
Esse objeto foi descoberto há muito pouco tempo e suas características ainda não são bem conhecidas. Também não é conhecida a quantidade deles que existe. Portanto é muito cedo para especular se tais objetos são tão abundantes assim que possam explicar a grande quantidade de matéria escura, cuja existência é inferida pelos seus efeitos gravitacionais

Envio: 04/05/2020

Nome: Marcos

Cidade: Lagoa Formosa, Mg

Resposta:
Sim, é verdade. O plano da trajetória da Lua em torno da Terra é inclinado de 5,2 graus em relação ao plano da órbita da Terra em torno do Sol. Essa diferença é pequena mas, se não existisse, a cada ciclo das fases da Lua teríamos sempre dois eclipses. A cada Lua Nova, a mesma se colocaria exatamente entre o Sol e a Terra e teríamos um eclipse solar. E a cada Lua Cheia a Terra se colocaria exatamente entre o Sol e a Lua e teríamos um eclipse lunar. Em outras palavras, a cada mês lunar, que é o ciclo das fases da lua, teríamos sempre dois eclipses. Devido a essa pequena diferença, os eclipses ocorrem apenas poucas vezes por ano, mas todos os anos eles ocorrem! Somando os eclipses solares e lunares, a cada ano ocorrem de 2 a 7 eclipses. Vale a pena lembrar também que o ciclo dos eclipses é conhecido há muito tempo, eles não ocorrem ao acaso.

Envio: 22/09/2020

Nome: José Eduardo De Lima

Cidade: Curitiba

Resposta:
Nebulosas planetárias são o produto da evolução das estrelas de massa baixa ou intermediária, até cerca de 8 vezes a massa do Sol. No final do seu ciclo evolutivo, essas estrelas ejetam suas camadas externas, que formam uma nebulosa planetária. Essas nebulosas se expandem com velocidades típicas de 30-40 km/s e têm em sua composição química os elementos produzidos pelo núcleo dessas estrelas ao longo de sua evolução, tais como hélio, carbono e nitrogênio. Já as nebulosas remanescentes de supernovas são formadas quando o núcleo de uma estrela de grande massa explode ao final do seu ciclo evolutivo. Essas nebulosas se expandem com velocidades muito maiores que as planetárias, em torno de 4000-5000 km/s e sua composição química inclui elementos mais pesados formados pela estrela progenitora, tais como ferro e outros mais pesados que este.

Envio: 26/05/2020

Nome: Raul Weslley

Cidade: Parauapebas Pa

Resposta:
A escala de magnitudes foi determinada originalmente por Hiparco de Nicea há 2200 anos! Em termos modernos, ela é definida a partir do logaritmo do fluxo de energia que vem de uma estrela. Num serviço de respostas como este não é possível mostrar os cálculos que definem a escala, então veja mais detalhes aqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Magnitude_(astronomia)

A determinação da distância ENTRE as estrelas requer um cálculo de triangulação, mas primeiro é necessário calcular-se a distância de cada uma dessas estrelas até nós. Isso é feito por uma técnica chamada 'paralaxe trigonométrica': usa-se a distância Terra-Sol como referência para se calcular a distância até uma estrela. Sabida a distância entre duas estrelas e nós, bem como o afastamento entre elas no céu, é possível calcular a distância entre as mesmas.

Envio: 18/05/2020

Nome: Henrique Dal Bo Campanilli

Cidade: Luiz Antônio, Sp

Resposta:
Não é! O termo "buraco" nesse contexto é impreciso. Tecnicamente, um buraco negro é um ponto no espaço (ou melhor, no espaço-tempo para usar o conceito da teoria da relatividade) cujo potencial gravitacional é tão intenso que nenhuma matéria ou energia (como a luz) pode sair dele. Usa-se "buraco negro" como uma analogia, fazendo-se referência a um local de onde não se pode sair. No mesmo sentido, poderia ser usada a expressão "poço sem fundo" por exemplo. Tecnicamente o mais correto é usar "singularidade gravitacional" ou então "objeto gravitacionalmente colapsado" para descrever um buraco negro, mas esse termo, que começou a ser usado nos anos 1960, tornou-se tão popular e conhecido pelos cientistas, jornalistas e divulgadores científicos que atualmente não é mais necessário usar os termos mais técnicos.

Envio: 08/05/2020

Nome: Renato

Cidade: São Paulo

Resposta:
É verdade, buracos negros são singularidades, não têm dimensões. Mas um parâmetro importante associado à massa de cada um que tem dimensões e pode ser perfeitamente calculado, é o chamado "horizonte dos eventos". Ele é o raio que define a região da qual nem a luz consegue escapar devido à intensidade do campo gravitacional. E o que distingue dois buracos negros de massa diferente? É o raio do horizonte dos eventos, quanto maior for a massa, maior será este raio. Assim, ainda que qualquer buraco negro seja uma singularidade, os raios dos horizontes dos eventos são distintos e proporcionais à massa de cada um.

Envio: 06/05/2020

Nome: Stéfano Lopes Da Silva

Cidade: Rio De Janeiro

Resposta:
Esse objeto foi descoberto há muito pouco tempo e suas características ainda não são bem conhecidas. Também não é conhecida a quantidade deles que existe. Portanto é muito cedo para especular se tais objetos são tão abundantes assim que possam explicar a grande quantidade de matéria escura, cuja existência é inferida pelos seus efeitos gravitacionais

Envio: 27/04/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Em princípio todas as estrelas podem formar planetas em seu redor, porém tomando o único caso de vida que conhecemos, o da Terra, o tempo requerido para a vida evoluir é muito longo. No caso da Terra, a vida surgiu menos de um bilhão de anos após a formação do planeta, mas a vida complexa só surgiu mais de 3 bilhões de anos após o surgimento da Terra. Como existe uma imensa quantidade de alvos a serem escolhidos, a busca até agora tem se concentrado nas estrelas mais frias e de evolução mais lenta, e que portanto existem há mais tempo. Elas são as anãs tipo F,G,K. Mas, de novo, nada impede que essa busca seja futuramente estendida.

Envio: 10/04/2020

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Sim, caso a soma das massas das duas estrelas ultrapassar o limite de Tolman-Oppenheimer-Volkoff, um buraco negro pode ser formado a partir dum evento assim. Tais eventos devem produzir também fortes jatos de raios gama, bem como devem ser fontes de ondas gravitacionais.

Envio: 10/04/2020

Nome: Adriel

Cidade: Campina Grande

Resposta:
A radiação Hawking consiste na emissão de radiação por buracos negros, devido a efeitos quânticos. Sua existência ainda é controversa mas, caso existir, é imensamente pequena e apenas buracos negros supermassivos, aqueles que existem nos centros das galáxias, é que evaporariam por esse mecanismo. Buracos negros resultantes da evolução de estrelas perderiam tão pouca energia pelo efeito Hawking que essa perda seria compensada pela absorção de fótons da radiação cósmica de fundo. De qualquer forma, os fótons que um buraco negro emite por radiação Hawking se dispersam no meio interestelar, como qualquer outro fóton.

Envio: 01/04/2020

Nome: Sofia Inoue

Cidade: Rio Do Sul, Sc

Resposta:
Sim, sem problema. Magnetar é um tipo de estrela de nêutrons com intenso campo magnético, e estrelas de nêutrons são o estágio final de evolução de estrelas de grande massa. Nada impede que tais estrelas formem-se em sistemas binários. Na verdade existem sistemas binários nos quais um dos componentes já foi identificado como um magnetar.

Envio: 30/03/2020

Nome: Heber Leandro Nunes

Cidade: Recife

Resposta:
Não se pode esquecer que estrelas de nêutrons são a fase final de evolução de estrelas de grande massa, e todas elas têm campos magnéticos. Estes campos se conservam, eles não desaparecem com a evolução da estrela nem com o colapso dos núcleo estelar que dá origem a uma estrela de nêutrons. Esta é uma parte da resposta, os campos magnéticos já estavam lá! Outro ponto importante a considerar é que uma estrela de nêutrons não é composta exclusivamente por nêutrons. De acordo com os modelos, elas têm uma estrutura interna: a maior parte do volume das mesmas é de fato composta por nêutrons, mas as camadas mais externas, submetidas a pressão menor, têm elétrons, prótons e íons. Tais partículas formam um ambiente altamente condutivo que pode manter o campo magnético.

Envio: 27/03/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
As propriedades físicas gerais dos planetas ainda são temas de muita discussão, existem diversos modelos debatidos na literatura. De modo geral, um planeta com 5 vezes a massa da Terra é classificado como rochoso, uma "superterra". Vários planetas assim já foram identificados em torno de outras estrelas, o mais massivo é Kepler 10c com massa estimada entre 15 e 19 vezes a da Terra. Por outro lado, existem planetas gasosos que podem ter massa muito pequena, o menor até agora identificado é Kepler 138d, com massa similar à da Terra. Em outras palavras, saber apenas a massa não é suficiente para determinar as condições físicas de um exoplaneta.

Envio: 20/03/2020

Nome: Antonio Roberto Rabitti

Cidade: São Paulo

Resposta:
De fato, elas brilham mesmo! Emitem radiação eletromagnética não apenas na faixa visível mas também em outras como raios X e raios gama. A origem dessa radiação está na turbulência e nos intensos campos magnéticos que as superfícies destes objetos têm. Nestas condições, o material é excitado por um processo chamado reconexão magnética, quando as linhas de força do campo magnético são continuamente interrompidas e reconectadas. Este processo acelera as partículas a velocidades muito próximas à da luz, e quando elas se desexcitam por colisões, a energia é emitida na forma de radiação eletromagnética.

Envio: 19/03/2020

Nome: Henrique Rozmyslak

Cidade: São Paulo

Resposta:
Híperons são partículas elementares compostas de pelo menos um quark do tipo "estranho", um dos 6 tipos de quarks existentes de acordo com o modelo-padrão das partículas elementares. De acordo com os modelos de evolução estelar, tais partículas devem existir nos núcleos das estrelas de nêutrons e sua existência estabelece limites de massa para estas estrelas que são compatíveis com os valores observados.

Envio: 04/03/2020

Nome: Heber Leandro Nunes

Cidade: Recife-Pe

Resposta:
A maioria das anãs brancas tem temperatura superficial entre 8000 e 40.000 K. Em função de sua massa, estima-se que a temperatura do Sol nesta fase estará entre 10-12 mil K. O tempo para uma anã branca esfriar totalmente e sua temperatura chegar naquela do meio interestelar é extremamente longo. Estima-se que uma estrela da massa do Sol leve entre centenas de trilhões de anos para atingir essa fase, mas mesmo estas estimativas podem ser muito conservadoras. Outros modelos indicam tempos ainda maiores.

Envio: 27/02/2020

Nome: Ivan Nogueira

Cidade: Suzano -Sp

Resposta:
Sim, todas as estrelas visíveis a olho nu são de nossa galáxia. Os únicos objetos extragalácticos que se pode ver a olho nu são a galáxia de Andrômeda, que aparece como uma manchinha difusa em forma de amêndoa, e as duas Nuvens de Magalhães, que são galáxias-satélite da Via Láctea. Entre nossa galáxia e Andrômeda existem sim estrelas "desgarradas", provavelmente ejetadas de nossa galáxia ou da própria Andrômeda por interações gravitacionais. Já foram contadas mais de 600 estrelas entre as duas galáxias. Esse tipo de objeto recebe o nome de estrela intergaláctica.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não, como toda a informação viaja com a velocidade da luz, o limite do chamado "Universo Observável" é definido como a distância máxima cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Em consequência desta limitação, o raio do universo observável, centrado em nós evidentemente, é de aproximadamente 45-46 bilhões de anos-luz. Existem especulações sobre medidas que poderiam ser feitas para inferir de forma indireta o que poderia existir além deste limite, mas elas não têm nenhuma comprovação.

Envio: 01/06/2020

Nome: Mariza Martins

Cidade: Santo André - Sp

Resposta:
De fato, a distância entre a Via Láctea e Andrômeda está diminuindo, elas devem se encontrar em cerca de 5 bilhões de anos. Essas duas galáxias estão separadas por 2,5 milhões de anos-luz e nesta escala de distância, que os especialistas na estrutura do Universo chamam de "Universo local", não existe expansão. Os movimentos e as distâncias entre as galáxias são controlados pela atração gravitacional entre elas, por isso as duas galáxias se aproximam uma da outra. A expansão do universo só pode ser detectada em escalas muito maiores, de centenas de milhões de anos-luz. Em outras palavras, são os grandes aglomerados de galáxias que estão se afastando uns dos outros, porém dentro de cada um, as galáxias se movem de acordo com a força gravitacional e podem se aproximar entre si.

Envio: 09/04/2020

Nome: Adriel

Cidade: Campina Grande

Resposta:
Todos os elementos químicos são sintetizados nos núcleos das estrelas, elas são as únicas fábricas de átomos que existem. Mas esses átomos são fabricados a partir do hidrogênio (e parte do hélio) que existe desde a origem do universo. Não existe mais transformação em larga escala de energia em matéria como ocorreu nos instantes iniciais do universo. Por outro lado, ao longo da evolução das estrelas uma pequena fração de sua massa é transformada em energia, este é o princípio da fusão nuclear, que é a fonte de energia das estrelas. Porém essa fração é muito pequena e não altera na prática o balanço de massa/energia do universo.

Envio: 06/04/2020

Nome: Anderson Ramos Dos Santos

Cidade: Foz Do Iguaçu

Resposta:
Não, a singularidade de um buraco negro é uma concentração extrema de massa, como previsto inicialmente pela teoria da relatividade geral e depois comprovado pela observação de objetos reais. Já a singularidade que deu origem ao universo não envolvia matéria em seu princípio e, mais importante ainda, dá origem à matéria e à energia do universo todo. A diferença é complexa e só pode ser demonstrada pela solução das equações de campo da relatividade geral que compõem o chamado modelo-padrão de Friedman-Robertson-Walker.

Envio: 15/03/2020

Nome: Vitor

Cidade: Palotina, Pr

Resposta:
Sim, de acordo com os modelos de evolução do universo primitivo, as primeiras frações de segundo após o Big Bang, as quantidades de matéria e antimatéria produzidas eram iguais. Elas tendem a se aniquilar mutuamente e desse processo de aniquilação resulta apenas energia, ou seja, fótons. O que aconteceu naqueles instantes iniciais do universo foi que o processo de criação e aniquilação dos pares partícula-antipartícula resultou numa pequena assimetria: uma pequena fração de matéria "sobrou" sem ter sido aniquilada e é essa pequena fração que constitui todo o universo que conhecemos. A razão dessa assimetria ainda é tema de muita pesquisa e não existe um consenso sobre a explicação. Atualmente a fração de antimatéria no universo é infinitamente pequena, as antipartículas produzidas nas reações nucleares são quase que imediatamente aniquiladas. É o caso dos anti-elétrons, também denominados pósitrons. Eles são produzidos em reações nucleares dentro de reatores, mas desaparecem por aniquilação em frações de segundo.

Envio: 28/02/2020

Nome: Heber Leandro Nunes

Cidade: Recife

Resposta:
Para entender essa diferença é preciso invocar um conceito da teoria da relatividade geral chamado "distância comóvel". Em síntese, a distância entre dois objetos muito distantes entre si não pode ser determinada apenas pelo afastamento geométrico entre os pontos, é preciso considerar também que o universo se expandiu desde que a luz saiu de um determinado ponto e chegou até nós, assim como a geometria do universo em larga escala. O limite de aproximadamente 46 bilhões de anos-luz centrado em nós é defido pela máxima distância que um raio de luz se deslocou no universo, que está em contínua expansão, e chegou até a Terra.

Envio: 05/02/2020

Nome: Adolfo Larson

Cidade: São Paulo

Resposta:
O Princípio Cosmológico diz que em dimensões suficientemente grandes, o Universo é homogêneo (não existem lugares especiais) e isotrópico (não existem direções especiais). O raio mínimo para a homogeneidade e a isotropia valerem é de 250 milhões de anos-luz. A partir desta escala, o Princípio Cosmológico é válido.

Envio: 30/01/2020

Nome: Leonardo Machado

Cidade: Nova Venécia, Es

Resposta:
A teoria da relatividade geral diz que a matéria não pode se deslocar com velocidade igual ou maior que a da luz, e apenas os fótons podem chegar a essa velocidade se estiverem no vácuo.
Mas a expansão do universo não viola a relatividade geral pois nesse caso não se trata de matéria se expandindo e sim do próprio espaço. A diferença é sutil mas importante: no caso da expansão do universo não existe matéria "viajando" pelo espaço e sim o próprio espaço que está se expandindo. Por outro lado, a luz das estrelas, essa sim viajando através do espaço, pode chegar até nós sem problemas se deslocando evidentemente com a velocidade da luz. Isso só deixa de acontecer no chamado "limite do universo observável", que é definido como a distância máxima cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Esse limite é de 46 bilhões de anos-luz e marca a fronteira do que pode ser visto por nós.

Envio: 12/01/2020

Nome: Kim

Cidade: São Paulo

Resposta:
Essa é uma hipótese muito especulativa, que ainda não foi respondida de forma definitiva. Existe a possibilidade que a singularidade que chamamos de Big Bang, ou seja, a origem de nosso universo, tenha ocorrido após o colapso de um universo prévio, num ciclo talvez infinito de expansões (como a que nosso universo vive agora) e de contrações que resultariam em concentrar toda a matéria, energia e espaço num ponto, ou seja, em outro Big Bang. Mas esta hipótese ainda está longe de ser provada.

Envio: 12/12/2019

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Essas detecções são feitas apenas de modo indireto. Sabe-se que a matéria escura existe porque ela exerce influência gravitacional sobre a matéria visível. A forma da curva de rotação das galáxias espirais é uma evidência clara de que uma grande fração da massa das mesmas não emite radiação eletromagnética, portanto é matéria escura. Já a existência da energia escura é inferida a partir da aceleração da expansão do universo: o fato de tal aceleração existir indica a ação de uma energia que exerce força contrária à gravidade, acelerando a expansão que deveria ser desacelerada em consequência da força gravitacional. Essa energia convencionou-se chamar de "escura".

Envio: 18/11/2019

Nome: Carina

Cidade: Curitiba Pr

Resposta:
Não existe uma definição formal de Universo com a qual todos concordem. Ele é entendido como o conjunto completo de todo o espaço e tempo, com todo o seu conteúdo de matéria e energia, incluindo as leis físicas que descrevem este conteúdo. Mas essa é uma definição resumida, em textos de filosofia é possível encontrar diversas definições correlatas.

Envio: 14/11/2019

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Em outras palavras, você pergunta se existe gravidade negativa. A resposta é não. A gravidade é uma força exclusivamente atrativa.

Envio: 05/11/2019

Nome: Renato Dos Santos Marques

Cidade: Belo Jardim - Pernambuco

Resposta:
Essas questões ainda estão muito longe de terem respostas definitivas. Existem apenas hipóteses nesse sentido mas não foram confirmadas. De acordo com as teorias cosmológicas atuais, o Big Bang foi único e ocorreu há cerca de 13,8 bilhões de anos. Existem evidências observacionais sólidas que confirmam esse evento, tais como a expansão do universo e a existência da radiação cósmica de fundo. A partir desse evento, a chamada "expansão inflacionária", um processo de expansão exponencial extremamente grande e muito rápida que ocorreu uma pequena fração de segundo após o Big Bang, pode ter resultado na criação de múltiplos universos com leis físicas diferentes. Tais universos teoricamente poderiam se tocar e existem até especulações sobre se tais "toques" já foram ou não detectados na forma de assimetrias na radiação cósmica de fundo detectadas em regiões muito remotas do universo observável, porém estamos ainda no campo das hipóteses, esses resultados ainda não foram comprovados.

Envio: 02/10/2019

Nome: Felipe Costa

Cidade: São Paulo

Resposta:
Buracos negros primordiais são objetos hipotéticos. Sua existência foi prevista já há muito tempo como consequência da própria origem do universo, porém ainda não há nenhuma evidência observacional que comprove tal hipótese. A procura por tais objetos faz parte dos estudos sobre buracos negros que vem sendo feitos regularmente e que já resultaram na identificação de inúmeros desses objetos, porém todos eles são de origem estelar ou então buracos negros supermassivos nos centros de galáxias. Até hoje não houve comprovação da existência de nenhum buraco negro primordial, mas a busca continua.

Envio: 02/10/2019

Nome: Francisco Ademio De Oliveira

Cidade: Manaus

Resposta:
Esse é um tema complexo e não existe uma resposta definitiva, pela simples razão de que não se conhece ainda a verdadeira natureza da energia escura. Não é impossível que ocorra sim uma violação no princípio da conservação da energia, porém segundo os especialistas tal violação seria aceitável em condições muito distantes de nossa experiência cotidiana, como por exemplo nas teorias de gravitação quântica que explicariam o universo primordial.

Envio: 22/05/2020

Nome: Newton

Cidade: Pelotas

Resposta:
Vemos muitas estrelas todas as noites mas não vemos sempre o centro da galáxia. O centro de nossa galáxia fica na direção da constelação de Sagitário e nós vemos essa região do céu apenas nos meses de inverno. No início e no final de cada ano a região do centro galáctico fica na direção do Sol e portanto não a vemos durante a noite. O fato de vermos muitas estrelas independente do centro da galáxia ser visível ou não durante a noite se deve ao fato que a órbita da Terra em torno do Sol tem raio extremamente pequeno se comparado com a espessura do disco de nossa galáxia. Em outras palavras, o sistema solar inteiro está sempre imerso no disco galáctico, portanto sempre veremos muitas estrelas, independente da época do ano. O chamado "anticentro" da galáxia, ou seja, a direção oposta ao centro para um observador na Terra, fica na direção da constelação do Cocheiro (ou Auriga, em latim)

Envio: 04/05/2020

Nome: Maria Clara

Cidade: Fortaleza

Resposta:
Sim, as constelações do zodíaco, ou seja, aquelas sobre as quais o Sol transita ao longo do ano, são visíveis de todo o Brasil. Na verdade, como elas estão próximas do equador celeste, são visíveis praticamente do mundo todo, só é necessário escolher a época correta do ano para localizar cada uma delas. A partir de qualquer estado do Brasil é possível ver o Escorpião, mas esta é uma constelação melhor visível na metade do ano. Na época atual (início de maio) ela nasce no horizonte leste em torno das 20hs e fica visível a noite toda.

Envio: 26/03/2020

Nome: Mateus Novais

Cidade: Arapongas

Resposta:
A atmosfera da Terra sempre atua como um "véu", obscurecendo parcialmente a luz das estrelas. Em locais mais escuros e secos como o deserto do Atacama o efeito será menor, mas sempre existirá pela simples razão que a atmosfera está sempre presente. Um observador acima da atmosfera da Terra sempre verá mais estrelas que alguém no solo, não importa onde esteja.

Envio: 11/02/2020

Nome: Thainara Lorena

Cidade: Brasília - Df

Resposta:
Como a maioria dos telescópios profissionais de uso múltiplo, o Hubble tem vários tipos de instrumentos. Para cada projeto científico, um instrumento específico é selecionado. Ele tem duas câmeras para fazer imagens dos alvos em estudo, dois espectrógrafos para analisar a luz em função do seu comprimento de onda, e também tem três interferômetros que servem para o apontamento do telescópio.

Envio: 17/01/2020

Nome: Matheo Angelo

Cidade: Fortaleza, Ce

Resposta:
Há várias décadas já que os astrônomos profissionais não "ficam olhando" pelo telescópio. As imagens são registradas por câmeras profissionais e existem várias técnicas de análise automática de dados astronômicos que envolvem diversos problemas: existem determinações automáticas de posição, de brilho, de variabilidade, etc. Um bom exemplo é a classificação de galáxias: atualmente os telescópios automáticos registram imagens de milhares de galáxias por noite e seria impossível classificá-las manualmente. Existem sistemas automáticos baseados em programas de computador com inteligência artificial que fazem o tratamento dos dados e a classificação das galáxias.

Envio: 07/01/2020

Nome: Letícia Knecht

Cidade: Porto Alegre

Resposta:
O satélite TESS está aqui junto a nós, em órbita da Terra, numa distância menor que a da Lua. Ele tem a capacidade de descobrir planetas em estrelas próximas justamente porque faz suas observações acima da atmosfera da Terra. No caso dos telescópios instalados no solo, a atmosfera atua como um "véu" que limita a qualidade das observações astronômicas, por isso alguns tipos de medidas só podem ser feitas a partir de telescópios instalados em satélites, como estas feitas pelo TESS.

Envio: 18/12/2019

Nome: Matheo Angelo

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
A construção de um telescópio profissional envolve diversos ramos da engenharia, tais como civil e estrutural (prédios e rodovias de acesso), mecânica (a estrutura do telescópio e do domo) e eletrônica (todos os sistemas de controle). Além dos engenheiros, são necessários especialistas em óptica para o projeto do telescópio e de seus equipamentos tais como espectrógrafos e fotômetros, que normalmente são astrônomos ou físicos. Também são necessários especialistas em informática e todas as demais especialidades envolvidas em construções e instalações tais como eletricidade, hidráulica, etc. Para os telescópios espaciais, além destes são necessários os especialistas em todas as áreas ligadas à astronáutica, tais como projeto e construção de foguetes lançadores, mecânica orbital e telecomunicações.

Envio: 08/11/2019

Nome: Rallian Madeira

Cidade: Morro Da Fumaça, Sc

Resposta:
Observar constelações do hemisfério norte não depende da época do ano, depende apenas da latitude do observador. Quanto mais para o sul ele estiver, menor será a fração do visível do céu do hemisfério norte. Por exemplo: para um observador que estiver em Porto Alegre, na latitude 30 graus sul, uma constelação que estiver 40 graus ao norte do equador celeste estará a 70 graus do zênite, ou seja, 20 graus acima do horizonte norte. Já uma constelação que estiver a 60 graus norte estará na linha do horizonte para este observador em Porto Alegre. Para comparar, um observador que esteja em Maceió, 11 graus ao sul do equador, poderá observar objetos celestes que estejam até 79 graus ao norte do equador celeste. Já um observador em Belém do Pará, que está sobre a linha do equador, poderá observar toda a esfera celeste.

Envio: 01/11/2019

Nome: Aline Couto A. S. Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
Não, devido às características do foco do telescópio. Nestes instrumentos o foco é sempre projetado para visualizar o céu, é o que se chama em óptica de "foco infinito", ou seja, ele só faz foco em objetos muitos distantes do espelho. Assim sendo, a estrutura do espelho secundário não é vista pelo primário. Pode-se fazer uma analogia com um grão de poeira nos óculos de alguém: a pessoa não vai ver um ponto preto tapando uma região do campo de visão porque o foco do olho é muito mais distante. A única ressalva é que a área efetiva do espelho primário é um pouco reduzida por conta da obstrução de parte da mesma pela estrutura do secundário.

Envio: 03/10/2019

Nome: Felipe Costa

Cidade: São Paulo

Resposta:
O problema fundamental foi o tamanho. Era necessário escolher um alvo cujas dimensões angulares, ou seja, o diâmetro aparente visto da terra, permitissem fazer a imagem. De todos os candidatos, o buraco negro de M87 era o mais adequado, melhor mesmo que o buraco negro central da Via Láctea, que mesmo estando muito mais próximo, é menor em termos de diâmetro aparente já que tem massa muito menor. Ainda assim, obter essa imagem foi uma proeza técnica muito difícil já que o tamanho angular do buraco negro de M87 equivale ao de uma laranja na Lua.

Envio: 01/09/2019

Nome: Espedito Rabelo Dasilva

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não se pode confundir o poder de resolução obtido com interferometria óptica com a capacidade de captar luz obtida com grandes espelhos. O conjunto VLT no modo interferométrico permite obter imagens com poder de resolução equivalente ao de um telescópio com 200 metros de diâmetro (que é a separação máxima entre as unidades do conjunto), PORÉM a quantidade de energia captada, ou seja, a quantidade de luz, é aquela obtida pela soma das áreas dos telescópios. Normalmente o modo interferométrico usa 2 unidades grandes e um dos telescópios auxiliares de 1,8 metros, ou então um grande e dois auxiliares, mas mesmo se fossem usadas as 4 unidades de 8,2 metros, ainda assim a energia captada seria muito menor (cerca de 6 vezes menor) do que o ELT irá captar com seus 39 metros de diâmetro. Essa é a diferença fundamental.

Envio: 23/08/2019

Nome: Simone Coan

Cidade: Sinop/Mt

Resposta:
Esse tipo de comportamento do brilho aparente das estrelas é resultado da própria atmosfera da Terra. Não existem estrelas ou quaisquer outros objetos celestes cujo brilho varie de forma tão rápida que se possa observar assim. Tal tipo de observação é bem comum em épocas do ano em que o ar está muito seco ou que existam muitas queimadas, pois nesses casos a ocorre muita turbulência no ar e o resultado é que o brilho das estrelas parece variar muito. Esse efeito é particularmente forte para objetos que estão baixos no céu, próximos do horizonte, já que nesses casos a luz dos mesmos atravessa uma espessura maior da atmosfera e o efeito é reforçado.

Envio: 03/08/2019

Nome: Edson Ferreira Da Silva

Cidade: São Paulo

Resposta:
Os corpos celestes têm cor sim! A título de exercício, experimente olhar com atenção as estrelas numa noite limpa e sem Lua. Você verá que algumas são mais avermelhadas e outras mais azuladas. Quando se olha um corpo celeste tal como uma estrela, uma nebulosa ou uma galáxia, em geral as cores são muito tênues, mas isso tem a ver com a resposta de nossos olhos às cores. Como a luminosidade é muito pequena, nossos olhos tendem sempre a distinguir mais as variações de brilho do que as cores, a fisiologia dos olhos é assim. Com câmeras fotográficas obtêm-se respostas muito melhores para cores e além disso muitas vezes as imagens que aparecem na imprensa têm suas cores reforçadas. Também é comum colocar cores fortes e contrastantes para faixas de comprimento de onda que nossos olhos não vêm, tais como ultravioleta ou infravermelho. Por isso mesmo o ideal seria que as imagens tivessem sempre uma explicação do significado de cada cor; em artigos de revistas técnicas de astronomia, essa é a praxe: sempre existe uma explicação do que significa cada cor.

Envio: 01/08/2019

Nome: Edson Ferreira Da Silva

Cidade: São Paulo

Resposta:
O telescópio Hubble não tem órbita geoestacionária, nem precisa ter pois essa órbita só é necessária para satélites que apontam sempre para a mesma direção na Terra, não no espaço. Os telescópios terrestres também necessitam corrigir seu apontamento em função dos movimentos da Terra; em relação à rotação essa correção é feita com o telescópio movendo-se lentamente de modo a acompanhar ao longo de algumas horas o alvo que está sendo observado. E em relação à translação esse acompanhamento é feito selecionando-se alvos visíveis durante a noite em diferentes épocas do ano. No caso do telescópio espacial, o apontamento dos alvos é feito por distintos sensores atuando juntos para definir referências de direção: ele usa sensores que usam a posição do Sol e a orientação do campo magnético da Terra (como uma bússola) para se orientar. Ele também usa um conjunto de estrelas de referência para definir e fixar posições e um sistema de giroscópios para estabilizar o telescópio enquanto aponta para um alvo específico. Atuando dessa forma, a órbita em torno da Terra não causa nenhum problema no apontamento, assim como os movimentos da Terra podem ser facilmente compensados em telescópios terrestres.

Envio: 17/07/2019

Nome: Ivan

Cidade: Suzano-Sp

Resposta:
A estrela polar fica na direção do polo celeste norte. Ela só pode ser vista por observadores que estejam ao norte do equador. Aqui no Brasil, apenas no extremo da região Norte ela pode ser vista.

Envio: 20/01/2020

Nome: Matheo Angelo

Cidade: Fortaleza, Ce

Resposta:
Astrobiologia é um tema interdisciplinar. Ele envolve profissionais com distintas origens tais como astronomia, física, química e biologia. Para seguir carreira acadêmica nessa área o importante é fazer pós-graduação "stricto sensu", ou seja, mestrado e doutorado, na área. No Brasil existem poucas instituições com grupos de pesquisa em astrobiologia, mas aqui na Universidade de São Paulo temos um grupo de pesquisas bastante ativo nesta área.

Envio: 18/11/2019

Nome: Isabelle Aristeu

Cidade: Resende, Rj

Resposta:
Astrônomo amador é aquela pessoa que tem outra atividade profissional e dedica-se à astronomia apenas por satisfação pessoal, como um hobby. O astrônomo profissional, ao contrário, tem na astronomia a sua profissão, ou seja, recebe o seu salário pela atividade profissional como astrônomo.

Envio: 03/09/2019

Nome: Vitor Cazarotti Venante

Cidade: Itapoá, Sc

Resposta:
Essa possibilidade existe sim. A seleção para ingresso nos programas de pós-graduação em astronomia requer fundamentalmente conhecimentos de física e matemática. Alguns dos bons programas de pós-graduação em astronomia do Brasil estão em instituições que não têm graduação em astronomia, como no caso das universidades federais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, dentre outras. Nesses casos, praticamente todos os pós-graduandos vêm da física. Não existe nenhuma diferença na formação ou na credibilidade de um pesquisador da área de astronomia por ele ser oriundo de uma graduação em física ou em astronomia, o que vai definir a qualidade de sua formação é o programa de pós-graduação no qual ele/ela fez mestrado e doutorado.

Envio: 23/11/2018

Nome: César Gomes Cardoso

Cidade: Teresina, Pi

Resposta:
Para quem já tem bons conhecimentos de física ao nível da graduação, a sequência normal é fazer uma pós-graduação em astronomia, optando por um tema específico de pesquisa dentro da área. Caso tratar-se de alguém que não deseje uma formação tão aprofundada, o IAG oferece cursos de extensão. Um deles, chamado "Introdução à Astronomia e à Astrofísica" é destinado especificamente a graduados e graduandos na área das ciências exatas. E para aqueles que preferem uma formação autodidata, existem também bons livros de introdução à astronomia que cada um pode estudar no seu próprio ritmo.

Envio: 27/10/2018

Nome: Lucas Gomes

Cidade: São Paulo

Resposta:
Após concluído o bacharelado o astrônomo se especializa numa área específica através de um programa de pós-graduação, fazendo mestrado e doutorado naquela área. Não é usual que uma pessoa faça duas pós-graduações em áreas diferentes, até porque um programa de pós-graduação toma muito tempo e requer muito trabalho.

Envio: 25/09/2018

Nome: Julia

Cidade: Passo Fundo - Rs

Resposta:
O ingresso para o Programa de Pós-Graduação em Astronomia do IAG/USP é feito através de um exame de admissão. Este exame atualmente é o EUF (Exame Unificado das Pós-Graduações em Física), elaborado e aplicado a nível nacional simultaneamente. Nada impede que pessoas de qualquer área prestem o exame, mas ele foi concebido para avaliar conhecimentos de física e matemática compatíveis com o bacharelado em física, matemática ou astronomia. Para maiores informações sobre a admissão em nosso programa de pós-graduação, veja aqui:
http://www.iag.usp.br/pos/node/55

Envio: 26/03/2018

Nome: Maria Eduarda Meneses

Cidade: Embu Das Artes,Sp

Resposta:
Na USP não existe um juramento específico para o bacharelado em astronomia. Por ocasião da formatura, os formandos fazem o mesmo juramento das outras áreas científicas, jurando trabalhar pelo progresso da ciência no Brasil.

Envio: 12/03/2018

Nome: Gabriel

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
Para ver em detalhes como funciona o nosso programa de pós-graduação em astronomia, veja as páginas do mesmo: http://www.iag.usp.br/pos/node/55 Nessas páginas você encontra uma descrição do programa, as regras de ingresso e as regras de concessão de bolsas de estudo.

Envio: 10/01/2018

Nome: Giovanna Alyssa Marques Da Silva

Cidade: Santo André, Sp

Resposta:
A opção por uma carreira profissional é sempre difícil e sujeita a incertezas. "Valer a pena" é um conceito muito pessoal e não é possível dar uma única resposta. Temos em nosso curso muitos alunos extremamente satisfeitos e outros que já concluíram o curso e agora seguem sua carreira. Por outro lado, existem também alguns que experimentaram e depois preferiram optar por outro caminho. Nossa sugestão é que você visite o IAG numa de nossas atividades abertas, ou entre em contato e converse com os estudantes e professores, procurando conhecer melhor o curso e a atividade profissional. Isso permitirá a você tomar uma decisão mais segura.

Envio: 04/12/2017

Nome: Elaine Caires Costa

Cidade: São Paulo, Sp

Resposta:
Desde 2016 a seleção para o ingresso no programa de pós-graduação em astronomia do IAG/USP é feito pelo Exame Unificado de Física (EUF), que seleciona os interessados para a maioria dos programas de pós-graduação em física do Brasil. Em princípio nada impede que uma pessoa com licenciatura em física faça o exame, mas as questões são elaboradas para candidatos que tenham formação de bacharelado em física, em matemática ou em astronomia. Veja maiores detalhes sobre o EUF aqui:
http://portal.if.usp.br/pg/pt-br/exame-unificado-de-ingresso-euf

Envio: 03/12/2017

Nome: Sonny Anderson

Cidade: Camaçari/Ba

Resposta:
A NASA é uma agência de pesquisas do governo dos Estados Unidos. Ela aceita pesquisadores de outros países desde que sejam bastante qualificados. O caminho para chegar lá é começar seus estudos no Brasil, numa área de interesse deles como física, astronomia ou algumas especialidade da engenharia. Depois a formação continua com a pós-graduação (mestrado e doutorado) e a pessoa se torna um especialista num campo de pesquisa. Aí então pode-se pleitear uma colocação num dos institutos de pesquisa da NASA. É um caminho longo mas não é impossível, tem diversos brasileiros trabalhando lá.

Envio: 02/11/2017

Nome: Cármen Eloise

Cidade: São Paulo

Resposta:
Em princípio sim, nada impede que uma pessoa com graduação em outra área que não seja astronomia, física ou matemática entre em nosso programa de pós-graduação. A partir do início de 2017 o ingresso no Programa de Pós-Graduação em Astronomia do IAG é feito através do Exame Unificado das Pós-Graduações em Física (EUF), quem for aprovado no mesmo está admitido no programa, não importando a sua faculdade de origem. Como o programa foi concebido para avaliar conhecimentos de Física e Matemática, quem tiver formação na área de exatas terá mais facilidade em se preparar para o mesmo.

Envio: 09/09/2017

Nome: Mariana

Cidade: São Gonçalo, Rj.

Resposta:
Essa questão pode ser feita para todas as áreas das ciências. Fazer pesquisa em qualquer área implica em conhecer essa área profundamente, saber quais são os problemas em aberto a abordar um deles. As atividades de pesquisa em astronomia são feitas em grupos de pesquisa, que estão nas universidades onde existe pesquisa na área ou nas instituições de pesquisa governamentais da área tais como o Laboratório Nacional de Astrofísica, o Observatório Nacional ou o INPE.

Envio: 09/08/2017

Nome: Luiza

Cidade: Rio De Janeiro

Resposta:
Ao longo do curso de astronomia os estudantes têm sim possibilidades de aprofundar seus conhecimentos. Isso não se dá na forma de estágios em outras instituições mas em programas de iniciação científica dentro do próprio Departamento de Astronomia, trabalhando com professores de distintas linhas de pesquisa. Após a formatura a maioria dos estudantes prossegue seus estudos em programas de pós-graduação mas alguns vão trabalhar em atividades de divulgação em planetários ou centros de ciência.

Envio: 02/06/2017

Nome: Katia

Cidade: Belém Pa

Resposta:
O ingresso no programa de pós-graduação em astronomia do IAG/USP é feito através de um exame de seleção. Esse exame envolve conteúdos de matemática e física compatíveis com o programa do Bacharelado em Astronomia e do Bacharelado em Física. Pessoas com formação em outras áreas podem sim prestar o exame de seleção, mas todos os ingressantes necessitam ser aprovados no mesmo. Para maiores detalhes, veja as páginas de nossa pós-graduação. Em particular veja a aba "Seleção" no menu superior:
http://www.iag.usp.br/pos/node/55