Respostas

Você tem curiosidade sobre Astronomia? Envie sua pergunta a um astrônomo profissional através do formulário. As perguntas respondidas podem ser consultadas abaixo:

Envio: 21/07/2022

Nome: Fabio Teixeira Almeida Marçal

Cidade: Ceilândia Sul

Resposta:
Sim, sem dúvida. As posições relativas do Sol e da Lua são as mesmas vistas de qualquer lugar do planeta, mas em consequência da rotação da Terra, a visibilidade não é simultânea em todos os lugares: Se estamos vendo o Sol e a Lua agora aqui do Brasil (9h da manhã), um observador no Japão só vai vê-los na mesma posição depois de 12 horas.

Envio: 14/07/2022

Nome: Guilherme Silva

Cidade: Balneário Camboriú - Sc

Resposta:
A órbita da Terra em torno do Sol é uma elipse e essa elipse é plana sim! Para haver mudanças no plano orbital seria necessária a ação de alguma força externa, o que não existe no. caso dos planetas em torno do Sol. Modelos de mecânica celeste indicam que planetas orbitando em torno de um sistema duplo poderiam ter órbitas não-planas, mas este obviamente não é o caso de nosso sistema planetário.

Envio: 30/06/2022

Nome: Roger Leandrino

Cidade: Cotia -Sp

Resposta:
Não existe uma resposta simples para sua questão. Cada um dos movimentos da Terra pode ser decomposto em termos periódicos. Veja o mais simples deles, por exemplo, a rotação: ela tem um período bem definido, que é conhecido desde a pré-história devido ao ciclo dia-noite. Porém este período pode ser decomposto em diversos termos que incluem as oscilações causadas pelas variações diárias e sazonais de temperatura e pelas forças de maré exercidas pela Lua e pelo Sol. Alguns deles foram constatados desde a pré-história como a rotação, definida pelo ciclo dia-noite, e a translação, definida pelo ciclo das estações do ano.

Não temos como fazer um levantamento de cada um desses movimentos para investigar como e quando cada um foi descrito pela primeira vez, mas uma lista dos movimentos principais da Terra deve incluir:

1) Rotação em torno de seu eixo

2) Translação em torno do Sol

3) Precessão do eixo

4) Nutação, ou seja, a oscilação da precessão

5) Deslocamento do periélio da órbita do planeta em torno do Sol

6) variação periódica da obliquidade da eclíptica

7) Variação da excentricidade da forma elíptica da órbita

8) Movimento de centro de massa Terra-Lua pelas forças de maré

9) Oscilação do movimento de translação em torno do centro de massa do Sistema Solar

10) Perturbações do movimento devido às forças de Maré

11) Perturbações do movimento devido à interações gravitacionais com os planetas

12) Movimento Helicoidal do Sol enquanto se desloca pelo disco galáctico

13) Rotação do Sol em torno do centro da Via Láctea

14) Translação junto com a nossa galáxia, que também não é estática

Cada um destes movimentos pode ser decomposto em diversos termos. O último por exemplo pode ser decomposto em diversas partes já que nossa galáxia se desloca em relação à galáxia de Andrômeda, mas todo o Grupo Local de galáxias (incluindo a Via Láctea e Andrômeda) se desloca em relação ao Grupo de Virgo. Numa escala ainda maior, o superaglomerado local de galáxias (que inclui o Grupo Local, o Grupo de Virgo e diversos outros) se desloca em direção ao superaglomerado de Hidra-Centauro, e assim sucessivamente.

Envio: 25/06/2022

Nome: Lilian Santos Roque

Cidade: São Paulo

Resposta:
Você não encontrará estudos acadêmicos tipo Mestrado ou Doutorado sobre a forma da Terra por uma razão muito simples: esse é um conhecimento já estabelecido há muitos séculos! Não faria, portanto, o menor sentido alguém se dedicar a "provar" tal hipótese agora. Seria como alguém elaborar uma tese de doutorado para provar que 2 + 2 = 4. Por outro lado, existem diversos trabalhos didáticos ou jornalísticos explicando a forma da Terra. Veja estes aqui por exemplo:

https://baiadoconhecimento.com/biblioteca/conhecimento/read/174144-como-podemos-afirmar-que-a-terra-e-esferica

https://cienciahoje.org.br/artigo/a-terra-e-redonda/

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/09/7-fatos-cientificos-que-provam-que-terra-nao-e-plana.html

Envio: 13/06/2022

Nome: Tales Scisinio

Cidade: Barra Do Garças - Mt

Resposta:
A inclinação do eixo da Terra é definida em relação a uma reta perpendicular ao plano da órbita de nosso planeta em torno do Sol. Essa inclinação é a responsável pelo ciclo das estações pois, ao longo do ano, a luz do Sol incide mais diretamente num hemisfério e depois no outro. Ela tem o nome de "obliquidade da eclíptica" e atualmente é de 23,436 graus. Essa inclinação tem sido medida por muito tempo usando diversas técnicas. Atualmente o valor está diminuindo, mas o eixo de rotação de nosso planeta NÃO ESTÁ verticalizando! Nem teria como isso acontecer por uma mera questão das leis físicas de conservação do momentum angular. A inclinação do eixo varia entre 22,1 e 24,5 graus por ação das marés, mas não além disso, como é demonstrado por medidas existentes por pelo menos 3000 anos.

Envio: 06/06/2022

Nome: Pedro Paulo Prado

Cidade: São Paulo

Resposta:
Existem distintas maneiras de definir a distância Terra-Lua. O que se chama de distância característica (ou distância média) corresponde ao semieixo maior da órbita da Lua, considerado como o centro de massa da mesma orbitando o centro de massa da Terra. Portanto trata-se da distância referida ao centro dos dois corpos. A distância instantânea, obtida a partir dos retrorefletores de raios laser colocados na Lua pelas missões Apollo, varia instantaneamente devido à órbita elíptica da Lua em torno da Terra e também se refere aos centros dos dois corpos.

Envio: 02/06/2022

Nome: Joaquim Melo Vieira

Cidade: Lages

Resposta:
Não existe nenhuma possibilidade física da Terra parar de girar. A razão é muito simples: não existe um freio capaz de paralisar completamente a rotação de nosso planeta. O que está acontecendo de forma muito lenta é uma pequena desaceleração na velocidade de rotação: a cada século a duração do dia fica em média 1,8 milésimos de segundo mais longa. Isso quer dizer que há 600 milhões de anos, antes da época dos dinossauros portanto, a duração do dia, era de aproximadamente 21 horas. Mas isso não significa que a Terra irá parar de girar.

Envio: 29/05/2022

Nome: Ricardo Fernandes

Cidade: São Paulo

Resposta:
Porque este é o mesmo sentido da rotação do Sol, e também o mesmo sentido das órbitas de todos os planetas. Este sentido comum de orientação é uma "herança" do sentido de rotação da nebulosa protossolar, da qual o Sol se formou e, com ele, todo o sistema planetário. Tecnicamente, trata-se de uma consequência direta das leis de conservação da física, em particular a lei de conservação do momentum angular: se a nebulosa da qual o sistema solar se formou girava num sentido, todos os corpos dela originados tendem a girar no mesmo sentido.

Envio: 19/05/2022

Nome: Hugo

Cidade: Campo-Grande, Ms

Resposta:
As estrelas sempre estão no céu, nós vemos elas ao anoitecer porque o Sol deixa de iluminar a atmosfera da Terra. Assim, a atmosfera deixa de refletir parte da luz do Sol e o céu deixa de ser azul brilhante, permitindo ver as estrelas. O único movimento que vemos nelas é o efeito da rotação da Terra: as estrelas, assim como o Sol e a Lua, aparentam nascer no horizonte leste e se põem no oeste, mas esse é apenas o efeito da rotação da Terra.

Envio: 11/05/2022

Nome: Jaqueline

Cidade: Betim

Resposta:
O fato de falarem mais em eclipses nos últimos anos provavelmente está relacionado à circulação maior de informações que está ocorrendo depois da popularização da internet, porque o ciclo de ocorrência dos eclipses é conhecido há pelo menos 2500 anos, talvez bem mais do que isso. Os eclipses são consequência dos movimentos relativos do Sol, da Terra e da Lua e, com o uso de computadores, eles podem ser previstos com séculos de antecedência, não existe nenhuma surpresa em sua ocorrência. Todos os anos ocorrem eclipses, a cada ano ocorrem entre 2 e 7 deles, combinando-se os solares e os lunares. O que acontece é que os eclipses solares são visíveis apenas de uma fração muito pequena da Terra e, de fato, para um mesmo local, a ocorrência de dois eclipses solares totais é bem rara.

Envio: 03/05/2022

Nome: Marilda

Cidade: Curitiba

Resposta:
A órbita da Lua em torno da Terra é uma elipse. A distância máxima é de 406.700 km e a mínima é de 356.500 km. Transformando-se em diâmetro angular, o diâmetro mínimo, com a Lua no apogeu, é de 29,7 minutos de arco e o máximo, com a Lua no perigeu, é de cerca de 34 minutos de arco. Essa variação do diâmetro angular não é grande e normalmente não pode ser notada a olho nu, ainda que possa ser facilmente medida com instrumentos como teodolitos.

Envio: 30/04/2022

Nome: Ronaldo Costa

Cidade: Belém

Resposta:
O método mais usado para determinar a idade de nosso planeta é a datação das rochas: usando-se a chamada técnica de datação radiométrica é possível determinar a idade dos minerais naturalmente radioativos. As rochas mais antigas da Terra estão na Austrália Ocidental e através delas chega-se a 4,4 bilhões de anos aproximadamente. Aplicando a mesma técnica a minerais ainda mais velhos como as amostras trazidas da Lua, chega-se a 4,54 ± 0,05 bilhões de anos para o nosso planeta. Essa idade é compatível com o que é estimado para a idade do sistema solar como um todo, o que também pode ser feito aplicando-se a mesma técnica para datar meteoritos.

Envio: 07/03/2022

Nome: Isa

Cidade: Rio De Janeiro

Resposta:
A Lua pode ser vista de qualquer ponto na Terra. Claro que não é sempre nem a toda hora, mas em algum momento, qualquer observador na superfície da Terra poderá ver a Lua. Não existem locais impossíveis de observá-la.

Envio: 22/02/2022

Nome: Vicente Martinez Sobrinho

Cidade: Sao Paulo

Resposta:
Os períodos naturais são o dia solar de 24 horas definido pela rotação da Terra, o ano trópico de 365,2421 dias definido pela órbita da Terra em torno do Sol, e o mês lunar de 29,53 dias, definido como um ciclo completo das fases da Lua. A semana de 7 dias não é um período natural, sua duração não está relacionada a nenhum fenômeno celeste. Há historiadores que atribuem a origem da semana de 7 dias aos babilônicos, sua duração estaria associada aos 7 corpos celestes que se movem em relação às estrelas e que podem ser vistos a olho nu: Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

Envio: 12/02/2022

Nome: Eliane Gomes De Aguiar

Cidade: Jatei

Resposta:
Tempestades solares ocorrem com bastante frequência. Esse termo é usado quando partículas carregadas são ejetadas de algum ponto da superfície do Sol por uma explosão. Essas nuvens de partículas viajam pelo sistema solar e, em algumas vezes, a Terra está no caminho. Quando isso acontece, podem haver interrupções nas comunicações via satélite e nos sinais de rádio em algumas frequências, mas é muito raro que tais tempestades sejam intensas a ponto de danificar equipamentos. Em alguns casos extremos podem haver danos permanentes em satélites e em equipamentos de radiocomunicação. As tempestades solares são mais intensas a cada 11 anos, quando ocorre um máximo na atividade solar. O último máximo foi em 2013 e o próximo será em 2024.

Envio: 19/07/2022

Nome: Henrique

Cidade: Sorocaba

Resposta:
Ao contrário do que alguns pensam, planetas gasosos como Júpiter ou Saturno não são uma bola de gás de baixa densidade, que poderia ser atravessado por uma sonda, da mesma forma que um avião atravessa uma nuvem. Eles são gasosos apenas na superfície mas no interior, à medida que a densidade vai aumentando devido à alta pressão, eles têm estrutura muito densa. Eles são compostos principalmente por hidrogênio, mas no interior do planeta o mesmo transforma-se em "hidrogênio metálico", que é tão denso quanto um sólido. E, além disso, todos os planetas gasosos do sistema solar têm núcleos rochosos. Em outras palavras, os planetas gasosos não são apenas gasosos!

Envio: 10/07/2022

Nome: Fábio

Cidade: Camaçari-Ba

Resposta:
Buracos negros têm massas comparáveis às massas das estrelas. Se algum se aproximasse do sistema solar, saberíamos muito tempo antes devido às perturbações gravitacionais que ele provocaria nas órbitas dos planetas e, muito antes disso, nos movimentos das estrelas vizinhas ao Sol. Como os movimentos destes corpos celestes todos são bem conhecidos, não há risco disso acontecer. Caso ocorresse, ele seria descoberto centenas, talvez milhares de anos antes de uma aproximação maior. Mas é claro que, se ocorresse, não existe como alterar a direção do movimento de um corpo com massa de uma estrela.

Envio: 26/04/2022

Nome: Matheus Esquerdo

Cidade: São Paulo

Resposta:
A cada segundo o núcleo do sol consome cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogênio, transformando-as em 600 milhões de toneladas de hélio, mais a energia que o Sol emite. Só existe um mecanismo físico capaz de repor essa massa toda: a proximidade com outra estrela num sistema binário. Se duas estrelas estiverem muito próximas uma da outra, assim como a distância de Júpiter ao Sol ou menos, é possível haver troca de material entre elas, de forma que uma "realimenta" a outra. Esse processo produz reações de fusão nuclear superficiais temporárias que resultam nas "Novas", que são estrelas que aumentam muito o seu brilho por um período curto de tempo. Então, como nosso Sol não pertence a um sistema binário, não existe um suprimento de hidrogênio capaz de realimentá-lo. E se existisse, ele se transformaria numa Nova, ou seja, uma estrela variável.

Envio: 24/04/2022

Nome: Jidalha Silva Santana

Cidade: São Paulo

Resposta:
Isso ocorre pela mesma razão pela qual a nossa Lua não colide com a Terra, ou que os planetas não são atraídos para o Sol: velocidade! Os satélites dos planetas estão em órbitas estáveis em torno dos mesmos, isso quer dizer que as respectivas velocidades orbitais, combinadas com as distâncias de cada satélite ao planeta, fazem com que as órbitas sejam estáveis e os satélites não caem sobre os planetas, mas também não se afastam.

Envio: 19/04/2022

Nome: Beatrice Castro Carvalho

Cidade: São Paulo

Resposta:
Os anéis de Saturno são compostos de materiais leves como blocos de gelo e grãos de poeira. Eles giram em torno do planeta em movimentos que são descritos pelas leis de Kepler: os anéis mais internos giram mais rápido e os mais externos são mais lentos. Da mesma forma que, em torno do Sol, os planetas mais internos como Mercúrio e Vênus giram mais rápido que os externos como Urano e Netuno. No caso dos anéis de Saturno, os mais internos giram com velocidade de 23 km/s (quilômetros por segundo) e os mais externos com velocidade de 16,4 km/s. Se você procurar em repositórios públicos de vídeo (como o Youtube), vai encontrar várias filmagens dos anéis de Saturno em movimento. Vale também lembrar que todos os planetas gigantes têm anéis, os de Saturno são muito grandes e fáceis de observar, mas Júpiter, Urano e Netuno também têm sistemas de anéis concêntricos como Saturno.

Envio: 01/01/2022

Nome: Douglas

Cidade: Curitiba

Resposta:
Não só os planetas têm luas, alguns asteroides também têm corpos orbitando em torno deles. Em princípio, nada impede que a lua de algum planeta tenha satélites naturais. Nenhum até agora foi encontrado mas é possível que as grandes luas de Júpiter e Saturno tenham corpos menores orbitando em torno delas. Tais objetos, que por enquanto só existem teoricamente, são chamados subluas ou subsatélites.

Envio: 22/11/2021

Nome: Bernardo Abreu

Cidade: Cachoeiro De Itapemirim

Resposta:
Essa não é uma coincidência! O movimento da Lua tem o nome de rotação síncrona e é causado pelas forças de maré que atuam entre a Terra e a Lua. Tecnicamente o mecanismo de sincronização tem o nome de travamento por maré. Assim como presença da Lua causa as marés oceânicas na Terra, o efeito inverso também ocorre: a presença da Terra causa forças de maré na Lua. Ela não tem oceanos, mas essas forças atuam sobre a distribuição de massa da Lua, forçando a sincronização de sua rotação com sua revolução. O mesmo fenômeno ocorre em diversos corpos do sistema solar: as duas luas de Marte (Deimos e Fobos) também têm rotação síncrona. Da mesma forma, diversas luas de Júpiter, incluindo as quatro maiores (Io, Europa, Ganimedes e Calisto) e 15 das luas de Saturno também têm órbitas sincronizadas com o período de rotação. A origem é sempre a mesma: travamento por forças de maré.

Envio: 27/10/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A medida da aceleração gravitacional da Terra é muito simples, pode ser feita até como exercício acadêmico em escolas. Basta soltar um peso com resistência do ar desprezível de uma altura conhecida e medir o tempo de queda. A partir do tempo e da altura, calcula-se a aceleração "g". A mesma determinação pode ser feita com o uso de um pêndulo, usando-se as leis do movimento harmônico. Em outros corpos a aceleração pode ser calculada a partir da massa e do raio dos mesmos.

Envio: 17/10/2021

Nome: Fabiano Martins

Cidade: Passos, Mg

Resposta:
Já existe bastante água em Marte. Ela está nos polos, que são majoritariamente dióxido de carbono congelado, mas tem água também. E além deles devem existir depósitos subterrâneos de água. Levar água de um planeta para outro por enquanto é ficção científica, isso não é viável com os foguetes existentes. Os maiores foguetes atualmente poderiam levar cargas úteis de 20 a 30 toneladas até Marte, o que significa 20 a 30 metros cúbicos, ou seja, um caminhão cisterna cheio, o que é completamente insignificante em termos de alterar as condições do próprio planeta. Seria (e talvez venha a ser no futuro) muito mais viável procurar depósitos subterrâneos de água em Marte e bombear a mesma para a superfície, esperando assim iniciar um ciclo atmosférico de evaporação e chuvas como existe na Terra. Essa medida iria requer quantidades IMENSAS de água, mas talvez possa ser tentada no futuro.

Envio: 06/10/2021

Nome: Cláudio Henrique

Cidade: Paulo Afonso, Ba

Resposta:
Os planetas visíveis a olho nu (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) são conhecidos desde a antiguidade porque se movem em relação ao fundo de estrelas. A determinação do tamanho dos mesmos e de suas massas depende da determinação das respectivas distâncias à Terra. Para os planetas do sistema solar, a primeira estimativa realista das distâncias foi feita por Copérnico no início do século 16. Mesmo supondo que as órbitas dos mesmo em torno do Sol eram circulares (essa era a hipótese de Copérnico), foi possível obter uma estimativa razoável das distâncias de todos os planetas visíveis a olho nu, e daí já ficou claro que Júpiter estava bem mais distante da Terra do que Vênus, que tem brilho aparente maior apenas por estar bem mais próximo. No século seguinte foi possível medir o tamanho angular dos planetas e, conhecida as suas distâncias, foi possível calcular os seus diâmetros e obter-se assim uma visão realista da escala de tamanhos do sistema solar. O primeiro astrônomo a fazer isso foi Giovanni Cassini, ao redor de 1672.

Envio: 27/08/2021

Nome: Maria Eduarda Kerkhoff Escher

Cidade: Três Passos Rs

Resposta:
Não é! Mercúrio está suficientemente próximo de nós para permitir levantamentos fotográficos de sua superfície por exemplo, o que ainda não foi feito para Urano e Netuno e apenas recentemente foi feito de maneira parcial para Plutão. E quanto aos planetas anões que existem além da órbita de Netuno, quase nada é conhecido com exceção do próprio Plutão que é conhecido há mais tempo. Mas dos planetas mais próximos, de fato Mercúrio é o menos explorado, isso acontece porque os extremos de temperatura em sua superfície tornam a exploração muito difícil. Ele não tem atmosfera para atuar como "amortecedor" térmico e a temperatura varia muito: durante o dia ela sobe a 430 C e durante a noite desce a -180 C.

Envio: 11/08/2021

Nome: Igor Majeski

Cidade: Porto Velho, Ro

Resposta:
Não, de maneira nenhuma! É equivocado pensar que os planetas chamados de "gasosos" são bolhas de gás pouco densas. Os planetas não colidem entre si porque têm órbitas estáveis, mas se um corpo colidir com um planeta gasoso, ele será esmagado. Os planetas gasosos não são compostos apenas por gás com baixa densidade, eles são de fato compostos principalmente por elementos químicos leves como hidrogênio e hélio mas, devido às suas grandes massas, seus interiores são comprimidos por ação da gravidade até chegarem em altas densidades, tornando-se sólidos. Em outras palavras, eles são sólidos no interior. Além disso, eles têm núcleos rochosos, não são compostos exclusivamente por hidrogênio e hélio.

Envio: 11/07/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, hipoteticamente isso seria possível no alto de suas atmosferas, onde as condições de temperatura e pressão são mais favoráveis à vida como conhecemos. Essa hipótese já foi explorada até por escritores de ficção científica que imaginaram criaturas com bolsas de hidrogênio atuando como flutuadores.

Envio: 14/04/2021

Nome: Leonardo Piucco

Cidade: Gainesville

Resposta:
Sem dúvida que sim! Diversas sondas já passaram pelo cinturão de asteroides para explorar os planetas exteriores, não tem nenhum problema. A distância média entre os asteroides do cinturão principal, entre Marte e Júpiter, é de aproximadamente um milhão de quilômetros, quase o triplo da distância Terra-Lua. Assim, é muito fácil atravessar o cinturão sem riscos grandes de colisão.

Envio: 27/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
É possível obter apenas informações indiretas sobre as características da nebulosa protossolar. A mais direta é sua composição química, que se reflete na composição do Sol. A proporção entre os elementos químicos que é observada no Sol é a mesma da nebulosa protossolar. Outras características físicas tais como massa, dimensões ou formato não são possíveis de deduzir porque o Sol já deixou sua região de formação há muito tempo. Como o disco da galáxia não gira como um corpo rígido, o material da nebulosa protossolar já se dispersou há muito tempo atrás.

Envio: 15/10/2021

Nome: Clau Stucki

Cidade: Rib.preto

Resposta:
Estrelas que orbitam outras estrelas são os sistemas duplos ou múltiplos. Nossa estrela, o Sol, é uma estrela isolada, ele não pertence a um sistema duplo ou múltiplo. Assim como todas as demais estrelas de nossa galáxia, a Via Láctea, o Sol descreve órbitas em torno do centro da galáxia, dando uma volta a cada 230-240 milhões de anos aproximadamente. Quanto à nossa galáxia, ela pertence a um aglomerado de aproximadamente 50 galáxias, chamado por razões óbvias de Grupo Local, e este aglomerado por sua vez pertence a um superaglomerado, ou seja, um grupo de aglomerados de galáxias, que é chamado Superaglomerado Local. O mesmo abrange cerca de 100 aglomerados e tem cerca de 47.000 galáxias no total.

Envio: 27/07/2021

Nome: Erik José De Santana

Cidade: São Gonçalo, Rj

Resposta:
Nada no universo é estático. Nossa galáxia pertence a um aglomerado de galáxias chamado Grupo Local, que tem cerca de 30 galáxias. Este grupo como um todo se move em relação ao aglomerado galáxias de Virgo, que tem cerca de 1300 galáxias. E esses grupos todos pertencem ao Superaglomerado Local, que tem cerca de 100 aglomerados. E nem mesmo nosso superaglomerado é estático, ele se move em relação aos outros superaglomerados do universo.

Envio: 13/07/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Não são todos os tipos de nebulosas que formam estrelas. Isso NÃO ocorre, por exemplo, nas nebulosas planetárias, que são ejetadas por estrelas no final de sua evolução, nem nas nebulosas resultantes das explosões de supernovas, como é o caso da Nebulosa do Caranguejo. Nas nebulosas das quais se formam estrelas como a Nebulosa de Órion, o processo de formação estelar inicia com algum tipo de perturbação da nuvem que provoque algum processo de compressão. Essas perturbações podem ser de várias naturezas, tais como uma onda de choque provocada por uma explosão de nova ou supernova ou a passagem de uma estrela nas vizinhanças da nuvem que provoque algum arrasto gravitacional. Uma vez que um processo de compressão assim começa, ele não se detém mais e a gravidade continua o serviço: um segmento da nuvem começa a colapsar e uma protoestrela irá se formar.

Envio: 03/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Buracos negros supermassivos existem apenas no centro das galáxias de tamanho médio ou grande. No centro de nossa galáxia, a Via Láctea, tem um com massa equivalente a 3,3 milhões de vezes a do Sol. O mecanismo de formação destes objetos ainda não é bem conhecido. Em linhas gerais, sabe-se que eles devem se formar logo no início da formação das galáxias, por um processo de colisão de buracos negros menores. Estes por sua vez são originados pela rápida evolução das estrelas de massa muito alta que se formam logo no início da existência das galáxias. Tais estrelas têm altíssima massa e tempo de existência muito curto, da ordem do milhão de anos ou menos, resultando em buracos negros. Estima-se que alguns milhares de buracos negros dessa natureza sejam a "semente" dos buracos negros supermassivos, mas essa ainda é apenas uma hipótese. São necessários mais resultados e mais modelos para chegar-se a uma conclusão definitiva sobre estes objetos, que podem ter massa de mais de um bilhão de vezes a do Sol.

Envio: 03/03/2021

Nome: Daniela

Cidade: Erechim

Resposta:
Sim, Andrômeda está se aproximando da Via Láctea. As duas galáxias deverão se encontrar em aproximadamente 4 bilhões de anos. Mas isso não quer dizer que as estrelas das duas galáxias irão colidir umas com as outras, as duas estruturas irão se acomodar em termos gravitacionais e uma nova galáxia, combinação das duas anteriores, será o resultado final. O processo é análogo a dois bandos de aves que se encontram no céu: as aves não colidem umas com as outras e os dois bandos se unem, formando um só. Este processo de fusão de duas galáxias é muito lento, ele deve se iniciar em cerca de 4 bilhões de anos, mas leva vários bilhões para haver a acomodação final. A Terra não existirá até lá, pois em 4 bilhões de anos o Sol já estará se transformando em uma estrela de tipo gigante e nosso planeta terá desaparecido. Um observador na Via Láctea veria a outra galáxia como uma estrutura grande e brilhante no céu. Quando a galáxia estivesse próxima, seria possível ver a estrutura dos braços espirais em detalhe.

Envio: 12/02/2021

Nome: Pedro

Cidade: Poços De Caldas

Resposta:
É equivocado achar que buracos negros são "ralos universais" que engolem tudo. Se fosse assim, o universo não existiria mais. Existem muitos buracos negros na Via Láctea que são resultantes da evolução das estrelas de grande massa, eles têm tipicamente 3 a 10 vezes a massa do Sol e portanto têm pouca influência gravitacional, a não ser em sua vizinhança muito próxima e não têm nenhuma influência na existência de nossa galáxia. Além destes, existe um grande buraco negro supermassivo no centro de nossa galáxia, com 3,3 milhões de vezes a massa do Sol. Apesar do número parecer impressionante, essa massa é insignificante em relação à massa total da Via Láctea, que é de aproximadamente um trilhão de vezes a massa do Sol, e o buraco negro central também não tem influência na existência da galáxia.

Envio: 05/02/2021

Nome: Auriane Miranda

Cidade: Trairi-Ce

Resposta:
Não, não são todas. Ainda não existe uma estatística clara que informe qual a fração das galáxias que têm tais objetos. Sabe-se que eles são comuns nas galáxias espirais de tamanho normal como a nossa, a Via Láctea, e também nas galáxias gigantes. Eles existem em todas as chamadas "galáxias de núcleo ativo", pois o que se chama de núcleo ativo é exatamente a emissão de radiação de alta energia gerada no entorno dos buracos negros supermassivos. Por outro lado, galáxias pequenas como as Nuvens de Magalhães, que são duas galáxias-satélite da nossa, não têm tais objetos. Aparentemente, entre as galáxias anãs, que são uma fração grande do número total de galáxias, não existem BN supermassivos ou eles são muito raros. Deve-se notar também que os BN supermassivos são de natureza totalmente diferente dos BN estelares, resultantes da evolução das estrelas de grande massa. Os supermassivos são resultantes da formação das galáxias, e portanto são tão antigos quanto elas.

Envio: 07/01/2021

Nome: Donizetti Eliel

Cidade: Campinas

Resposta:
A galáxia anã do Cão Maior é uma pequena galáxia esferoidal que está em processo de ser capturada pela Via Láctea. Ela está de fato bem próxima da nossa, a cerca de 25.000 anos-luz do Sol e a 42.000 anos-luz do centro da Via Láctea, mas está acima do plano do disco e não imerso nele. Esse objeto é tão pequeno que existem discussões na literatura questionando a natureza da mesma, existem alguns astrônomos que acreditam que não se trata de outra galáxia mas sim de uma região de sobredensidade de nossa própria galáxia.

Envio: 05/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Não, porque as estrelas da vizinhança solar também estão girando em torno do centro galáctico com velocidades orbitais comparáveis. Seria como estar sentado no banco dum carrossel girando a uma certa velocidade e querer que seu banco alcance o banco da frente.

Envio: 01/01/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Como todas as galáxias, a nossa foi criada no primeiro bilhão de anos após o Big Bang, quando o universo era muito menor em tamanho. Sendo assim, não dá para estimar deslocamentos como você pergunta, simplesmente porque as distâncias eram diferentes, em consequência disso as forças gravitacionais envolvidas também eram diferentes e portanto os movimentos relativos das galáxias também eram diferentes. Sua questão sobre o Grupo Local também tem resposta análoga: o chamado "universo local" sempre foi assim, porém o "sempre" tem que ser entendido como os últimos bilhões de anos.

Envio: 20/11/2020

Nome: Adolfo Larson O. Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
M74 é de fato uma galáxia Sc quase vista de face. As determinações mais recentes da massa estelar são baseadas em observações no Infravermelho. Estas medidas dependem de várias hipóteses (por exemplo, razão massa/luminosidade e absorção pelo poeira) e diferentes pesquisadores usam hipóteses diferentes. Por outro lado, a massa média das estrelas em uma galáxia não é necessariamente a mesma que a massa média na vizinhança solar. Combinando todas as incertezas, não é incomum ver estimativas de número de estrelas terem uma diferença de um fator 2. Possivelmente, a estimativa de 100 bilhões de estrelas é um limite superior e a estimativa de 50 bilhões pode ser mais razoável. Para uma análise mais aprofundada, seria necessário estudar os artigos onde estes valores foram publicados.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
A massa luminosa de uma galáxia é calculada a partir da chamada "relação massa-luminosidade". Essa é uma propriedade das estrelas, sabe-se que para produzir uma certa luminosidade, uma estrela deve ter uma determinada massa. Então medindo-se a luminosidade total de uma galáxia é possível estimar a massa de estrelas (ou seja, a massa luminosa) que produz aquela luminosidade. Deve-se notar que estamos aqui falando de "luminosidade", ou seja, do brilho intrínseco, tanto das estrelas como das galáxias. Não estamos falando do brilho aparente, que depende da distância.

Envio: 03/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
É possível observar galáxias jovens no universo distante, pois o limite da velocidade da luz faz com que observemos todas as galáxias muito distantes ainda muito jovens. Mas quando falamos do universo local, ou seja, na região do entorno da Via Láctea, dentro de distâncias relativamente pequenas em relação ao tamanho do universo observável, galáxias jovens são extremamente raras e mesmo assim suas pequenas idades são questionáveis. Alguns exemplos são DDO 68 (ou UGC 5340), cuja idade estimada está entre 200 e 900 milhões de anos, e I Zwicky 18, cuja idade estimada está entre 500 milhões e um bilhão de anos. Mas nos dois casos, essas idades pequenas não são unanimidade entre os astrônomos, há quem conteste que os dois sistemas sejam tão jovens assim. Ainda faltam dados observacionais para garantir a validade destes resultados.

Envio: 02/06/2020

Nome: Adolfo Larson Oliveira Santos

Cidade: São Paulo

Resposta:
As galáxias vão crescendo aos poucos, por fusões, ao longo da história do universo. No caso das espirais, este crescimento por acréscimo de massa tem que ser relativamente lento, senão o disco estelar é destruído é a galáxia deixa de ser uma espiral. Assim sendo, dada a idade do universo e a taxa de fusões possíveis para manter uma galáxia espiral sem destruí-la, não se espera mesmo que existam galáxias espirais muito maiores do que a Via Láctea, por exemplo. As muito grandes são exceções. Outro ponto importante: a propriedade que melhor define uma galáxia é a massa e não o tamanho. Quando falamos de diâmetro de uma galáxia, estamos geralmente falando do disco estelar e o que conta é a massa.

Envio: 20/04/2020

Nome: Kevin

Cidade: Caruaru, Pe

Resposta:
Quasares fazer parte da família dos "núcleos galácticos ativos", junto com as galáxias Seyfert e as radiogaláxias. Eles são buracos negros supermassivos que estão "engolindo" matéria e a energia emitida por eles não vem da singularidade em si mas sim do disco de matéria turbilhonando em alta velocidade no seu entorno. São estes discos que produzem a grande quantidade de energia emitida por estes objetos. O buraco negro supermassivo que existe no centro da Via Láctea não é um quasar, mas estima-se que deve ter sido um nos estágios iniciais de formação da galáxia, quando havia grande quantidade de matéria na sua vizinhança. Como tal matéria já foi absorvida pelo buraco negro, o núcleo ativo "apagou", restando apenas o burago negro supermassivo.

Envio: 07/08/2022

Nome: Eugênio Leiros

Cidade: Natal-Rn

Resposta:
Sem dúvida que existem planetas girando em torno de suas estrelas em diversos planos. O chamado "método do trânsito" que você descreve, de fato só permite identificar um planeta que transite na frente de sua respectiva estrela, ou seja, cujo plano orbital seja aproximadamente perpendicular ao plano do céu. Mas este não é o único método! Existe também a possibilidade de medir-se com extrema precisão a posição da estrela ao longo do tempo e procurar detectar uma oscilação periódica nesta posição. Tal oscilação vem do fato de que, quando um planeta gira em torno de sua estrela, tecnicamente ele não gira em torno do centro da mesma, os dois corpos giram em torno do centro de massa do sistema. Em consequência disso, a posição da estrela "bamboleia" enquanto o planeta gira em torno da mesma. Ao contrário do método do trânsito, este último é mais eficiente para detectar planetas cujo plano orbital coincida com o plano do céu.

Envio: 23/06/2022

Nome: Julio Augusto Toledo Veiga

Cidade: Piracicaba-Sp

Resposta:
A matéria absorvida por um buraco negro passa a fazer parte do mesmo. Em outras palavras, cada dado buraco negro tem uma massa determinada e quando uma estrela é absorvida por um deles, sua massa aumenta. Essa nova massa passa a fazer parte da singularidade gravitacional, apenas isso. Tecnicamente, o raio do Horizonte dos Eventos, que é a fronteira da qual nada sai, nem a luz, aumenta sempre que a massa da singularidade aumenta.

Envio: 16/06/2022

Nome: Lukas Daniel

Cidade: João Pessoa

Resposta:
Sim, sem dúvida! O que define um corpo celeste como uma estrela é a capacidade de produzir energia no seu núcleo através de fusão nuclear. Esta é a fonte da energia do Sol e de todas as demais estrelas, sejam elas visíveis a olho nu ou não. Vale a pena lembrar que apenas em nossa galáxia, a Via Láctea, existem entre 200 e 400 bilhões de estrelas.

Envio: 18/04/2022

Nome: Davicley Da Silva Araújo

Cidade: Realeza

Resposta:
Ambas as respostas estão corretas. O Sol sem dúvida é a estrela mais próxima de nós, mas EXCETO pelo Sol, a estrela mais próxima é de fato Alfa do Centauro.

Envio: 11/04/2022

Nome: Lucas

Cidade: Teresina -Pi

Resposta:
Existem planetas "desgarrados", que não estão ligados gravitacionalmente a nenhuma estrela e vagam pela galáxia. Esses corpos certamente foram formados próximos a estrelas, como todos os planetas, mas foram arrancados de suas estrelas-mãe pelas interações gravitacionais e colisões que podem ocorrer durante a fase de formação de um sistema planetário. Da mesma forma, existem estrelas "desgarradas" entre as galáxias. Entre a nossa, a Via Láctea, e a galáxia de Andrômeda já foram encontradas muitas dessas estrelas. Quanto a planetas isolados e fora de uma galáxia, até agora nenhum foi encontrado, mas isso não quer dizer que não existam. É muito difícil procurar planetas extrassolares (aqueles que não estão no nosso sistema solar) porque eles são muito pequenos e não emitem luz, mas não é impossível que os mesmos mecanismos de interação gravitacional que arranquem um planeta de sua estrela-mãe, possam acelerá-lo até adquirir velocidade acima da velocidade de escape da galáxia e eles saiam dela.

Envio: 17/03/2022

Nome: Shiroe Miller

Cidade: Reinbek

Resposta:
Ao contrário dos buracos negros, cuja existência já foi provada, buracos brancos são apenas uma especulação. Eles são objetos hipotéticos e não existe nenhuma evidência de que eles existam, nem mesmo que possam fisicamente existir. O conceito por trás dos mesmos saiu da teoria da relatividade geral, invertendo os sinais de algumas das equações de campo de Einstein, que relacionam a geometria do espaço-tempo num dado volume com a distribuição de matéria e energia dentro do mesmo. Não tem sentido falar em uma colisão no sentido literal porque, por definição, nada entra num buraco branco, nem mesmo um buraco negro. A questão é especulativa demais para elaborar muito e a resposta dependeria de outras variáveis tais como a relação das massas entre ambos, ou a existência ou não de momentum angular em cada um dos objetos. Outro ponto importante a considerar é que tanto a singularidade do buraco negro como a do buraco branco são muito pequenas e efeitos quânticos devem ser considerados para descrever esse cenário. Assim, uma resposta precisa iria requerer uma formulação quântica da relatividade geral, o que não existe.

Envio: 08/03/2022

Nome: Rodrigo

Cidade: São Caetano Do Sul

Resposta:
Mintaka e Alnitak são de fato estrelas duplas. Por outro lado, Alnilam é uma estrela isolada. Mas não é totalmente correto dizer que o cinturão é composto de 5 estrelas porque, vistas a olho nu, são apenas 3 pontos luminosos e assim elas são conhecidas há muito tempo e em diversas culturas. Do ponto de vista técnico, o número de estrelas da região é muito maior pois se trata de uma região de formação estelar com nuvens moleculares complexas como a nebulosa NGC 1990. A nebulosa da Cabeça do Cavalo que também está na região é outro exemplo de nebulosa aí presente.

Envio: 18/02/2022

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Não pode. O colapso do núcleo de uma estrela, com a consequente formação de uma estrela de nêutrons ou buraco negro, só ocorre em estrelas cujos núcleos ultrapassam o limite de Chandrasekhar de 1,44 massas solares . Os planetas rochosos têm um limite teórico de massa que é de aproximadamente 20 vezes a da Terra, o que corresponde a um diâmetro entre 2,5 e 3 vezes o da Terra. Esses planetas são chamados "super Terras". Massas maiores acabam resultando em núcleos rochosos de planetas gasosos, justamente porque sua grande massa induz a captura de envoltórios de hidrogênio e hélio ao redor. E um planeta com 20 massas terrestres teria apenas 6% da massa de Júpiter! Colapsos gravitacionais só ocorrem em núcleos estelares extremamente massivos, são escalas de massa totalmente diferentes.

Envio: 18/02/2022

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Teoricamente sim, são os reatores de fusão nuclear, mas até agora eles são apenas experimentos, longe de estarem operacionais. Existem alguns reatores de fusão em desenvolvimento, porém até hoje eles consomem mais energia do que produzem, portanto ainda estão longe de serem usados como fontes de energia. Esses projetos são extremamente complexos e caros. Veja esse por exemplo: https://www.iter.org/

Envio: 06/02/2022

Nome: Renato Cunha

Cidade: São Paulo

Resposta:
Buracos negros são o produto final da evolução das estrelas de grande massa, que tenham no mínimo 10 vezes a massa do Sol. Segundo os modelos de evolução da Via Láctea, muitas dezenas de milhões (talvez centenas de milhões) de buracos negros devem existir apenas na nossa galáxia. Como são objetos de massas comparáveis àquelas das estrelas, eles seguem o mesmo padrão de deslocamento de todas as estrelas de nossa galáxia, girando lentamente no disco em torno do núcleo galáctico. Tomando os próprios números que você cita, mesmo que este objeto estivesse se dirigindo exatamente para o Sol a 42 km/s (o que não é verdade pois ele está girando em torno do centro galáctico), sua velocidade corresponde a 0,00014 anos-luz por ano e ele só chegaria por aqui em 36 milhões de anos. O que é importante saber é que, como as distâncias entre as estrelas do disco da galáxia são muito grandes, não existe nenhum risco de colisões entre elas, sejam elas estrelas normais ou buracos negros.

Envio: 20/12/2021

Nome: Guilherme Barbosa Corrêa

Cidade: Lorena

Resposta:
Aqui no Sistema Solar não existe um planeta com essas características, mas ainda se sabe muito pouco sobre os planetas em torno de outras estrelas, os chamados exoplanetas. Quase 5000 deles já foram detectados e catalogados, mas ainda não existe tecnologia para examiná-los com muito detalhe e estudar estruturas como os anéis por exemplo. Aqui em nosso Sistema Solar, todos os planetas do tipo gigante gasoso, que são Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, têm anéis, mas os de Saturno são bem maiores que os demais. É bem possível que existam planetas similares em torno de outras estrelas, mas por enquanto não temos essas informações.

Envio: 23/11/2021

Nome: Mariana Batista

Cidade: São Paulo

Resposta:
Atualmente se sabe que as mesmas condições que levaram ao surgimento da vida na Terra existem em outros planetas. Diversos planetas em torno de outras estrelas estão na chamada "zona de habitabilidade", o que significa que eles têm órbitas estáveis em torno de suas estrelas, que as estrelas não são variáveis e que estão na faixa de distâncias à estrela tal que podem ter água na forma líquida livre na superfície. Entende-se que esses são os ingredientes básicos para o surgimento da vida. Então, respondendo a questão, é possível sim existir vida em outros planetas, mas até agora nenhuma evidência foi encontrada. Será preciso muito mais tempo de pesquisa e desenvolvimento de novos equipamentos para testar essas possibilidades.

Envio: 13/11/2021

Nome: Artur

Cidade: Feira

Resposta:
Estrelas de nêutrons emitem radiação na forma de campos magnéticos e mesmo luz visível. Assim sendo, elas perdem energia com o tempo. O campo magnético por exemplo é gerado pela rotação, portanto a energia rotacional vai sendo perdida com o tempo pela emissão do campo magnético. Estima-se que com o passar do tempo, numa escala dos bilhões de anos, uma estrela de nêutrons isolada se torne praticamente invisível, não emitindo nenhuma radiação. Porém outro destino pode ocorrer: no caso de ser uma estrela muito massiva, a diminuição da rotação pode levar a um colapso gravitacional e formação de um buraco negro.

Envio: 05/11/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Existem estrelas de distintas cores, que refletem a temperatura da superfície das mesmas. Durante a maior parte de seu ciclo evolutivo, a chamada "sequência principal", as mais quentes são azuis, as de temperatura intermediária são brancas ou amarelas, e as mais frias são vermelhas. No final do ciclo, após a exaustão do combustível nuclear no núcleo estelar, as estrelas 'inflam", aumentam muito em volume, tornando-se gigantes ou supergigantes. Em função desse aumento de volume, a energia emitida por unidade de área da superfície estelar cai muito e, em consequência, a temperatura efetiva da estrela cai, ou seja, ela se torna vermelha.

Envio: 24/10/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Este raciocínio faz mais sentido para buracos negros supermassivos, nos quais se pode determinar com alguma precisão a luminosidade do disco de acreção. No caso do buraco negro supermassivo de M87, que tem 3 bilhões de massas solares, a taxa de acreção pode ser calculada a partir da energia emitida em raios-X e é de aproximadamente 0,1 massas solares por ano. Daí pode-se ver que o processo de acreção em si é muito lento já que as massas das estrelas são grandes. A resposta não é única e depende de diversos fatores tais como a massa da estrela (e portanto do gás), a massa do buraco negro e a distribuição de velocidades do disco de acreção.

Envio: 09/08/2022

Nome: Cristiano Pelisser

Cidade: Maquiné

Resposta:
Sabe-se desde os trabalhos de Edwin Hubble em torno de 1924-25 que o universo está em expansão. E há cerca de 20 anos foi descoberto que a expansão está acelerando. A energia responsável por tal aceleração recebeu o nome de "energia escura" e sua verdadeira natureza ainda é desconhecida. Em função desse efeito, tudo leva a crer que a expansão continuará indefinidamente. Mas note que isso NÃO significa que as galáxias se expandam, apenas a distância entre elas que aumenta. Assim sendo, enquanto existir material no meio interestelar para formar novas estrelas (com seus respectivos sistemas planetários), este processo continuará a ocorrer. A formação de galáxias, por outro lado, ocorreu apenas no universo primitivo, não são formadas mais galáxias atualmente.

Envio: 14/07/2022

Nome: Sergio Martin

Cidade: Ourinhos-Sp

Resposta:
Calcular distâncias cosmológicas, ou seja, aquelas em muito larga escala, envolve conceitos complexos relacionados com a expansão do universo e com a teoria da relatividade geral. Uma galáxia como aquela observada pelo telescópio James Webb, cuja luz saiu de lá há 13,1 bilhões de anos, NÃO ESTÁ a 13,1 bilhões de anos-luz! sua distância é muito maior do que isso porque o universo está em expansão constante e, desde que a luz foi emitida, ele já se expandiu muito. Para determinar a distância atual da mesma, é preciso invocar o conceito de "distância comóvel", um termo da cosmologia que se refere à distância atual de um objeto muito remoto. A distância comóvel de uma galáxia cuja luz foi emitida há 13,1 bilhões de anos é de aproximadamente 28,7 bilhões de anos-luz.

Envio: 13/07/2022

Nome: Jô Miyagui

Cidade: São Paulo

Resposta:
O aglomerado SMACS0723 está de fato sendo visto nesta imagem como era há 4,6 bilhões de anos. Note que isso NÃO quer dizer que ele está a 4,6 bilhões de anos-luz porque o universo está se expandindo e, desde o momento em que a luz foi emitida, o universo se expandiu um pouco mais. Ele está na verdade a 4,94 bilhões de anos-luz. Essa informação não está na legenda da figura porque o conceito de "distância comóvel", que está implícito na diferença acima, é de difícil compreensão. E quanto aos 13,1 bilhões de anos? Essa informação se refere à luz de UMA galáxia que aparece na imagem, mas que não pertence ao aglomerado e sim está muito atrás dele. Essa galáxia está sim sendo vista como era há 13,1 bilhões de anos.

Envio: 08/04/2022

Nome: Robson Silva De Oliveira

Cidade: São Paulo

Resposta:
A radiação cósmica de fundo tem distribuição altamente homogênea. Ela não vem da própria Terra, nem do Sol ou de nenhum ponto do sistema solar, nem do disco ou do centro de nossa galáxia. Ao contrário, ela vem de todo o céu. Por si só, essa propriedade indica que ela está em todo o universo. Além disso, sua frequência, centrada em 160,23 GHz, é exatamente o previsto pelo modelo do Big Bang. Esse modelo diz que num dado momento do universo primitivo, a rápida expansão fez com que o universo se tornasse transparente, ocorreu o chamado "desacoplamento dos fótons", que passaram a se deslocar livremente devido à rápida queda de densidade. Esse modelo prediz a frequência, ou seja, a energia que tais fótons teriam atualmente. E o valor é exatamente o medido para a radiação cósmica de fundo. Finalmente, as pequenas anisotropias detectadas coincidem com as posições dos grandes aglomerados de galáxias, novamente de acordo com o esperado pelos modelos de evolução do universo.

Envio: 11/02/2022

Nome: Pedro Paulo Prado

Cidade: São Paulo

Resposta:
Não, de modo algum! Esse é apenas um efeito do fato que as observações são feitas daqui. Se fossem feitas de qualquer outra galáxia, o resultado seria o mesmo: as galáxias pareceriam estar se afastando daquela em que as observações são feitas. Esse é um efeito direto da expansão do universo. A analogia do balão de borracha muitas vezes é usada para explicar o efeito: pegue um balão vazio, desenhe pontos sobre ele com uma caneta e destaque um desses pontos. Em seguida, comece a encher o balão com ar. Você verá que todos os pontos se afastam uns dos outros e, em relação ao ponto em destaque, os que estão mais longe afastam-se mais rapidamente sem que o ponto de referência esteja no centro ou em algum lugar particular. Essa é apenas uma analogia bidimensional (a superfície do balão), mas pode ser extrapolada para o espaço tridimensional.

Envio: 15/11/2021

Nome: Aline Couto Amancio Dos Santos Passos

Cidade: Duque De Caxias, Rj

Resposta:
As nossas observações demonstram que o universo é homogêneo e isotrópico, ou seja, é igual em todas as direções até onde se pode ver. Como as observações são, evidentemente, feitas da Terra, o chamado "universo observável" está centrado em nós, mas não existe nada que indique que nossa galáxia esteja em alguma posição privilegiada. Uma conclusão simples dessas evidências é que estamos vendo apenas uma fração do total. Essa fração é definida pela velocidade da luz: podemos ver apenas a fração do universo cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Por outro lado, a estimativa da taxa de expansão do universo vem das condições que são deduzidas para os instantes iniciais do mesmo. Sabe-se que na chamada "fase inflacionária" o Universo se expandiu de forma extremamente rápida e suas dimensões totais devem ser imensamente maiores do que o universo observável. Não existe uma estimativa conclusiva sobre suas dimensões totais.

Envio: 12/09/2021

Nome: Ari Dias De Campos Junior

Cidade: Sorocaba

Resposta:
O número de galáxias existentes no universo observável, ou seja, a fração do total cuja luz emitida desde o Big Bang já chegou até nós, pode ser estimada sim e essa estimativa foi feita pelo telescópio espacial Hubble. Isso foi feito por amostragem: Em escalas muito grandes o universo é homogêneo e todas as direções de observação devem ser iguais. O trabalho feito consistiu em observar algumas direções da esfera celeste por muito tempo e contar o número de galáxias por unidade de área no céu, obtendo assim a chamada densidade numérica de galáxias. Feito isso, multiplicando-se o valor encontrado pela área total do céu. O resultado obtido é que existem de 1 a 2 trilhões de galáxias no universo observável. Se você quiser ver as imagens obtidas para derivar esse resultado, procure na internet "Hubble Extreme Deep Field".

Envio: 20/08/2021

Nome: Giovanna Mafra

Cidade: Cachoeira Paulista

Resposta:
Não, de modo algum! A expansão do universo ocorre apenas em escala muito grande, os aglomerados de galáxias estão se afastando uns dos outros. Em escalas menores é a gravidade que domina e as distâncias não mudam. O Sol não está se afastando do centro de nossa galáxia, os planetas não estão se afastando do Sol e os nossos corpos não estão inflando em consequência da expansão do universo.

Envio: 09/07/2021

Nome: Nei Villas Boas

Cidade: Porto Alegre

Resposta:
As estrelas que vemos a olho nu estão todas na nossa galáxia e numa distância muito próxima de nós em termos astronômicos, portanto com exceção de alguma eventual supernova, todas devem existir sim. Quanto aos objetos no limite do universo observável, não vemos estrelas individuais e sim galáxias inteiras. Existem sim algumas galáxias mais próximas que causam pequenos desvios de direção do feixe de luz de outras mais distantes. Estes efeitos são bem conhecidos, são as chamadas "lentes gravitacionais", mas em termos angulares esses desvios são muito pequenos, da ordem de poucos segundos de arco no máximo. Ainda que esse efeito exista, ele não muda globalmente a direção das fontes de luz por uma razão simples: os espaços vazios entre as galáxias são imensamente grandes, de modo que a probabilidade das galáxias terem luminosidades superpostas é muito pequena.

Envio: 18/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
O universo observável cresce continuamente sim, mas isso não quer dizer que o céu ficará mais estrelado no futuro. A explicação é simples: as estrelas de nossa galáxia, que são aquelas que vemos à noite, estão a distâncias relativamente pequenas de nós, tipicamente dezenas, centenas ou alguns milhares de anos-luz de distância. Por outro lado, o limite atual do universo observável está a cerca de 46 bilhões de anos-luz de distância. Isso significa que no futuro apenas galáxias muito remotas, localizadas a distâncias maiores que 46 bilhões de anos-luz, de nós passarão a ser observáveis. O chamado "universo local" ou seja, a Via Láctea e as galáxias mais próximas, é bem conhecido e nada mudará em termos de sua observação em consequência da expansão do universo.

Envio: 15/05/2021

Nome: Giovana De Souza Matos

Cidade: Praia Grande

Resposta:
Em outras palavras, sua questão é saber se o Big Bang realmente ocorreu. Existem evidências bem claras nesse sentido: a mais conhecida é a expansão do Universo. Sabe-se a partir das observações que as galáxias estão se afastando umas das outras, o universo está expandindo. Fazendo as contas "para trás" no tempo, é fácil ver que tudo estava concentrado num único ponto há 13,8 bilhões de anos. Mas note que esse "ponto" era o universo todo, portanto não faz sentido imaginar que o universo surgiu num ponto específico de um espaço vazio já existente. A matéria, a energia e o próprio espaço surgiram no BB. Outra evidência é a chamada "radiação cósmica de fundo", que é o resíduo da radiação inicial que preenchia o universo todo logo que ele se formou e que persiste até hoje.

Envio: 09/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
A densidade do universo é extremamente baixa, já que as distâncias entre as galáxias são muito grandes, além disso, ele está se expandindo desde sua origem. Sendo assim, não é possível que ele colapse em uma forma esférica como ocorre com os planetas ou as estrelas.

Envio: 06/04/2021

Nome: Bruno De Esteban Andrade

Cidade: Embu Das Artes

Resposta:
Existem vários conceitos implícitos em sua questão. Primeiro devemos lembrar que só é possível observar uma fração do universo, que se chama "universo observável" e corresponde à fração do total cuja luz, emitida desde o Big Bang, já chegou até nós. Obviamente estamos no centro dessa região e ela tem cerca de 46 bilhões de anos-luz de raio. Qual é o tamanho estimado do universo total? Essa é uma questão ainda sem resposta. A teoria inflacionária diz que ele deve ser no mínimo 10^23 vezes (10 elevado à 23a potência) maior que o universo observável. Se ele limite praticamente infinito fosse alcançado, o que existiria além? De novo, só existem hipóteses. Talvez não exista nada, ou talvez existam múltiplos universos, cada um como se fosse uma "bolha" criado por um Big Bang diferente, no qual as leis físicas e as constantes fundamentais da natureza sejam diferentes, tudo dentro de uma estrutura chamada "multiverso". Mas mesmo se essa for a realidade, ainda assim seria impossível sair de nosso universo, pela simples razão que, uma vez que ele contém toda a massa conhecida (e portanto virtualmente infinita), a velocidade de escape para sair dele seria infinita. Mas é sempre bom lembrar que essas hipóteses todas são muito especulativas.

Envio: 23/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Sim, essa é a evidência observacional que resultou na Lei de Hubble: quanto mais longe uma galáxia está, mais rápido ela se afasta de nós. Matematicamente a lei de Hubble é expressada por V = H.d onde "V" é a velocidade de afastamento da galáxia, "d" é sua distância e "H" é a constante de Hubble. Este resultado NÃO significa que nossa galáxia esteja em um lugar privilegiado do universo, é apenas uma questão de referência. Se as velocidades fossem calculadas em relação a outra galáxia, os resultados seriam idênticos. A razão deste comportamento é a expansão do Universo. Na verdade, a existência desta relação entre velocidades e distâncias foi a primeira evidência observacional da expansão do universo e de que houve uma origem do mesmo no passado, o Big Bang.

Envio: 27/02/2021

Nome: Felipe

Cidade: São José Do Rio Preto

Resposta:
Sabe-se que o universo está em expansão através da observação de galáxias remotas. Através de uma técnica de medida chamada espectroscopia é possível medir a velocidade com que as galáxias se movem e os resultados indicam que elas estão em média se afastando umas das outras, indicando que o universo está em expansão. Este resultado é conhecido desde 1924-25, quando Edwin Hubble mediu pela primeira vez as velocidades das galáxias.
Não se sabe o que havia antes do BB. Por enquanto, este tema ainda está no campo das especulações teóricas, não existe uma resposta definitiva.

Envio: 15/07/2022

Nome: Davison Castro Da Silva

Cidade: São Paulo

Resposta:
O conteúdo de astronomia no ensino fundamental é descrito na Base Nacional Comum Curricular. De fato, muitas vezes esse conteúdo é omitido, mas ele está previsto e é (ou deveria ser) obrigatório. Cabe aos professores ensinar e às autoridades do ensino fiscalizar a sua aplicação. Não existe uma disciplina de astronomia prevista, os conteúdos de astronomia estão dispersos em outras disciplinas como geografia e ciências. Nós da USP não temos como fiscalizar esse ensino, tal tarefa é obrigação das secretarias municipais e estaduais de educação.

Envio: 15/07/2022

Nome: Davison Castro Da Silva

Cidade: São Paulo

Resposta:
O telescópio James Webb acabou de entrar em operação, não faz nem um mês que os ajustes e calibrações preliminares foram concluídos e a operação normal se iniciou. Ontem mesmo foram divulgadas imagens de Júpiter. Não temos acesso a toda a lista de alvos do telescópio, mas com certeza todos os alvos de interesse serão observados ao longo dos próximos meses e anos. Compare com o telescópio Hubble por exemplo: ele já opera há 32 anos! O que será que o telescópio Webb terá observado depois de 30 anos de operação? Só podemos imaginar...

Envio: 13/07/2022

Nome: Paulo Fernandes

Cidade: Santos

Resposta:
Toda a informação viaja no universo com a velocidade da luz, esse é o limite superior das velocidades. Assim sendo, vemos a estrela mais próxima do Sol, Alfa Centauri, como ela era há 4,3 anos, pois ela está a 4,3 anos-luz de distância. A galáxia de Andrômeda, a mais próxima da Via Láctea, está a 2,5 milhões de anos-luz de distância, portanto nós vemos ela como era há 2,5 milhões de anos. Este é um limitador incontornável quando se trata de observações astronômicas. Como tratar com isso? Através de modelos teóricos, como você bem disse. Tais modelos normalmente são testados a partir de objetos próximos: as estrelas normalmente evoluem em escalas de tempo de centenas de milhões ou bilhões de anos, portanto as estrelas da vizinhança do Sol são excelentes alvos de teste para modelos pois em escalas de tempo de dezenas ou centenas de anos, as estrelas não mudam. Estes resultados posteriormente são aplicados a objetos mais distantes. O mesmo vale para as galáxias: uma galáxia não muda significativamente em milhões de anos e sim em bilhões. Logo, resultados obtidos a partir de estudos de galáxias próximas são aplicados a alvos mais distantes. O que garante que eles sejam aplicáveis: é a universalidade das leis físicas. Todos os testes já imaginados e aplicados a corpos celestes próximos e distantes indicam que as leis físicas são universais, portanto é possível extrapolar resultados locais para regiões muito distantes de nós.

Envio: 28/05/2022

Nome: Rafael Francisco Da Silva

Cidade: Rio De Janeiro

Resposta:
As estrelas que compõem as constelações não estão fisicamente próximas umas das outras, elas apenas estão na mesma direção no céu quando vistas daqui da Terra. Cada constelação apenas delimita uma área no céu e não existe nenhuma consideração sobre distâncias envolvidas nessa definição. Ou seja, numa mesma constelação podem existir estrelas com distâncias muito diferentes entre si. Um bom exemplo são as Três Marias, que estão na constelação de Órion. A do meio tem aproximadamente o dobro da distância de nós do que as outras duas. Assim sendo, não faz sentido falar em distâncias entre constelações.

Envio: 24/01/2022

Nome: Pedro Paulo Prado

Cidade: São Paulo

Resposta:
A poeira interestelar provoca uma diminuição forte do fluxo de energia nas faixas ultravioleta e azul do espectro eletromagnético. O vermelho e o infravermelho são pouco afetados. É preciso sempre descontar esse efeito. E não só ele, existe poeira também na atmosfera da Terra e, quando a luz dum corpo celeste atravessa a atmosfera, é influenciada também pela poeira presente. Todos esses efeitos precisam ser descontados, caso contrário o resultado obtido não é verdadeiro.

Envio: 24/10/2021

Nome: Cláudio Henrique Cavalcante Ferreira

Cidade: Paulo Afonso - Ba

Resposta:
A resposta para esta questão é múltipla. Poucos professores têm formação para ministrar tal conteúdo e existe pouco material disponível porque sua produção infelizmente é muito limitada. Atualmente existem conteúdos de astronomia que são obrigatórios na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e por esta razão cada vez mais os professores procuram informar-se sobre tais temas, mas o material disponível ainda é limitado. Em nosso instituto temos o Mestrado Profissional em Ensino de Astronomia, cujo principal objetivo é elaborar "Produtos Educacionais" facilmente acessível a educadores, tanto ensino formal como aqueles dos espaços nãop-formais de aprendizado, tais como planetários ou centros de ciências. Veja alguns de nosso produtos nesta página: https://www.iag.usp.br/pos/mestradoprofissionalastro/portugues/produtos-educacionais

Envio: 04/10/2021

Nome: Henrique Alves Prestes

Cidade: Manaus

Resposta:
Os espelhos precisam ser muito espessos para garantir que não se deformem por ação da gravidade nem com a movimentação do telescópio. Em termos de telescópios amadores, existe a conhecida regra do 6:1, para cada 6 unidades de diâmetro, é necessário uma unidade de espessura para garantir a rigidez do espelho. Assim, um espelho de 12 cm de diâmetro requer uma espessura de 2 cm para ser bem rígido. Vale lembrar que essa regra era aplicada aos telescópios profissionais até os anos 1980, tanto é que telescópios antigos têm espelhos com muitas dezenas de centímetros de espessura, mas os novos não são assim, eles usam a tecnologia da óptica ativa. Essa tecnologia consiste num conjunto de dezenas de pistões hidráulicos colocados embaixo do espelho e controlados por computador. Eles garantem a forma do espelho apesar da movimentação e das variações de temperatura.

Envio: 12/09/2021

Nome: Moisés

Cidade: São Gonçalo, Rj

Resposta:
São satélites artificiais em órbita da Terra. Nas primeiras duas horas após o pôr do Sol, ou nas últimas duas horas antes do nascer, o Sol está bem abaixo do horizonte mas ainda ilumina a alta atmosfera, na faixa dos 400 a 600 km acima do nível do mar, onde os satélites circulam. E como eles normalmente têm grandes coletores solares para produção de energia elétrica, é fácil ver o reflexo do sol nesses coletores. Alguns objetos maiores, como é o caso da Estação Espacial Internacional ou do telescópio Hubble, podem ficar bem brilhantes por um minuto ou menos, tanto quanto as estrelas mais brilhantes do céu.

Envio: 07/06/2021

Nome: Luiz Antônio Chamarelli

Cidade: Juiz De Fora

Resposta:
Mas é! Já foram enviadas sondas em trajetórias bem fora do plano do sistema solar, como a Voyager 1 por exemplo. No cálculo da trajetória e do combustível dessas sondas o potencial gravitacional do plano do sistema precisa ser considerado. As sondas em distintas trajetórias são importantes justamente para mapear a estrutura do meio interplanetário em distintas direções.

Envio: 06/06/2021

Nome: Alessandro Alves

Cidade: Pindobaçu-Ba

Resposta:
Nenhuma! Os conceitos de "em pé" ou "de cabeça para baixo" são relativos e se referem sempre ao plano horizontal local de cada observador. Uma pessoa que esteja em pé no Brasil e outra que esteja em pé no Japão terão ambos os pés apontando para o centro da Terra, mas nem por isso um deles estará "de cabeça para baixo", cada um está em pé em relação ao seu plano horizontal local. No espaço, longe da Terra ou de qualquer outro corpo, esses conceitos simplesmente não fazem sentido.

Envio: 01/06/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Existem disponíveis na internet diversos programas gratuitos de visualização do céu que são bastante bons. Sugerimos o Stellarium ou o Cartes du Ciel, que têm versões em português. Além destes, existem também aplicativos para telefone celular. Existem muitos desses para as plataformas Android e iOS, não temos como recomendar um específico.

Envio: 13/03/2021

Nome: Marco Antonio Brito

Cidade: Campinas - Sp

Resposta:
Não, estas posições foram definidas apenas no século XX. O número de constelações nas quais o céu é dividido variou bastante ao longo dos séculos. Não se pode esquecer que diferentes culturas dividiram o céu em diferentes conjuntos de constelações. Usamos tradicionalmente o conjunto de constelações "herdadas" da tradição greco-romana, mas existem conjuntos totalmente distintos de constelações traçadas pelo indígenas do Brasil por exemplo, ou por culturas nativas africanas ou australianas. A maioria das constelações que usamos atualmente, incluindo as do hemisfério norte e as da região do equador celeste, já era conhecida desde a antiguidade clássica. As do hemisfério sul foram mapeadas depois do século XVI. As atuais "fronteiras" entre as constelações foram estabelecidas apenas em 1928 e o número de 88 foi estabelecido no século XVIII a partir de trabalhos de astrônomos europeus. O astrônomo Nicolas de Lacaille por exemplo deu nome a 14 novas constelações e dividiu a antiga constelação de Argo Navis (o navio dos argonautas da mitologia grega) em 3 diferentes: Puppis, Vela e Carina, ou seja, Popa, Vela e Quilha do navio dos argonautas.

Envio: 11/03/2021

Nome: Pedro

Cidade: São Gonçalo

Resposta:
O tema da determinação de distâncias em astronomia é muito extenso e não tem como ser respondido em detalhes numa única questão. Objetos próximos a nós como os planetas têm suas distâncias determinadas por radar ou por sondas que se aproximam deles. Em outras palavras, usa-se a velocidade da luz como "régua". Para medir distâncias de estrelas, usa-se uma técnica denominada paralaxe, que baseada em argumentos geométricos e na distância Terra-Sol que é bem conhecida. Para outras galáxias, existem diversas técnicas como por exemplo a relação período-luminosidade das estrelas tipo Cefeida.

Para uma discussão mais extensa sobre esse tema, sugerimos baixar o livro "O Céu que nos Envolve" no link abaixo. Veja em particular a discussão sobre distâncias no final do capítulo 7:
https://www.iag.usp.br/astronomia/sites/default/files/OCeuQueNosEnvolve.pdf

Envio: 10/03/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Muito poucos, mas é possível sim ver objetos de fora da Via Láctea a olho nu. Os mais fáceis de ver são as Nuvens de Magalhães, duas pequenas galáxias-satélite da Via Láctea. Elas são visíveis como manchas mais claras e arredondadas na direção sul, entre outubro e março. Mas só é possível vê-las em noites sem Lua e em locais sem muita iluminação artificial. Outro objeto extragaláctico que pode ser visto a olho nu é a galáxia de Andrômeda. Como diz o nome, ela fica na direção da constelação de Andrômeda, portanto bem ao norte. É mais fácil vê-la entre agosto e outubro, bem ao norte. Quanto mais ao norte o observador estiver, mais alta verá ela no céu. Ela é visível como uma pequena mancha alongada, na forma de uma amêndoa.

Envio: 01/03/2021

Nome: Juliana

Cidade: Ribeirão Preto

Resposta:
Ele não será trazido de volta. Por enquanto ele está em operação, mas não tem mais como fazer missões de manutenção. Quando ocorrer algum defeito irreversível nos giroscópios que mantêm ele estabilizado e permitem apontar para alvos distintos no céu, sua vida operacional vai se encerrar. O que vai acontecer a seguir é que ele será "derrubado" na Terra, ou seja, sua queda será controlada no sentido de escolher um local e horário para cair, mas como ele não tem nenhum sistema de paraquedas ou retrofoguetes, simplesmente cairá. Este procedimento é o padrão para satélites grandes, que não queimam totalmente na reentrada. Assim como ocorreu com a estação espacial Mir, da Russia, e com outros satélites grandes, provavelmente ele será dirigido para cair no sul do oceano Pacífico, a meio-caminho entre o sul do Chile e a Nova Zelândia. Nesta região não tem ilhas e o tráfego aéreo e naval é muito pequeno.

Envio: 20/07/2022

Nome: Mateus

Cidade: Gurupi-To

Resposta:
Certamente o lançamento do telescópio Webb chamou a atenção dos meios de comunicação para a astronomia e este tipo de visibilidade é um estímulo para os jovens interessados em ciências de modo geral. Mas não é só ele! A divulgação de novos resultados científicos (como a imagem do buraco negro central da Via Láctea) também desperta o mesmo tipo de interesse. Este tipo de visibilidade é de curta duração, em pouco tempo deixa de ser novidade e não aparece mais na imprensa, portanto é importante que os meios de comunicação sejam sempre informados sobre as novas descobertas científicas. Por isso mesmo os grandes observatórios e institutos científicos atualmente têm assessorias de comunicação destinadas a divulgar os resultados obtidos.

Envio: 28/04/2022

Nome: Amanda Souza

Cidade: Barueri - Sp

Resposta:
O ingresso na área de astroquímica pode ser feito através da astronomia ou do programa de pós-graduação em química. Você deve entrar em contato com o Instituto de Química para maiores esclarecimentos. O ingresso na pós-graduação em astronomia é feito através de um processo seletivo que inclui um exame de conhecimentos de física e matemática. Não é necessário ser formado/a em astronomia ou física para fazer esse exame, mas os conteúdos do mesmo são compatíveis com o que é ensinado no bacharelado em astronomia ou em física. Para maiores esclarecimentos, veja a página do nosso programa de pós-graduação: https://www.iag.usp.br/pos/astronomia/portugues/inicio . Em particular, veja a aba "Seleção" no menu horizontal superior. Quanto a visitas ao IAG, não temos um programa de visitas individuais, pois não existem recursos humanos para tanto, mas temos atividades de extensão, algumas das quais incluem visitas. Veja mais detalhes no nosso website, em particular veja as atividades descritas na aba "Cultura e Extensão" no menu superior: https://www.iag.usp.br/astronomia/

Envio: 23/12/2021

Nome: Pedro Henrique Souza Santos

Cidade: Maceió

Resposta:
A Astronomia, vista como atividade profissional, está muito próxima da Física. No Brasil os profissionais trabalham em universidades onde existe pesquisa na área ou em institutos de pesquisa do governo federal. A atividade profissional é muito variada, ela envolve preparar e executar projetos de pesquisa científica, que tanto podem ser observacionais, coletando e processando dados obtidos em observatórios astronômicos profissionais, como teóricas, através de modelagens computacionais ou teórico-matemáticas. Também faz parte da atividade profissional preparar e ministrar aulas, bem como as tarefas de orientação de estudantes de graduação e pós-graduação. A formação de um pesquisador em astronomia, assim como em todas as ciências naturais, precisa ser completa: graduação, mestrado e doutorado. Sem dúvida que qualquer um pode ser astrônomo, desde que seja aprovado em um vestibular e faça sua formação completa. Ela inicia com o bacharelado em física ou em astronomia e depois segue com a pós-graduação em astronomia. Veja em nosso site as questões respondidas na aba "A profissão de astrônomo" e veja também no link a seguir mais informações sobre o curso de astronomia e a profissão: http://www.astro.iag.usp.br/~bacharelado/

Envio: 28/10/2021

Nome: Vitor

Cidade: Curitiba

Resposta:
A área de astrobiologia (e correlatas) é muito jovem no mundo todo e no Brasil não é diferente. Existem programas de pós-graduação nessa área em diversas universidades brasileiras, alguns são já consolidados e outros estão no início. Não temos como fornecer uma lista completa, até para evitar omissões, mas entre as universidades com núcleos de pesquisa ativos na área pode-se listar USP, UFRGS, UFRJ, UEL, LNLS, ON, entre outros. As condições para ingresso nos programas de pós-graduação variam muito, não existe uma regra única. Nossa sugestão é que você se informe junto a alguns programas sobre as condições de ingresso e sobre as áreas de pesquisa existentes em cada um.

Envio: 28/09/2021

Nome: Leonardo Ramos

Cidade: Santo Andre

Resposta:
O processo seletivo para ingresso na pós-graduação em astronomia é feito através de um exame de conhecimentos de física, chamado "Exame Unificado de Física", ou EUF, que é utilizado na seleção candidatos para cursos de pós-graduação em física e astronomia de diversas faculdades do país. Assim sendo, com certeza o curso de física irá preparar você melhor para o processo seletivo de ingresso na pós-graduação em astronomia.

Envio: 22/09/2021

Nome: Giovanna Da Mata

Cidade: Goiânia

Resposta:
O Bacharelado em Astronomia possibilita a dupla titulação com o Bacharelado em Física. Para obtê-lo basta fazer um conjunto de disciplinas complementares que geralmente tomam um ano a mais. Quanto à Licenciatura em Física, este é um curso diferente. Um bacharel em astronomia certamente pode cursá-lo através do mecanismo de ingresso de diplomados que a universidade possui e obter a equivalência de muitas disciplinas. Mas é preciso fazer todo o conjunto de disciplinas de didática e pedagogia, bem como os estágios docentes. Nesse caso não se trata de dupla titulação, trata-se de fazer outro curso.

Envio: 07/09/2021

Nome: Maria Fernanda Siqueira Dos Santos

Cidade: Teresina

Resposta:
Não existem telescópios instalados na Estação Espacial, então não é comum a presença de astrônomos. Já houve casos de astrônomos presentes na estação, mas poucos, já que pesquisas lá realizadas estão mais relacionadas à astronáutica do que à astronomia. Vista como atividade profissional, astronomia é física aplicada, então os profissionais precisam sim ter aptidão para as ciências exatas, em particular física, matemática e computação. Para saber mais sobre o curso de astronomia e a profissão de astrônomo, veja as páginas do curso na internet: http://www.astro.iag.usp.br/~bacharelado/ Em particular, veja as Perguntas Frequentes na aba "O Curso", no menu horizontal superior

Envio: 20/05/2021

Nome: Enzo Daniel Abreu

Cidade: São João Da Boa Vista

Resposta:
Em todas as áreas de pesquisa acadêmica (física, matemática, astronomia, química, biologia, ...), os profissionais com posições permanentes têm doutorado na área. Isso significa que aqueles que pleiteiam essas posições já fizeram graduação, mestrado, doutorado e, em muitos casos, pós-doutorado também. Tudo isso toma tempo. Em geral os profissionais contratados em universidades onde existe pesquisa na área têm mais de 30 anos e iniciaram sua graduação há mais de 10 anos. Por outro lado, nossa experiência dentro da USP mostra que algumas pessoas optam por caminhos diferentes, fazem o bacharelado em astronomia e vão direto para o mercado de trabalho, trabalhando em ensino ou divulgação científica. O caminho a seguir depende da vocação e das aptidões de cada um.

Envio: 16/01/2021

Nome: Giulia Cristina Da Silva

Cidade: Varzea Paulista

Resposta:
Sim, é o que as pessoas normalmente fazem: ingressam na graduação e, uma vez que ela seja concluída, entram diretamente na pós-graduação. Mas a passagem da graduação para a pós-graduação não é automática, existe um exame de admissão que todos precisam fazer, inclusive quem cursou astronomia na USP.

Envio: 29/11/2020

Nome: Robson Adriano Machado Júnior

Cidade: Sorocaba/Sp

Resposta:
O mercado de trabalho em astronomia não é grande, existem poucas vagas, mas por outro lado o número de profissionais também é muito pequeno. Não se pode esquecer que, como em todas as áreas de pesquisa acadêmica, os empregos para pesquisadores em astronomia são para quem doutorado na área. O mesmo vale para pesquisadores em física, química, matemática... Sendo assim, os números se equilibram: existem poucas vagas mas também existem poucos profissionais qualificados no mercado.

Envio: 20/01/2020

Nome: Matheo Angelo

Cidade: Fortaleza, Ce

Resposta:
Astrobiologia é um tema interdisciplinar. Ele envolve profissionais com distintas origens tais como astronomia, física, química e biologia. Para seguir carreira acadêmica nessa área o importante é fazer pós-graduação "stricto sensu", ou seja, mestrado e doutorado, na área. No Brasil existem poucas instituições com grupos de pesquisa em astrobiologia, mas aqui na Universidade de São Paulo temos um grupo de pesquisas bastante ativo nesta área.

Envio: 18/11/2019

Nome: Isabelle Aristeu

Cidade: Resende, Rj

Resposta:
Astrônomo amador é aquela pessoa que tem outra atividade profissional e dedica-se à astronomia apenas por satisfação pessoal, como um hobby. O astrônomo profissional, ao contrário, tem na astronomia a sua profissão, ou seja, recebe o seu salário pela atividade profissional como astrônomo.

Envio: 03/09/2019

Nome: Vitor Cazarotti Venante

Cidade: Itapoá, Sc

Resposta:
Essa possibilidade existe sim. A seleção para ingresso nos programas de pós-graduação em astronomia requer fundamentalmente conhecimentos de física e matemática. Alguns dos bons programas de pós-graduação em astronomia do Brasil estão em instituições que não têm graduação em astronomia, como no caso das universidades federais do Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, dentre outras. Nesses casos, praticamente todos os pós-graduandos vêm da física. Não existe nenhuma diferença na formação ou na credibilidade de um pesquisador da área de astronomia por ele ser oriundo de uma graduação em física ou em astronomia, o que vai definir a qualidade de sua formação é o programa de pós-graduação no qual ele/ela fez mestrado e doutorado.

Envio: 23/11/2018

Nome: César Gomes Cardoso

Cidade: Teresina, Pi

Resposta:
Para quem já tem bons conhecimentos de física ao nível da graduação, a sequência normal é fazer uma pós-graduação em astronomia, optando por um tema específico de pesquisa dentro da área. Caso tratar-se de alguém que não deseje uma formação tão aprofundada, o IAG oferece cursos de extensão. Um deles, chamado "Introdução à Astronomia e à Astrofísica" é destinado especificamente a graduados e graduandos na área das ciências exatas. E para aqueles que preferem uma formação autodidata, existem também bons livros de introdução à astronomia que cada um pode estudar no seu próprio ritmo.

Envio: 27/10/2018

Nome: Lucas Gomes

Cidade: São Paulo

Resposta:
Após concluído o bacharelado o astrônomo se especializa numa área específica através de um programa de pós-graduação, fazendo mestrado e doutorado naquela área. Não é usual que uma pessoa faça duas pós-graduações em áreas diferentes, até porque um programa de pós-graduação toma muito tempo e requer muito trabalho.